Sedentárias e Coquettes à Margem: Corpos e Feminilidades Desviantes na Obra de Renato Kehl

Por: André Luiz dos S. Silva e .

Pensar a Prática - v.11 - n.3 - 2008

Send to Kindle


Resumo

Este texto fala sobre mulheres marginalizadas por dizeres normativos e disciplinares proferidos por Renato Kehl, um dos mais importantes eugenistas brasileiros. Em meio a sua obra, recortamos o período entre 1917 e 1929, para investigarmos como gesta, juntamente com a educação física, a imagem de corpos e feminilidades desviantes. Referidas como “sedentárias” e coquettes, Kehl utiliza seus corpos atribuindo-lhes noções de impureza, indolência e feiúra. Em contrapartida às artimanhas das coquette, e à preguiça da sedentária a mulher eugênica deve cultivar a beleza honesta por meio dos exercícios ginásticos – sua beleza deve ser “natural” e higiênica. Saúde, honestidade, robustez e formosura são predicados que se tornaram centrais com a marginalização de feminilidades desviantes.

Endereço: http://www.revistas.ufg.br/index.php/fef/article/view/4865/4971

Comentários


:-)





© 1996-2019 Centro Esportivo Virtual - CEV.
O material veiculado neste site poderá ser livremente distribuído para fins não comerciais, segundo os termos da licença da Creative Commons.