Tolerância à Glicose Exógena em Mulheres obesas Exercitadas com e sem Restrição Alimentar

Por: Silvia Regina Barrile.

76 páginas. 1997

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Resumo

O efeito do exercício físico (E.F.) continuado, sobre a tolerância à carbohidrato exógeno em mulheres obesas, foi estudado em 43 mulheres (35 - 55 anos) obesas (IMC = 32,9 ± 2,9 Kg/m2) voluntárias, selecionadas após triagem clínica. Todas participaram durante 2 - 6 meses, 3 - 5x/semanas de sessões de 90 min/dia exercícios de fortalecimento e alongamento muscular (30 min.) caminhadas rápidas (30 min.) e alongamento e relaxamento musculares (15 min.). No 2] bimestre o exercício físico foi acompanhado de restrição da dieta habitual (ingestão de 25 Kcal/Kg ideal/dia). No início e a cada bimestre foram realizadas avaliações da ingestão energética, antropometria (peso e IMC) e bioquímica da lipidemia (TG e AGL) glicemia e insulinemia em jejum e, estas últimas, também após ingestão de 75g de glicose na forma pura (GTT químico) ou de desjejum (GTT alimentar). Dois meses de exercício físico resultaram em pequena queda de insulinemia, detectada apenas no GTT alimentar. Isto ocorreu sem variação significativa da glicemia, mas acompanhando as reduções de peso, IMC e da trigliceridemia. Esta resposta ao exercício físico foi indiferente aos tipos de obesidade ginecóide ou andróide das mulheres, mas bastante dependente do seu estado hiperinsulinêmico e/ou bom condicionamento físico prévio. Este último foi responsável pela maior redução do peso e elevação do AGL condicionantes, provavelmente do menor gasto insulinêmico por glicose ofertada. A continuidade do E.F., em presença de restrição alimentar, continuou a reduzir a insulinemia, agora também em presença de menores valores de glicemia basal (jejum). O retorno à alimentação livre em prresença de 6 meses de E.F., manteve as quedas glicêmicas e insulinêmicas, agora em proporções semelhantes e sustentou o declínio progressivo do peso e da trigliceridemia. A interrupção do E.F. (destreinamento por 4 meses, resultou no retorno da glicemia e trigliceridemia aos patamares iniciais (pré-experimento) mas sem variação significativa do peso ou do IMC. Assim, E.F. assíduo por 6 meses, melhora a sensibilidade insulínica, mesmo sem promover a eutrofia. A melhora já aos 2 meses ocorre sem variação da glicemia e é acelerada se houver hiperinsulinemia e perda de adiposidade (pelo pré-condicionamento físico). A restrição alimentar acelera a queda da glicemia e o destreinamento promove mais o retrocesso metabólico (elevação da glicemia e trigliceridemia) que o antropométrico (elevação do peso e do IMC).

Endereço: http://www.nuteses.temp.ufu.br/tde_busca/processaPesquisa.php?pesqExecutada=2&id=1672&listaDetalhes%5B%5D=1672&processar=Processar

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