Sintomas Depressivos e Atividade Física em Idosos: Estudo Longitudinal

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2014 00/00/0000

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Resumo

O objetivo deste estudo foi estimar a prevalência e os fatores associados aos sintomas depressivos (SD), e analisara relação entre SD e atividade física de lazer (AFL) de idosos, de forma prospectiva. Esta pesquisa longitudinal, observacional e de base populacional faz parte do Epi Floripa Idoso realizado em 2009/2010 (primeira onda) e 2013/2014 (segunda onda), na área urbana do município de Florianópolis – SC. Na primeira onda foram entrevistados 1.705 idosos, sendo incluídos nesse estudo 1.656(49foram excluídos por terem as entrevistasrespondidas por cuidadores). Para a segunda onda, 1.564 idosos foram considerados elegíveis. Entretanto, para a presente investigação foi utilizada amostra parcial (n=659). Os SD (desfecho) foram obtidos pela Geriatric Depression Scale (GDS-15); o nível de AFL foi avaliado pelo International Physical Activity Questionnaire; além das variáveis de saúde, sociodemográficas, comportamentais e sociais. Análise
descritiva, Teste de McNemar, Regressão de Poisson e Regressão Linear Múltipla foram utilizados, adotando nível de significância de 5%.Na primeira onda, aprevalência de SD foi de 23,9%. Os fatores de risco associados foram: 1 a 4 anos (RP= 1,62) e nenhum ano de estudo (RP= 2,11); situação econômica pior comparada àquela que tinha aos 50 anos (RP=1,33); déficit cognitivo (RP=1,45); percepção negativa de saúde (RP=2,64); dependência funcional (RP=1,83) e dor crônica (RP=1,35). Grupo etário de 70 a 79 anos (RP=0,77); AFL (RP=0,75); participação em grupos de convivência ou religiosos (RP= 0,80) e ter relação sexual (RP= 0,70) mostraram-se fatores protetores ao aparecimento dos SD. Na segunda onda, a prevalência de SD foi de 22,8% e não foi observada diferença estatística significante na comparação entre as duas ondas. Vale destacar que a recorrência dos sintomas foi 12,7%; incidência de 10%; remissão de 9,3%e 68% permaneceu
livre de suspeita à depressão. Verificou-se diferença estatística significante entre as duas ondas para déficit cognitivo, quedas, relação sexual e participação em grupos de convivência. Ao analisar o nível de AFL no seguimento, 40,8% dos idosos permaneceram inativos; 32,3% eram ativos e tornaram-se inativos; 6,7% eram inativos e tornaram-se ativos e 20,2%permaneceram ativos no lazer. Para os idosos sintomáticos, o antidepressivo, a terapia psicológica e a atividade física foram os recursos mais citados para amenizar esses sintomas; melhorar a saúde e recomendação médica foram os motivos frequentes para a adesão à prática de atividade física, enquanto a limitação física e o cansaço (ou falta de disposição) foram os motivos de desistênci a mais citados. NaOs resultados obtidos poderão auxiliar e subsidiar as políticas de atenção à saúde mental da população idosa, considerando os fatores modificáveis associados aos SD , e a AFL enquanto estratégia alternativa na promoção da saúde, prevenção ou auxiliar no tratamento da depressão em idosos.
 

Endereço: http://ppgef.ufsc.br/

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