Validade do Modelo de Potência Crítica Para Se Estimar a Maior Intensidade na Qual o Vo2max Ainda Pode Ser Atingido

Por: Benedito Sérgio Denadai e Fabrizio Caputo.

XI Congresso de Educação Física e Ciências do Desporto dos Países de Língua Portuguesa

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Resumo

No domínio severo existem diversas intensidades onde o VO2max pode
ser atingido e sustentado. Assim, o presente estudo teve como objetivo
testar a validade de um modelo para se estimar a maior intensidade de
exercício na qual o VO2max ainda pode ser atingido (Isup) durante o
ciclismo. Após a realização de um teste incremental, 14 ciclistas (24,5 +
4,4 anos; VO2max = 64,5 + 6,7 ml/kg/min; IVO2max = 348,5 + 29,8 W)
foram submetidos em dias diferentes e de forma aleatória a testes de carga
constante até a exaustão voluntária correspondentes a 95, 100 e 110 % da
intensidade referente ao VO2max (IVO2max), para a determinação do
t e m p o d e ex a u s t ã o ( Tl i m ) , d o t emp o p a ra s e at i n g i r o VO2ma x
(TAVO2max) e potência crítica (PC). A PC foi calculada utilizando três
intensidades (95, 100, 110%) através da relação hiperbólica potência-Tlim.
O TAVO2max foi calculado para cada intensidade através de um modelo
de ajuste mono-exponencial assumindo um valor de 4,6 vezes a constante
de tempo do referido modelo. O tempo referente à Isup’ (Tsup’) foi
estimado individualmente através da regressão linear entre os TAVO2max
e seus respectivos Tlim. A potência associada a Tsup’ (Isup’) foi estimada
através do modelo de PC. Após a determinação da Isup’, foram realizados
mais 2 a 4 testes de carga constante, sendo o primeiro teste em uma
intensidade próxima da Isup’. Posteriormente, a intensidade foi aumentada
ou diminuída até que o VO2max não pudesse ser atingido. Neste caso foi
considerado como critério de determinação da Isup, a maior intensidade
onde a média do VO2 de três valores consecutivos de 5 s foi maior ou
igual a média menos um desvio padrão do VO2max obtidos no teste
incremental e nos testes de carga constante (95, 100, 110%). A Isup’
estimada através do modelo de PC superestimou a Isup tanto absoluta
(485,1 + 60,6 vs. 449,7 + 32,5 W) quanto relativa (139,6 + 16,8 vs. 129,4 +
9,5 % IVO2max). No entanto não foram encontradas diferenças entre o
Tsup (119,3 + 28,6 s) e a Tsup’(115,9 + 28,1 s). Não foi encontrada nenhuma
correlação significativa entre Isup e Isup’ e entre Tsup e Tsup’. Com base
nestes resultados pode-se concluir que a o modelo de PC superestimou o
calculo indireto da Isup. Além disso, apesar de terem sido semelhantes, a
Tsup e Tsup’ não foram significantemente correlacionados. Portanto a
utilização da relação entre TAVO2max e Tlim e do modelo de PC para a
predição da Tsup e Isup, respectivamente, não parece ser adequado pelo
menos em ciclistas treina

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