Sobre o Conhecimento Que Orienta a Formação Profissional à Educação Física Brasileira

Por: Nelson Figueiredo de Andrade Filho.

0 páginas. 2001

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Resumo

Este estudo versou sobre o conhecimento que orienta a formação profissional em Educação Física brasileira. Uma hipótese central para a exploração temática indica que a cultura de formação profissional em Educação Física brasileira aponta mais a continuidade de uma tradição instrumentalizadora do que rupturas formativo-culturais intencionadas pela legislação e pelo discurso acadêmico da área. Seu objeto é o conhecimento que dá suporte ao processo de formação profissional inicial. No sentido de nortear a apreensão desse objeto, formulamos as seguintes questões: a) Qual o conhecimento que orienta a formação profissional na Educação Física brasileira? b) Como está contrabalançado o conhecimento na formação profissional de intervenção (específico) em relação ao conhecimento na formação cultural geral (básico) no Curso de Educação Física do CEFD/UFES? A relevância desta elaboração está em considerar o debate travado entre pesquisadores e consultar as opiniões dos estudantes de um determinado curso de graduação em relação a formação que lhes é oferecida. A abordagem do tema teve como procedimento metodológico básico a pesquisa teórica e de campo: revisão de textos e documentos, seguida de aplicação de questionário aos estudantes. As informações colhidas foram descritas, inferidas e interpretadas pela orientação do Método de Análise de Conteúdo (BARDIN, 1977), considerando a perspectiva do eixo de discussão temática que articulou formação profissional, currículo e conhecimento. Em conclusão, pudemos perceber que, em detrimento de outras perspectivas, na discussão da formação na área, predomina a propaganda e a defesa do conhecimento científico ancorado em argumentos racionais e pragmáticos, oriundos das disciplinas científicas reais, conforme a classificação encontrada em MARINHO (197-?), ABBAGNANO (1999) e que, na relação entre o conhecimento na formação básica e o conhecimento na formação específica, os informantes consultados afirmaram valorizar o equilíbrio curricular, entretanto, penderam sua proposta de estruturação curricular ideal em função de privilegiar o conhecimento do campo das Ciências Biológicas, técnico-esportivo, metodológico e até pedagógico, colocando em um plano secundário, o conhecimento do campo das Ciências Sociais; verificou-se, também, uma forte tendência a consentir tacitamente o amoldamento do curso do CEFD, seu currículo e os conhecimentos que orientam a formação proposta, em função das pressões da indústria cultural, do projeto de vida pessoal do informante, da perspectiva profissional mais valorizada pelo mercado de serviços/trabalho e pelo simples atendimento das demandas provenientes de alguns setores da vida social: entidades públicas, como a escola, e privadas organizadas, como os clubes esportivos e recreativos. A nosso ver, a formação do profissional de Educação Física deveria ser pensada no sentido de superar a forma como os objetivos sociais e os conhecimentos acadêmicos têm sido valorizados/tratados no processo de execução curricular. Uma questão que se coloca é: será que um curso de formação superior que não transforma um indivíduo comum em sujeito profissionalmente capaz de promover uma ação educacional/social estrita e conseqüente está cumprindo com sua função primordial?

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