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Resumo

Com a escolha da cidade do Rio de Janeiro para sediar os Jogos Olímpicos e Paralímpicos de 2016, iniciou-se a discussão sobre o desempenho do país, principalmente após o lançamento do Plano Brasil Medalhas em setembro de 2012. Entretanto, após a divulgação das metas para 2016 (top 5 no Paralímpico e Top 10 no Olímpico) não observou-se avanços na gestão das entidades administrativas no que concerne às ferramentas de gestão aplicáveis ao ambiente micro, um daqueles que são responsáveis pelo sucesso esportivo de uma nação. A alocação dos recursos escassos deve ser feita de forma eficaz, sendo aportada de acordo com as deficiências percebidas no cotidiano do atleta, voltando-se para a busca por melhores resultados e, diminuindo o gap percebido nesse nível de atuação. Posto isso, o estudo apresenta como objetivo, a partir do contexto do ambiente do atleta, levantar as variáveis aplicáveis ao sucesso individual do atleta. O estudo terá abordagem qualitativa e terá aplicação no campo operacional do esporte, sendo conduzida através de pesquisa bibliográfica. A pesquisa tem origem nos pilares do SPLISS e nos estudos selecionados que, com a análise de conteúdo, técnica capaz de categorizar e permitir inferências sobre o conteúdo descrito tornou possível o diagnóstico de nove categorias com as respectivas variáveis.  Dentre as categorias adotadas, observou-se uma matriz com categorias direta e indiretamente ligadas ao ambiente do atleta, assim como, ações desenvolvidas ao nível macro e ao nível micro. Concluiu-se que o atleta, stakeholder responsável pelo nível operacional e aquele envolvido diretamente com a obtenção dos resultados, deve ter o acompanhamento e o controle como rotina nos seus treinamentos, sendo possível, assim, a possível correção do rumo do trabalho.

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