Torque Articular e Ativação dos Musculos Biceps Femoral e Semi-tendineo Durante Movimentos Isocineticos de Flexão do Joelho em Atletas de Futebol

Por: Carlos Eduardo Bassi Rodrigues.

2005 21/12/2005

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Resumo

Os estudos envolvendo a eletromiografia associada ao dinamômetro isocinético tem sido fundamental para o conhecimento da participação dos músculos e quantificação do torque relacionado à articulação do joelho em atletas que praticam a modalidade futebol em nível competitivo. Esta modalidade é caracterizada por movimentos explosivos e dinâmicos que exigem força rápida e resistência muscular. Estas características estão intimamente relacionadas com a função desempenhada pelos Ísquiotibiais, o que nos leva a acreditar na importância do conhecimento deste grupo muscular em relação à modalidade esportiva. O presente estudo objetivou analisar o comportamento dos sinais EMG dos músculos Bíceps Femoral (cabeça longa) e Semitendíneo e o torque articular do joelho, durante a realização de movimentos no dinamômetro isocinético. Participaram do estudo 14 atletas de futebol da categoria Juniores (18-20 anos) da Associação Atlética Ponte Preta. Os mesmos foram submetidos a um protocolo de cinco repetições de flexão (ação concêntrica e excêntrica) do joelho esquerdo em 3 velocidades (60, 180 e 300 graus/segundo), as quais foram previamente sorteadas. Entre a realização de cada velocidade houve um período de 3 minutos para repouso. A atividade eletromiográfica (EMG) foi coletada utilizando-se eletrodos de superfície e os dados foram expressos em RMS. Com relação ao RMS houve alteração entre os músculos em algumas repetições na fase concêntrica a 60°/s e de forma geral os valores expresso RMS não se alteraram com a variação da velocidade de execução bem como do tipo de contração realizada. Com relação ao torque, os maiores valores foram obtidos na velocidade de 60°/s durante a fase concêntrica. Na fase excêntrica, não houve alteração do torque com modificação da velocidade de execução. Além disso, independentemente da velocidade ou repetição considerada, os valores de torque foram maiores durante a fase excêntrica. A relação RMS/Torque não foi linear nestas condições de avaliação, pois enquanto os valores de torque variaram entre as velocidades e entre os dois tipos de contração, o RMS manteve-se praticamente estável. 

Endereço: http://www.bibliotecadigital.unicamp.br/document/?code=vtls000378193&opt=1

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