Síndrome de Turner: Características Físicas e Considerações na Elaboração de Um Programa de Atividade Física

Por: Alexandre Duarte Baldin e Edison Duarte.

XI Congresso de Educação Física e Ciências do Desporto dos Países de Língua Portuguesa

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Resumo

A SÍNDROME DE TURNER caracteriza-se pela presença de um cromossomo X
normal e a perda parcial ou total do outro cromossomo sexual, ocorre em
aproximadamente 1:2130 do sexo feminino. Seus sinais clínicos mais importantes
são: baixa estatura 142-147 cm e a disgenesia gonadal. Os Estudos de proporções
corporais em ST são escassos e freqüentemente preocupam-se apenas com a altura
final. No entanto, podem apresentar também: atraso intelectual leve, problemas
cardiovasculares e renais, hipertensão, doenças tireoidianas, osteoporose e obesidade,
entre outras. A tendência à obesidade é observada nas mulheres com ST, sendo seu
índice de massa corporal superior em relação à população controle. A hipertensão,
obesidade, hiperinsulinemia e a hiperlipemia conduzem a riscos de complicações
cardiovasculares. Considerando tais características, é necessário ao professor de
Educação Física elaborar atividades adequadas a essa população. Métodos: Foram
avaliadas medidas antropométricas e de composição corporal, através de
bioimpedância e dobras cutâneas de 50 mulheres com ST com idade entre 5 a 43
anos. Resultados: Todas as variáveis apresentaram escores z médios acima de -2,
com exceção da estatura em pé e envergadura nas impúberes e da estatura sentada e
da mão nas púberes. Conclusão: A altura final (145,5 ± 6,7cm) é semelhante às
encontradas em vários estudos, como o de Ranke e Grauer de 1994, (144,3 ±
6,7cm), do grupo escandinavo com 119 pacientes do mesmo estudo (147,2 ± 7,1cm),
e o de Naeraa e Nielsen de 1990 (146,8 ± 5,8cm). Considerando os riscos que o
excesso de gordura e as cardiopatias podem acarretar à saúde, evidencia-se a
necessidade de conscientização dos educadores físicos, no acompanhamento dos
programas de atividade física e/ou dietas nessa população. Recomenda-se, ainda,
atividades que objetivem a prevenção da reabsorção do cálcio; aumento da
sensibilidade muscular na captação de glicose; atividades que melhorem a autoestima e que propiciem a vivencia do sucesso, pois a deficiência sempre traz certo
estigma que interfere, quase sempre, nas relações sociais. O respeito às limitações e
a descoberta de possibilidades, considerando-se as características da ST, devem nortear
a elaboração do programa de atividade física.

Endereço: http://citrus.uspnet.usp.br/eef/uploads/arquivo/61_Anais_p221.pdf

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