Tracking da Aptidão Física Relacionada à Saúde Entre a Infância e Idade Adulta e Relação com Fatores de Risco Cardiometabólico

Por: Gabriela Blasquez Shigaki.

119 páginas. 2017 10/11/2017

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Resumo

A aptidão física relacionada à saúde (AFRS) apresenta relação com desenvolvimento de fatores de risco cardiometabólico (FRCM) tanto na população adulta quanto na pediátrica. Todavia, essas relações entre o período da infância e idade adulta ainda não são claras, assim como a associação com o aparecimento de fatores de risco. Assim, o objetivo desse estudo foi analisar o tracking da AFRS entre a infância e idade adulta e a relação com fatores de risco cardiometabólico. O estudo apresenta delineamento longitudinal, sendo que o baseline ocorreu anualmente entre 2002 a 2006, e o follow-up em 2016. Participaram 150 adultos jovens, na faixa etária entre 21 e 25 anos, de ambos os sexos. Medidas de massa corporal, estatura, espessuras de dobras cutâneas (∑DC) e circunferência de cintura (CC) foram obtidas. A composição corporal foi avaliada por meio do DXA. Testes motores de sentar e alcançar (AS); abdominal (ABDO) e Shuttle run de 20 metros foram aplicados. Análises bioquímicas foram obtidas mediante taxas de lipidograma, glicemia de jejum e HOMA-IR. A pressão arterial foi avaliada com aparelho digital. A atividade física foi mensurada por acelerometria e informações sociodemográficas por meio de questionários. O coeficiente de correlação intraclasse (CCI) indicou que todas as variáveis da AFRS apresentaram valores considerados de moderado a elevado tracking (0,37−0,67; P<0,005) entre o período analisado. A adiposidade corporal na idade adulta apresentou relação positiva com o ∑DC da infância (β =0,324; P<0,001) e relação negativa com a aptidão cardiorrespiratória (ACR) na infância (β =-0,132; P<0,001). O teste de SA na infância demonstrou relação positiva com a flexibilidade na idade adulta em ambos os sexos (β =0,663; P<0,001). A resistência muscular na idade adulta apresentou relação positiva com os resultados na infância dos testes de SA, ABDO e corrida (P<0,05). A ACR apresentou relação positiva com o resultado do teste de corrida na infância (β =0,554; P<0,001). Com relação aos FRCM no grupo masculino a ACR da infância apresentou relação inversa com os triglicerídeos (β =-0,003; P=0,004), insulina (β =-0,003; P=0,005) e HOMA-IR (β =-0,003; P=0,004). No sexo feminino verificou-se relação positiva do ∑DC na infância com a CC (β =0,290; P<0,001) e glicose (β =0,087; P<0,001) na idade adulta. Por outro lado, a ACR na infância apresentou relação positiva com a PAS na idade adulta (β =0,001; P=0,031). Assim, conclui-se que a AFRS apresentou tracking moderado para o teste de ABDO e corrida, enquanto o teste de SA apresentou um alto tracking entre a infância e idade adulta. Ainda, verificamos que a AFRS apresenta relação entre os valores da infância e a idade adulta, sendo que adiposidade corporal e a ACR na infância estão fortemente associadas à saúde cardiometabólica na idade adulta. Níveis mais elevados de AFRS na infância promovem efeitos protetores de desenvolver FRCM mesmo entre aqueles com baixa AFRS atual, e reduzem o risco de FRCM nos indivíduos com alta adiposidade corporal na idade adulta. 

Endereço: http://www.bibliotecadigital.uel.br/document/?code=vtls000216190

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