Turnerschaft em Juiz de Fora (1908 - 1960): Origem, Desenvolvimento e Impacto na Gestão dos Desportos e Educação Física Local

Por: e .

XI Congresso de Educação Física e Ciências do Desporto dos Países de Língua Portuguesa

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Resumo

O desporto no Brasil teve diferentes trajetórias, principalmente a partir da
influência dos imigrantes sendo um fator de disseminação e diversificação
das modalidades desportivas. No caso de Juiz de Fora, uma importante
cidade do interior de Minas Gerais, constatou-se um papel preponderante
dos imigrantes na disseminação e organização do desporto local, como
também na Educação Física. O objetivo deste estudo visou examinar as
articulações dos atores sociais partindo de um clube de imigrantes alemães
que se tornou um pólo de desenvolvimento comunitário e escolar. A
metodologia utilizada pautou-se na investigação e interpretação da
documentação do Turnerschaft Club de Juiz de Fora. Os materiais de
observação utilizados foram atas (livro I e livro II) e o arquivo do club,
além de fotos e recortes de jornais divulgados na imprensa da época. O
período observado foi o de 1908 - 1960, quando foi gerada prática Turnen
consolidando desdobramentos desportivos e escolares. Nestes termos, a
fundação do clube partiu de uma iniciativa dos imigrantes alemães, que
o c u p a ra m o p á t i o d a C e rve j a r i a S t i bl e r c o m o p r i m e i ro l o c a l d e
funcionamento do Club Turnerschaft. Em 1912, o Dr. Eduardo de Menezes
domiciliado em Juiz de Fora, retornou ao Brasil após se curar da tuberculose
n a A l e m a n h a , e n c o n t ra n d o u m cl u b e o rga n i z a d o e e m p l e n o
funcionamento. Este médico logo identificou na ginástica, um ótimo meio
de recuperação e manutenção da saúde. Menezes então, reuniu-se com os
sócios do clube mostrando sua intenção da instalação de um centro de
cultura física. Em 1923, sob o comando do Sr. Caetano Evangelista, o
Clube Ginástico, derivado do Turnerschaft, inaugurou práticas de Vôlei,
Basquete e Ping Pong (Gazeta do Comércio, 1935). Evangelista cursou
orientações de Educação Física na Associação Cristã de Moços do Rio de
Janeiro, sendo então convidado a assumir as aulas de Educação Física no
Colégio Americano Granbery (em 1925), no Colégio Stella Matutina e
Instituto Normal de Ensino. Os apontamentos apresentados permite-nos
identificar expansão sucessivas de atividades físicas por meio de inovações
de gestão, sobretudo pelo papel de liderança e de mobilização social
promovido por Evangelista. Este gestor atuou simultaneamente como
professor de Educação Física, recebendo então apoio das escolas e das
indústrias. Em conclusão, os dados revelados mostram que o impacto
provocado por Evangelista em Juiz de Fora se deu mais por seu estilo de
direção do que por seu projeto educacional.

Endereço: http://citrus.uspnet.usp.br/eef/uploads/arquivo/73_Anais_p387.pdf

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