Somatotipo de Jovens Atletas de Futebol e Força Explosiva Elástica

Por: Flávio Furlan de Sousa.

III Congresso de Ciência do Desporto

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INTRODUÇÃO: As variáveis antropométricas diferenciam os indivíduos em suas características corpóreas, dentre as quais, o somatotipo, que é configuração morfológica que qualifica e quantifica a forma corporal através de seus três componentes distintos, intitulados como: o endomorfo; o mesomorfo; e o ectomorfo (LEITE, 2000). Nos esportes, com especial atenção ao futebol, o perfil somatotípico pode indicar um fator determinante para o desempenho.

 OBJETIVO: Objetivou-se identificar a predominância somatotípica de jovens atletas de futebol e uma possível relação entre o somatotipo e as variáreis biomotoras, delimitadas aqui Força Explosiva Elástica (FEE).

METODOLOGIA: 131 atletas com idade cronológica de 12 a 17 anos, das categorias de base de um clube de futebol. Para o somatotipo, utilizou-se do procedimento de Heath e Carter (1967). Para as medidas de dobras cutâneas e diâmetros ósseos (úmero e fêmur), utilizou-se um compasso (adipômetro) científico e paquímetro, ambas da marca SANNY® com precisão de 1mm. Os perímetros de braço e perna, utilizado uma trena antropométrica com precisão de 1 mm. Para a mensuração de FEE, foram realizadas duas avaliações: Salto Vertical Contra Movimento (SVCM) e Salto Horizontal (SH), com três tentativas cada, padronizando o melhor resultado obtido. Ambas  avaliações partiram da posição estacionária, com participação de MMSS, uma aferida verticalmente e outra horizontalmente, sendo SH padronizada a medida a partir do calcâneo. Para as avaliações de SVCM foi utilizado um tapete de contato (CEFISE, software Jump System Test  1.0) e para avaliações de SH uma fita métrica de três metros de comprimento colocada no solo. Foi utilizado o SPSS 13.0 e como tratamento estatístico Teste T de Student e correlação linear de Pearson ambos com p<0,05.

 RESULTADOS:
Tabela 1: Médias do somatotipo e FEE dos atletas Idade (anos) Endo Meso Ecto SVCM (cm) SH (cm) 12,45 (+0,22) 2,90 (+ 0,885) 5,22 (+ 0,747) 2,92 (+ 1,097) 35,81 (+ 4,520) 185,67 (+ 15,423)

  • 13,52 (+0,34) 2,59 (+ 0,738) 5,11 (+ 0,887) 3,18 (+ 0,928) 39,39 (+ 4,260) 200,04 * (+ 0,156)
  • 14,59 (+0,45) 2,48 (+ 0,541) 5,00 (+ 0,835) 2,97 (+ 0,967)
  • 39,46 (+ 4,218)
  • 204,78 * ** (+
  • 14,703)
  • 15,13 (+0,25) 2,70 (+ 1,315) 5,26 (+ 0,052) 2,86 (+ 1,096) 44,45 * (+ 1,909) 234,00 * ** (+ 5,657)
  • 16,45 (+0,45) 2,45 (+ 0,622) 5,53 (+ 0,177) 4,12 (+ 1,768) 43,70 * (+ 5,091) 230,50 * ** (+ 9,192)
  • 17,39 (+0,23) 3,01 (+ 0,311) 4,93 (+ 0,665) 2,68 (+ 0,834) 43,26 * (+ 4,172) 225,35 * ** (+ 9,192)
  • * p>0,05 para 12 anos; ** p>0,05 para 13 anos.
  • 3,01
  • 2,59 2,48 2,7 2,45
  • 2,9
  • 5,22 5,11 5
  • 5,26 5,53
  • 4,93
  • 2,92 3,18 2,97 2,86
  • 4,12
  • 2,68
  • 0
  • 1
  • 2
  • 3
  • 4
  • 5
  • 6
  • 12 13 14 15 16 17

Escala de somatotipo Endo Meso Ecto Gráfico 1: Componentes da somatotipia no decorrer das idades.

CONCLUSÃO: Mesmo não havendo diferença significativa em relação ao somatotipo, apresentou-se significância (p<0,05) entre os resultados de SVCM e SH nas diversas idades, sugerindo que a capacidade biomotora FEE melhora durante os anos, nesse intervalo etário, e não sofre influência da somatotipia.

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