Tristezas de Um Jeca Torcedor

Por: Sebastião Nunes.

O Futebol no Campo das Letras.

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Resumo

A importante notícia incendiou Montes Claros, a pacata MOC: o Atlético jogaria contra o Ateneu, o melhor time da cidade, rival eterno do Casimiro de Abreu, em que jogava Zoim, baiano bom de bola. Como tantos outros retirantes, descera de Ilhéus, Bahia, e morava no mesmo hotel que eu. Durante o dia, exercia a profissão de alfaiate, cortando e costurando panos, com direito a sair do trabalho nos horários de treino, regalia de craque. E olha que eu sabia o que era um craque, ao vivo, pois já tinha visto um.

Numa pelada, na praça de esportes, fui apresentado aos dribles de Jomar Macedo, 12 anos, pequeno e esperto, habilidade desconcertante. Foi o único craque de verdade que enfrentei na curta vida de pretendente a bom de bola. Havia aspirantes talentosos: meus irmãos Aluísio e Etelvino, Nô de Bento, Afonso, Amorzinho. Este chegou, com seu estranho apelido, a profissional do Cruzeiro, os outros não chegaram a lugar nenhum. Jomar foi titular do próprio Atlético e também de Vasco e Fluminense, além da seleção juvenil brasileira. Craque de verdade. 

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