Utopia, Esperança e Resistência: Um Estudo Sobre a Práxis Libertadora na Política Pública de Esporte e Lazer de Fortaleza

Por: Fábio Porto de Oliveir.

2009 01/07/2009

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Resumo

O presente trabalho sistematiza uma investigação que se insere no debate sobre a relação entre Estado, políticas públicas e práticas governamentais de emancipação social. Nesse sentido, tomamos como objeto de estudo o possível desenvolvimento de práxis libertadora em uma política pública social, na área de Esporte e Lazer, na cidade de Fortaleza. Tivemos, portanto, como contexto ampliado de pesquisa a Secretaria de Esporte e Lazer de Fortaleza, e, de modo mais específico, o programa “Esporte na Comunidade”, mediante o qual o poder público municipal oferece prioritariamente às populações mais pobres e marginalizadas acesso a atividades esportivas e de lazer. Diante de tais serviços públicos, buscamos identificar criticamente e compreender o desenvolvimento de indícios relativos à práxis libertadora, em atuações de professores de Educação Física junto a comunidades de Fortaleza. Além disso, intentamos também vislumbrar possíveis repercussões de atuações desses professores na vida cotidiana dos participantes. Para a fundamentação da leitura e análise da realidade investigada, lançamos mão de um marco teórico composto essencialmente pela Psicologia Comunitária e pela Educação Libertadora. Com nossa investigação, constatamos a ocorrência de elementos básicos constituintes de uma práxis libertadora, como inserção comunitária, dialogicidade, criticidade e integração reflexão-ação. Contudo, não reunimos evidências suficientes para apontarmos a efetivação de uma práxis libertadora propriamente dita, especialmente por limites impostos ação estatal-governamental, oriundos de conflitos estruturais e contradições estruturantes do próprio Estado, de fundamentos essencialmente políticos e econômicos. Diante disso, revela-se-nos a relevância e a necessidade do estudo sobre a temática das práxis libertadoras, e mais ainda, a exigência de sua concretização e desenvolvimento junto a nossos contextos e populações empobrecidos, marginalizados e oprimidos, favorecendo os nós e as redes de resistência e de promoção da Vida.

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