Valores Normativos do Comportamento Sedentário em Idosos

Por: Douglas de Assis Teles Santos, Emille Camila de Oliveira Santos, , , Lucas Lima Galvão, Rafaela Gomes dos Santos, Sheilla Tribess e Valfredo Ribeiro Dórea.

Arquivos de Ciências do Esporte - v.6 - n.2 - 2018

Send to Kindle


Resumo

Objetivo: identificar os valores normativos do CS em idosos do Estudo ELSIA. Estudo observacional, do tipo analítico com delineamento transversal utilizando método exploratório survey. Métodos: A amostra foi composta por 473 sujeitos de ambos os sexos com idade igual ou superior a 60 anos, agrupados por sexo e idade em três grupos, 60-69 anos, 70-79 anos e 80 anos ou mais, moradores da cidade de Alcobaça, Bahia. O comportamento sedentário foi determinado através da seção tempo sentado (minutos por dia) do Questionário Internacional de Atividade Física. Os procedimentos da estatística descritiva foram utilizados para identificar a amostra com a distribuição da frequência, percentil (P10, P20, P30, P40, P50, P60, P70, P80, P90), cálculo de medida de tendência central (média e mediana) e de dispersão (amplitude de variação, desvio-padrão) e estatística inferencial (teste Kruskal-Wallis), p<0,05. Resultados: O tempo exposto ao comportamento sedentário, de acordo com a faixa etária, respectivamente para homens e mulheres variaram de 189,2 e 210,2min/dia a 648,5 e 606,2 min/dia na faixa etária de 60-69 anos, 222,0 e 283,5 e 246,6 min/dia a 660,5 e 680,0 min/dia na faixa etária de 70-79 anos e de 280,0 e 204,3 min/dia a 671,4 e 778,8 min/dia para a faixa etária de 80 anos ou mais. Conclusão: O presente estudo possibilitou identificar os valores normativos do comportamento sedentário entre os idosos de Alcobaça, BA, representando uma detalhada distribuição da população e de seu CS demonstrando que quanto mais elevada à idade, maior o tempo exposto ao CS, servindo ainda como parâmetro de avaliação e mudança de comportamento ao aumento do nível de prática de atividade física.

Referências

IBGE. Indicadores Sociodemográficos e de Saúde no Brasil [Internet]. Rio de Janeiro: INSTITUTO BRASILEIRO GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA; 2009 [cited 2017 May 1]. Available from: http://www.ibge.gov.br/english/estatistica/populacao/indic_sociosaude/2009/indicsaude.pdf

Santos RG, Medeiros JC, Schmitt BD, Santos DAT, Damião R, Tribess S, et al. Comportamento Sedentário em Idosos : Uma Revisão Sistemática. Motricidade. 2015;11(3):171–86.

Gottlieb MGV, Schwanke CHA, Gomes I, Cruz IBM. Envelhecimento e Longevidade no Rio Grande do Sul : um perfil histórico , étnico e de morbi-mortalidade dos idosos. Rev Bras Geriatr e Gerontol. 2006;14(2):365–80.

IBGE. Mudança demográfica no Brasil no início do século XXI : subsídios para as projeções da população. Rio de Janeiro: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística; 2015. 156 p.

Maciel MG. Atividade física e funcionalidade do idoso. Motriz. 2010;16(4):1024–32.

IBGE. Estimativa populacional 2014. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. 2014.

González K, Fuentes J, Márquez JL. Physical Inactivity , Sedentary Behavior and Chronic Diseases. Korean J Fam Medice. 2017;38:111–5.

Pereira LC, Figueiredo M do LF, Beleza CMF, Andrade EMLR, Silva MJ na da, Pereira AFM. Fatores preditores para incapacidade funcional de idosos atendidos na atenção básica. Rev Bras Enferm. 2017;70(1):112–8.

Silva DAS, Mendonça BC de A, Oliveira ACC de. Qual é o impacto do comportamento sedentário na aptidão física de mulheres a partir de 50 anos de idade? Rev Bras Cineantropometria e Desempenho Hum. 2012;14(2):154–63.

Tremblay MS, Aubert S, Barnes JD, Saunders TJ, Carson V, Latimer-Cheung AE, et al. Sedentary Behavior Research Network (SBRN) – Terminology Consensus Project process and outcome. Int J Behav Nutr Phys Act. 2017;14(75):1–17.

Owen N, Healy GN, Matthews CE, Dunstan DW. Too Much Sitting: The Population-Health Science of Sedentary Behavior. Exerc Sport Sci Rev. 2010;38(3):105–13.

Meneguci J, Assis D, Santos T, Silva RB, Go- R, Sasaki JE, et al. Sedentary behavior: Concept, physiological implications and the assessment procedures. Motricidade. 2015;11(1):160–74.

Bennie JA, Pedisic Z, Van Uffelen JGZ, Gale J, Banting LK, Vergeer I, et al. The descriptive epidemiology of total physical activity, muscle-strengthening exercises and sedentary behaviour among Australian adults – results from the National Nutrition and Physical Activity Survey. BMC Public Health. 2016;16(73):1–13.

Santos DAT, Virtuoso JS, Meneguci J, Sasaki JE, Tribess S. Combined Associations of Physical Activity and Sedentary Behavior With Depressive Symptoms in Older Adults. Issues Ment Health Nurs. 2017 Feb 10;38(3):1–5.

Lopes MA, Krug R de R, Bonetti A, Mazo GZ. Barreiras que influenciaram a não adoção de atividade física por longevas. Rev Bras Ciências do Esporte. 2016;38(1):76–83.

Folstein MF, Folstein SE, McHugh PR. “MINI-MENTAL STATE” A practical method for grading the cognitive state of patients for the clinician. J Psychiatr Res. 1975;12:189–98.

Almeida OP. Mine Exame do Estado Mental e o diagnóstico de demência no Brasil. Arq Neuropsiquiatr. 1998;56(3–B):605–12.

Almeida OP, Almeida SA. Confiabilidade da versão brasileira da escala de depressão em geriatria (GDS) versão reduzida. Arq Neuropsiquiatr. 1999;57(2–B):421–6.

Benedetti TB, Mazo GZ, Barros MVG De. Aplicação do Questionário Internacional de Atividades Físicas para avaliação do nível de atividades físicas de mulheres idosas : validade concorrente e reprodutibilidade teste-reteste. Rev Bras Ciência e Mov. 2004;12(1):25–34.

Lino VTS, Pereira SRM, Camacho LAB, Ribeiro Filho ST, Buksman S. Adaptação transcultural da Escala de Independência em Atividades da Vida Diária ( Escala de Katz ). Cad Saúde Pública. 2008;24(1):103–12.

Santos RL dos, Virtuoso Júnior JS. Confiabilidade da versão brasileira da escala de atividades instrumentais da vida diária. Rev Bras em Promoção da saúde. 2008;21(1):290–6.

Guigoz Y, Vellas B. The Mini Nutritional Assessment (MNA) for grading the nutritional state of elderly patients: presentation of the MNA, history and validation. Nestle Nutr Workshop Ser Clin Perform Programme. 1999;1:3-11-2.

Rosenberg DE, Bull FC, Marshall AL, Sallis JF, Bauman AE. Assessment of Sedentary Behavior with the International Physical Activity Questionnaire. J Phys Act Heal. 2008;5(s1):S30–44.

Benedetti TRB, Antunes P de C, Rodriguez-Añez CR, Mazo GZ, Petroski ÉL. Reprodutibilidade e validade do Questionário Internacional de Atividade Física (IPAQ) em homens idosos. Rev Bras Med do Esporte. 2007 Feb;13(1):11–6.

WHO. WHO | Physical Activity and Adults [Internet]. WHO. World Health Organization; 2015 [cited 2018 May 3]. Available from: http://www.who.int/dietphysicalactivity/factsheet_adults/en/

Bueno DR, Marucci M de FN, Codogno JS, Roediger M de A. Os custos da inatividade física no mundo: estudo de revisão. Cien Saude Colet. 2016;21(4):1001–10.

Haskell WL, Lee I, Pate RR, Powell KE, Blair SN. Physical Activity and Public Health : Updated Recommendation for Adults From the American College of Sports Medicine and the American Heart Association. 2007;39:1423–34.

Katzmarzyk PT, Lee IM. Sedentary behaviour and life expectancy in the USA: A cause-deleted life table analysis. BMJ Open. 2012;2(4):1–8.

Silva R de C da, Meneguci J, Martins TI, Santos Á da S, Sasaki JE, Tribess S, et al. Association between time spent sitting and diabetes mellitus in older adults: a population-based study. Rev Bras Cineantropometria e Desempenho Hum. 2015;17(4):379–88.

Saleh ZT, Lennie TA, Mudd-Martin G, Bailey AL, Novak MJ, Biddle M, et al. Decreasing sedentary behavior by 30 minutes per day reduces cardiovascular disease risk factors in rural Americans. Hear Lung J Acute Crit Care. 2015;44(5):382–6

Endereço: http://seer.uftm.edu.br/revistaeletronica/index.php/aces/article/view/3137

Comentários


:-)





© 1996-2020 Centro Esportivo Virtual - CEV.
O material veiculado neste site poderá ser livremente distribuído para fins não comerciais, segundo os termos da licença da Creative Commons.