Sem tempo de ser criança : reflexões sobre o tempo no brincar e se movimentar de crianças.

Por: Gilmar Staviski.

2010 10/03/2010

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Resumo

A forma como temos percebido o tempo está relacionado com as mudanças mais radicais e menos perceptíveis da nossa modernidade. O foco central da presente pesquisa se estrutura no intuito de entender como o tempo pode influenciar as nossas vidas e especialmente, as relações entre adultos e crianças que ocorrem dentro e fora do ambiente educacional. Este trabalho tem características de um estudo bibliográfico, que conjuga diferentes aportes teóricos, como a Filosofia, Sociologia, Fenomenologia e Psicologia Gestáltica, no sentido de entender o que se deseja, faz e se pensa em relação à educação das crianças, considerando o forte controle do tempo e um culto a velocidade. Partindo de questões gerais, chega-se até o ambiente específico da educação infantil, no qual a educação física está inserida e que constitui parte da denominada rotina, ou seja, o conjunto de atividades diárias que envolvem tanto os adultos como as crianças. Neste trajeto, revela-se que o conceito do tempo surgiu na ecessidade de regular as nossas atividades de vida diária, se tornando nos dias de hoje, muito difícil viver sem o auxílio de um referencial cronológico. O controle que desenvolvemos sobre o tempo do relógio parece imperar sobre o tempo subjetivo - o nosso tempo natural nos distanciando cada vez mais da nossa essência e referencia pessoal. No campo da educação, o culto à velocidade compromete o processo de ensinar e aprender, tornado os acontecimentos passageiros e superficiais. A criança parece ser a mais prejudica neste contexto, onde absorve toda uma gama de expectativas e esperança de mudanças, muitas vezes se esquecendo do que ela é, quer e deseja. Ao depositar na criança e na sua infância estas intenções, o adulto rouba dela a sua condição de criança e de viver o presente sem preocupar-se com o passado ou com o futuro. O estudo revela como portunidades, tanto das crianças como dos adultos, nos dias de hoje, de se encontrarem naquilo que fazem e viverem o presente de suas vidas. Em relação ás crianças, o brincar, além de ser uma necessidade natural, também é o meio que ela precisa para crescer e se desenvolver a sua maneira e em seu tempo. Do ponto de vista da Educação Física, o respeito ao brincar e a consciência no presente do que se faz, parece ser uma maneira de proceder enquanto professores, no sentido de sermos facilitadores na luta da criança pela sua sobrevivência.

Endereço: http://repositorio.ufsc.br/xmlui/handle/123456789/94065

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