Ser no Brincar, o Brincar de Ser o Grupo: Um Estudo Sobre a Noção de Pertença Numa Comunidade Negra do Mutuca em Nossa Senhora do Livramento.

Por: Claudia Cristina Ferreira Carvalho.

2008 21/07/2008

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Resumo

Este trabalho tem como objetivo procurar compreender a importância, os significados do brincar e da brincadeira para as crianças e para a comunidade negra do Mutuca na construção da pertença identitária. O lócus da pesquisa foi uma comunidade de afro-descendentes de escravos, localizada no municipio de Nossa Sehora do Livramento- aproximadamente a 40k da capital de MT-Cuiabá. Procuramos, desde a fase teórico-metodológica até a final de análise e interpretação dos dados, elucidar uma pergunta que nos instigou durante processo investigativo, ou seja de que modo os membros de uma comunidade afro-descendentes de escravos se inscrevem, por meio das manifestações lúdicas que compõem seu cotidiano, como sujeitos pertencentes a um grupo identitário étnico-cultural distinto? A presente pesquisa inspirou-se nos procedimentos etnográficos, calcados numa abordagem descritiva e interpretativa densa. Utilizamos a observação participante, a entrevista semi-estruturada e do grupo focal para a coleta de dados. Dialogamos com diferentes autores na busca de compreender o objeto da pesquisa. As questões conceituais de quilombo, identidade étnica, etnicidade e territorialidade, fundamentados nos estudos de Bandeira (1988), Poutignat e Streiff-Fenart (1998), Barth (1998), O'Dwyer (2002), Treccani (2006), Hall (2003), dentre outros. Quanto às questões do brincar e da brincadeira fundamentamos em Gomes (2003) Michel Maffesoli (1998, 2005), Huizinga (2005) dentre outros. Os jogos, o brincar e a brincadeira como fenômeno cultural, permite à comunidade de negros a re-ligação com o cosmo societal, logo são cimentos emocionais do agrupamento. A partir de um território dominado pelos afetos, reforça a pertença etnico-cultural na construção identitária. Por essas manifestações ludicas perpassam micro-atitudes, criações minusculas, situações pontuais, situações efemêras, nos quais se tornam forças simbólicas no aprendizado da socialidade grupal.

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