Séries Múltiplas de Squat Jump Aumentam o Salto Vertical de Saltadores de Elite no Atletismo?

Por: Leonardo dos Santos Oliveira, Marcelo Alves Costa, Robson Furlan Ricardo e Tulio Alfano Moura.

Revista Brasileira de Ciência & Movimento - v.26 - n.1 - 2018

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Resumo


Em provas do atletismo que requerem potência muscular, há uma maior tendência de utilização de fibras do tipo II. Desta forma, exercícios de força como atividade condicionante podem acarretar em melhora no processo de contração muscular e no desempenho da atividade seguinte. Portanto, o objetivo do estudo foi analisar o efeito de diferentes atividades condicionantes na altura de salto vertical em atletas de provas de salto no atletismo. Doze atletas de elite do atletismo brasileiro (7 homens e 5 mulheres; 16 a 27 anos), em início de temporada esportiva, realizaram um teste de salto vertical com contra-movimento. Os testes foram realizados após três condições em dias distintos, a saber: I) Sem Atividade Condicionante (Controle), II) Squat Jump com 80% da massa corporal e III) Drop Jump de uma altura de 40cm. Foram realizados três saltos verticais após cada atividade condicionante. Adotou-se um intervalo de três minutos entre a realização da atividade condicionante e salto vertical e de um minuto entre cada tentativa de salto vertical. Foi demonstrado efeito do fator atividade condicionante para a altura de salto vertical, F(11, 22) = 9,69; P < 0,001. A condição Squat Jump apresentou maior altura do salto vertical quando comparada à condição controle (P = 0,003; ?2 = 0,64). Em contrapartida, não foi encontrado aumento do salto vertical na condição Drop Jump quando comparada à condição controle (P = 0,99). O número de saltos e o limitado controle da técnica utilizada durante a realização do Drop Jump podem ter influenciado o desempenho do salto vertical. Desta forma, o aparecimento da potencialização pós-ativação está condicionado à intensidade e à natureza da atividade condicionante. Por conseguinte, sugerimos que a realização de Squat Jump pode ser benéfica para o desempenho de atletas de modalidades de potência.Referências 1. Bishop D. 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