Validade do Custo de Fc em Estimar Intensidades Associadas Ao Vo2máx em Laboratório e Pista em Corredores Recreacionais

Por: Rafael dos Reis Vieira Olher.

93 páginas. 2014 11/03/2014

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Resumo

Parâmetros de avaliação aeróbia são importantes para a prescrição do exercício físico. Dentre eles podemos destacar o Limiar de Lactato (LL), Limiar Ventilatório (LV) e o consumo máximo de oxigênio (VO2max), mas sua determinação acaba se tornando dispendiosa e muitas vezes inacessível para a maioria dos treinadores e atletas. Contudo a resposta da frequência cardíaca (FC) é uma opção para prescrição do exercício. A FC responde de forma similar ao VO2, o acesso é mais facilitado e pode ser utilizado em protocolos indiretos para a avaliação aeróbia. A proposta do estudo foi investigar a validade do custo de FC (CFC) em estimar a Vmax de corredores em pista de atletismo e comparar com os resultados obtidos em teste de laboratório e verificar as relações existentes entre LV, Lactato Mínimo de determinada Vmax obtido por diferentes métodos. Para isso participaram do estudo 16 corredores recreacionais, praticantes de corrida a pelo menos um ano (30,25 ±8,0 anos; 79,26 ±7,2 kg; 1,78 ±0,1m; 25,01 ±1,8 kg/m²; 23,49 ±6,8 %Gordura; 46,20 ±3,2 ml.O2.kg-1.min-1). Os voluntários foram submetidos a 2 testes um em esteira ergométrica e outro em pista de atletismo. Anterior ao teste de esteira foi realizado uma corrida submáxima de 6 minutos, com velocidade ajustada de acordo com o nível de PSE do voluntário que deveria permanecer entre os escores 12 e 13 da escala de Borg, a fim de obter o CFC. Na sequencia foi realizado um teste incremental máximo (incrementos de 0,5km.h-1 a cada 3 minutos) para determinação do VO2max e Vmax. Após o teste incremental foram realizadas mais três séries de corrida de 3 min com velocidades de 70, 85 e 100% da Vmax a fim de obter o Lactato Mínimo (LM) (LM3pEst) . Para o teste de pista o protocolo para obtenção do CFC foi o mesmo aplicado no teste de esteira, com a velocidade ajustada pelo voluntário (PSE 12-13 na escala de Borg). Posteriormente foi realizado o teste de 3000m e 3 séries de 800 metros a 70, 85 e 100% da velocidade média atingida no teste de 3000m (V3km) para obtenção do LM (LM3pPista). O teste de Shapiro-Wilk foi utilizado para verificar a normalidade dos dados, seguido da Split-Plot ANOVA para comparação das Vmax e por fim One Way ANOVA para as velocidades associadas aos Limiares. As velocidades obtidas no momento de exaustão no teste incremental de laboratório e a velocidade média na corrida de 3km foram consideradas como velocidades associadas ao VO2max. Os valores de Vmax e V3km e das velocidades estimadas pelo CFC (Vmaxp e V3km) foram: (13,5 ±0,8; 13,9 ±1,2; 13,6 ±1,1; 13,8 ±0,9 km.h-1) para Vmax; Vmaxp(220-i); Vmaxp(Tanaka) e Vmaxp(FCmax) respectivamente e os valores encontrados no teste de Pista foram ( 13,6 ±1,0; 13,6 ±1,1; 13,3 ±1,0; 13,6 ±0,9 km.h-1) para V3km; V3kmp(220-i); V3kmp(Tanaka); V3kmp(FCmax) respetivamente. Onde não houve diferença estatística entre os grupos (Vmax e V3km). E as velocidades associadas ao LV e LL (12,1 ±0,9; 11,4 ±0,9; 11,2 ±0,8 km.h-1 respectivamente) representando 90; 84; 82% da Vmax, havendo diferença estatística (p<0,05) entre o LV em relação ao LM3pEst e LM3pPista. Porém não houve diferença estatística entre LM3pEst e LM3pPista. Portanto concluímos que o CFC foi eficiente em estimar a Vmax no teste de pista de atletismo e no teste de esteira no laboratório.

Endereço: http://www.bdtd.ucb.br/

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