Vale-tudo: Um Registro das Lutadoras Brasileiras Pioneiras na Modalidade

Por: Leila Salvini e .

XV Congresso de História do Esporte, Lazer e Educação Física - CHELEF

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Resumo

Muito antes de vermos as mulheres disputando cinturões ou realizando lutas da noite em eventos de alcance internacional, ou ainda, tendo lutadoras de Mixed Martial Arts (MMA) estrelando comerciais publicitários, existiram aquelas que quebraram as primeiras barreiras e realizaram os primeiros combates femininos de vale-tudo - estamos chamando essas lutadoras de pioneiras. O pioneirismo nesse tipo de luta entre mulheres está registrado em fontes acadêmicas e jornalísticas no ano de 2003, na cidade de Curitiba/PR, durante a décima edição do Meca World Fighting Championship. Nesse evento, Carmem Casca-grossa e Ana Carolina Pinho realizaram suas estreias (PARANÁ ONLINE, 2003). Essa data e esse evento ilustram o recorte temporal que orienta a escrita do presente resumo, o qual tem como objetivo descrever a participação de mulheres brasileiras pioneiras como lutadoras de vale-tudo. Para tanto, foram utilizadas como fontes, os vídeos com entrevistas de lutadoras, disponíveis online, matérias de sites esportivos e, também, o site Sherdog. A partir das buscas nas fontes, foram encontradas três lutadoras que iniciaram suas carreiras no ano de 2003: Carmem Casca-grossa, Ana Carolina Pinho e Ana Michelle Tavares (HISSA, 2013; SHERDOG, 2016). Considerando que o vale-tudo não era uma modalidade estruturada em nosso país, em detrimento a diversos elementos históricos, culturais e, também, considerando as relações de poder e de gênero que envolvem a participação das mulheres em eventos e o acesso aos treinamentos, as carreiras das três lutadoras tiveram encaminhamentos distintos. A continuidade da carreira de Carmem Casca-grossa como lutadora de vale-tudo ou de artes marciais mistas, não consta em quaisquer registros históricos, no entanto, nos anos que seguiram ela permaneceu lutando e treinando jiu-jitsu. Ana Carolina Pinho, após a luta em Curitiba participou de duas lutas no Japão, local em que os eventos e a própria modalidade eram mais estruturados (PINHO, 2013). Ana Michelle Tavares teve sua atuação somente em eventos internacionais, estreando no Deep – 11th Impact, realizado no Japão. Embora a carreira no vale-tudo das lutadoras mencionadas tenha sido relativamente curta, a atuação delas foi fundamental para que as mulheres brasileiras pudessem estar representadas em eventos e também no espaço das academias de lutas.

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