Tradução, Adaptação Cultural e Validação da Body Image Guilt And Shame Scale (bigss) Para a Língua Portuguesa no Brasil

Por: Jane Domingues de Faria Oliveira.

150 páginas. 2015 23/02/2015

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Resumo

Resumo: A imagem corporal é a representação mental da nossa identidade corporal, ou seja, o modo pelo qual o nosso corpo se apresenta para nós. A culpa pode ser compreendida como uma emoção privada que pode ser experimentada solitariamente a partir da interiorização de uma lei; quanto maior for o rigor dessa lei moral abstrata, maior será o sentimento penoso proveniente da imagem que cada um faz de si; onde o olhar do outro não se faz necessário. Já a vergonha difere da culpa por ser marcada pelo sentimento de desvalorização e impotência e necessita de um olhar que julga e acusa. O objetivo desta pesquisa foi traduzir, adaptar culturalmente e validar para a língua portuguesa no Brasil a escala "Body Image Guilt and Shame Scale" (BIGSS) para adultos jovens. Essa pesquisa constou de duas fases: (1) tradução e adaptação cultural da escala e (2) avaliação psicométrica da escala. A primeira fase da pesquisa foi conduzida conforme o Guideline da American Orthopaedic Surgeons/Institute of Work and Health (BEATON, et al., 2002) e seguiu cinco etapas: duas traduções do instrumento original que foram realizadas por brasileiros com domínio da língua inglesa, síntese das traduções, duas retrotraduções ¿ feitas por falantes nativos da língua inglesa, com domínio da língua portuguesa, reunião de comitê de peritos, composta por linguista, metodologista, profissional de saúde, os tradutores e retrotradutores na qual foi discutida a versão do pré-teste, buscando a equivalência semântica, idiomática, conceitual e cultural com o instrumento original e por fim, pré- teste, realizado com representantes da população alvo. Para a segunda fase da pesquisa, foram coletados dados de uma amostra composta por 640 sujeitos com idade entre 18 e 39 anos de ambos os sexos, sendo homens (n = 341) e mulheres (n = 299) brasileiros adultos jovens. A análise fatorial confirmatória, com método de extração ULS foi realizada separadamente em cada amostra. Apesar de obter ajustes satisfatórios entre o modelo original, bidimensional e o modelo concorrente, unidimensional, o último foi escolhido como modelo estrutural da versão brasileira da BIGSS, tanto na amostra masculina quanto feminina, havendo, todavia, diferenças no conteúdo entre as versões específicas para cada sexo. Para ambas as versões, foram produzidas evidências satisfatórias de confiabilidade interna e validade de constructo. A nova escala configura-se como uma medida confiável e válida para ser usada em pesquisas sobre imagem corporal no Brasil. Como este é o primeiro estudo psicométrico da BIGSS no Brasil e está limitado a uma amostra não-probabilística, não sendo representativa da população brasileira, pesquisas futuras em nosso país e em outros centros de pesquisa que investiguem outras propriedades psicométricas, como a estabilidade no tempo, validade preditiva e outras evidências de validade de construto, tornam-se relevantes.

Endereço: http://www.bibliotecadigital.unicamp.br/document/?code=000964942&opt=1

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