Validação do Jogo da Coleta Seletiva Como Estratégia Pró-ambiental de Aprendizagem Por Associação

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XXV ENAREL - Encontro Nacional de Recreação e Lazer

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Resumo

As questões referentes à disseminação de condutas pró-ambientais tornam-se cada vez mais relevantes, sendo premente que essa disseminação inicie desde a infância, perpassando todas as faixas etárias. Entretanto, as iniciativas geradas para despertar atitudes e condutas pró-ambientais parecem ser ainda pouco eficientes, sendo necessário agregar novas estratégias, sobretudo lúdicas, capazes de fazer sentido ao enredo psíquico humano. Este estudo teve por objetivo investigar a validade da criação de um jogo de educação ambiental nomeado Jogo da Coleta Seletiva, no sentido de promover a aprendizagem por associação. A pesquisa, de natureza qualitativa, foi desenvolvida inicialmente por meio da elaboração do jogo e posterior desenvolvimento do mesmo, com o intuito de analisar sua aceitação e aplicabilidade nos contextos educacionais formais e informais envolvendo o lazer. Fez parte do estudo uma pesquisa exploratória, utilizando-se como instrumentos para coleta de dados a observação e relatos verbais provenientes de uma amostra intencional composta de forma intergeracional por crianças, adultos e idosos, participantes da Semana Ecológica, na cidade de Divisa Nova (MG), totalizando 75 indivíduos. Com o intuito de ensinar por associação as cores da coleta seletiva, foram selecionadas as cinco principais cores das lixeiras, ormalmente expostas em diversos ambientes, sendo elas: amarela, vermelha, azul, verde e marrom. Para se fazer a associação da cor amarela, destinada aos metais, utilizou-se a comparação com a lata de determinado refrigerante, a qual possuía esta tonalidade; para realizar a associação à cor vermelha, destinada aos plásticos, utilizou-se uma garrafa pet cujo rótulo apresentava esta colora ção; para associar à cor azul, destinada a papéis, utilizou-se a embalagem de um famoso chocolate, por ela mesma ser azul; para realizar a associação da cor verde, destinada aos vidros, utilizou-se a letra V, escrita em verde em um papel cartão para fazer a relação V-V (v de verde e v de vidro); por fim, para fazer a associação da cor marrom, destinada à coleta de lixo orgânico, utilizou-se casca de banana, a qual fica com tom marrom ao iniciar a decomposição. Após explicar essas relações e as regras do jogo, foi proposta a vivência do mesmo. O jogo em si consiste no recolhimento de diversos papéis amassados, espalhados pela quadra, os quais contêm nomes de objetos escritos neles, referindo-se às cinco categorias da coleta seletiva anteriormente mencionadas. Em seguida, os participantes dispunham de cinco caixas, devidamente identificadas com as cores, porém sem a descrição da categoria, e deveriam jogar o papel na caixa que consideravam a correta para aquele tipo de objeto. Por fim, após o recolhimento de todos os papéis, foi realizada a conferência e promovido os relatos de maneira expositiva, a fim de fixar o conhecimento e conferir sobre a aceitação do jogo. Com base na observação e nos relatos verbais, o jogo facilitou o conhecimento e a fixação das cores, sobretudo devido à associação com objetos comuns ao dia a dia e pela forma lúdica de aprender. Torna-se necessário o desenvolvimento de novos jogos que contribuam para facilitar o processo ensino-aprendizagem das questões ambientais.
 

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