Trajetórias e Distâncias Percorridas Por Jogadores de Handebol Obtidas Por Rastreamento Automático

Por: Luciano Mercadante, Rafael Menezes e Ricardo Machado Leite De Barros.

XI Congresso de Educação Física e Ciências do Desporto dos Países de Língua Portuguesa

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Resumo

Introdução: Determinar a posição dos atletas em função do tempo durante
um jogo possibilita calcular trajetórias, distâncias percorridas e distribuições
de velocidades. Este trabalho propõe e avalia um método de rastreamento
automático de jogadores de handebol durante o jogo. Materiais e métodos: Foi
filmada uma partida de handebol, categoria júnior masculino, com duas câmeras
digitais calibradas. As imagens foram processadas a 15Hz e em cada uma foi
realizada a extração do fundo e a transformação em níveis de cinza. Para a
identificação dos jogadores foram desenvolvidos e testados filtros morfológicos
para eliminação de ruídos e delimitação de regiões fechadas, denominadas blobs.
As trajetórias de cada jogador foram construídas por rastreamento automático
dos blobs onde as situações de sobreposição foram solucionadas utilizando
conceitos de grafos, sendo necessária a interferência do pesquisador em casos
de solução incorreta. Para avaliação do método todos os jogadores foram
rastreados durante 13,5 minutos. Com a quantificação dos quadros rastreados
automaticamente calculou-se a automatização do sistema. Resultados: Foram
obtidas as trajetórias, as distâncias percorridas e as velocidades de cada jogador
durante um tempo de jogo. Neste estudo a média das distâncias percorridas
foi 2213,1m (1o tempo de partida). Na literatura são apontados valores de
distâncias percorridas que variam de 2 a 7 quilômetros por partida. A variação
é decorrente da metodologia aplicada e à não possibilidade de alguns
pesquisadores medirem toda uma partida, extrapolando os valores a partir de
um curto intervalo de tempo. O percentual de rastreamento automático sem
interferência do pesquisador nesta pesquisa foi de 75%. O mesmo sistema de
rastreamento aplicado na análise de jogadores de futebol obteve um percentual
de 94%, que pode ser explicado pelo fato de o handebol apresentar maior área
dos blobs em relação à área da imagem, pela maior proximidade entre os
jogadores nas imagens e pelas câmeras estarem posicionadas em pontos mais
baixos e próximos da quadra, o que aumenta o número de sobreposições.
Conclusões: O método de rastreamento automático mostrou-se satisfatório,
podendo ser otimizado pela colocação de câmeras em ambos os lados da quadra
e modificação dos parâmetros ligados aos algoritmos desenvolvidos.

Endereço: http://citrus.uspnet.usp.br/eef/uploads/arquivo/72_Anais_p377.pdf

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