Sociologia e Antropologia do Esporte

Por: Ana Paula Vasconcelos, Bruno Abranhão, José da Silva e Sílvia Pires.

Atlas do Esporte no Brasil.

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Resumo

Desde o final do século XIX a Sociologia aborda temas relacionados ao esporte, às atividades físicas e ao corpo, colocando-se diante de questões como origem, as relações entre a cultura e o esporte e entre este e a religião. Até mesmo “clássicos” da Sociologia, de Max Weber, Georg Simmel, Leopold von Wiese, Max Scheler, Thorstein Veblen chegando a Norbert Elias já nas décadas de 1930 e 1940, trataram do tema do esporte em seus trabalhos. Muitos creditam a Marcel Mauss o mérito de ter sido um dos primeiros a refletir sobre as potencialidades simbólicas do corpo como categoria do espírito, tal fato decorreu de sua capacidade de ampliar sua visão periférica – ou seja, etnográfica – para além do circuito dos objetos dos estudos clássicos, observando fatos muitas vezes desconsiderados pelo pensamento sociológico da época. No ambiente intelectual francês, Mauss foi participante ativo de um programa refinado de uma Antropologia das práticas corporais e esportivas, descobrindo, já em 1902, as potencialidades e o rendimento teórico sobre os estudos das técnicas de adestramento corporal da natação, um entre outros fenômenos esportivos em voga na época. E terminou a investigação por realizar um balanço comparativo entre ciências vizinhas à Antropologia, notadamente a Psicologia e a Sociologia. Mauss, definiu em sua sociologia, que é a sociedade que ensina o corpo e nele marca as diferenças que ela reconhece e/ou estabelece de sexo, de idade, de hierarquia social etc. Os corpos expressariam o que a sociedade engendra em suas relações com os atores sociais.

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