Treinamento da Potência Muscular em Idosas e Sua Influência na Força, Velocidade e Potência Muscular

Por: Celia Cohen Barros.

III Congresso de Ciência do Desporto

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Introdução: A manutenção da capacidade de geração da potência muscular vem sendo considerada como o principal fator para a manutenção da mobilidade geral, execução de tarefas de vida diária, prevenção do desequilíbrio e quedas contribuindo para a independência ísica e funcional dos idosos.

Objetivo: Investigar os efeitos do treinamento da potência muscular em idosas nas tarefas motoras determinadas.

Metodologia: No estudo, 58 ntárias sedentárias e fisicamente independentes, foram divididas em dois grupos: 31 no grupo intervenção (GI) 68.7 (± 5.2) anos e 27 no grupo controle (GC) 67.7(± 3.8) anos. O GC foi orientado a manter suas atividades cotidianas durante o tempo do experimento, e o GI foi submetido a um programa de 24 sessões, três vezes semanais, de treinamento contraresistência m velocidade máxima de execução, com intensidade de 80% da carga máxima registrada na melhor curva de potência. Foram realizadas três séries de oito repetições, ns exercícios: leg press; extensão e flexão do joelho; adução e abdução do quadril. Foram avaliadas, antes e após período de treinamento, a Carga (CR), a Potência (PT), e a velocidade(VL) no exercício: Extensão de joelhos (EJ), e no teste motor de Levantar-se da Cadeira (LC), utilizando o sistema computadorizado Tendo Weightlifting Analyzer (v140). Foi avaliado também o tempo de execução das tarefas motoras: Marcha em velocidade de conforto (MVC), e Marcha em velocidade máxima (MVM). As diferenças entre as variáveis foram avaliadas, intragrupos e intergrupos, em dois momentos: pré e pós intervenção. Para comparação dos resultados estudados aplicou-se o teste de variância (ANOVA) admitindo-se p=0,05.

resultados: Foi observado no GI, para o exercício EJ ganho significativo na capacidade de geração da potência (49,56±13,52w / 66,87±16,27w p=0,0002) e também da força muscular (9,06±2,29kg / 12,48±3,00kg p=0,0000), o mesmo não foi observado para a velocidade, (0,56 ± 0,08 m/s /0,55 ± 0,08 m/s p=0,72525). No teste LC houve aumento significativo na capacidade de geração da potência (370,71±106,26w / 434,52±107,15w p=0,02185) e da velocidade (0,61±0,14m/s / 0,72±0,14m/s p= 0,00274). Nos testes motores, MVC e MVM houve ganho significativo na velocidade (4,56±0,63s / 4,20±0,50s p=0,01560) e (3,45±0,40s / 3,23±0,34s p=0,02222), respectivamente. No GC não foram observadas modificações significativas nos testes aplicados. Quando comparados o GI e GC, na avaliação pós, para o exercício EJ, foi observada diferença significativa para a capacidade de geração da potência (GC 50,33±13,45w / GI 66,87±16,27w p=0,0001) e da força (GC 9,41±2,02kg / GI 12,48±3,00kg p=0,0003). No teste motor LC, aumento significativo na velocidade (GC 0,62±0,17m/s / GI 0,72±0,14m/s p= 0,01241). O mesmo também foi observado para MVC e MVM (GC 4,62±0,62s / GI 4,27±0,50s p=0,02352) e (GC 3,45±0,40s / GI 3,23±0,34s p=0,02750), respectivamente.

 Conclusão: O treinamento da potência muscular contribuiu para melhorar os níveis de geração da força e da potência muscular, melhorando também, o desempenho e a velocidade das tarefas motoras do grupo estudado.

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