Treinamento Intervalado de Alta Intensidade Como Uma Estratégia de Tratamento Alternativo Para Mulheres na Pós-menopausa com Alto Risco de Diabetes Mellitus Tipo 2

Por: Fernanda Maria Martins.

2017 21/02/2017

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Resumo

A menopausa está associada às alterações na composição corporal e aumentos dos marcadores inflamatórios. A inflamação crônca causa resistência insulínica e diabetes. Em contrapartida, o treinamento combinado (COM) é capaz de prevenir ou melhorar a inflamação crônica e distúrbios metabólicos em idosos. No entanto, COM apresenta longa sessão de duração e a falta de tempo é uma razão comum para não praticar exercício. Sendo assim, o treinamento intervalado de alta intensidade (HIIT) surge como uma proposta de tratamento tempo-eficiente. Porém, existem poucos estudos que apoiam o HIIT como estratégia de intervenção em idosos, além disso, não há estudos que compararam HIIT com o COM. Portanto, o objetivo do estudo foi avaliar se o HIIT é uma estratégia tempo-eficiente, comparado ao COM, capaz promover adaptações positivas sobre a composição corporal, força muscular e marcadores inflamatórios e de resistência à insulina (RI) em mulheres na pósmenopausa (PM) com alto risco de diabetes mellitus tipo 2 (DM2). Finalizaram o estudo 16 mulheres na PM distribuídas aleatoriamente em dois grupos: COM (n=8) e HIIT (n=8). Os protocolos foram realizados três vezes por semana durante 12 semanas. A composição corporal foi determinada utilizando DEXA. Os indicadores metabólicos foram determinados por métodos automatizados e os indicadores inflamatórios por método de imunoensaio enzimático. Ambos os grupos apresentaram aumento significativo (P<0,05) no índice de massa muscular (IMM) e IL1ra. Houve diminuição significativa (P< 0,05) na glicose de jejum, HbA1c, insulina, HOMA-IR e MCP-1 (tendência para MCP-1; P = 0,056) em ambos os grupos. Os efeitos do HIIT foram estatisticamente (P> 0,05) indistinguíveis dos efeitos do COM. Apenas o COM aumentou a força muscular e o HIIT aumentou a IL-6. Foram observadas correlações negativas entre as alterações na IL-6 com as alterações na insulina e HOMA-IR (P <0,05), apenas no grupo HIIT. Os achados sugerem que protocolo HIIT é uma estratégia de tratamento tempo-eficiente alternativo capaz de promover a melhorias na massa muscular, RI e marcadores inflamatórios em mulheres na PM com alto risco de DM2

Endereço: http://bdtd.uftm.edu.br/handle/tede/371

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