Variabilidade da Frequência Cardíaca e Maturação Biológica em Jovens Futebolistas

Por: Danilo Rodrigues Batista, Felipe de Ornelas, Guilherme Borsetti Businari, , Vlademir Meneghel e Wellington Gonçalves Dias.

VI Congresso Sudeste de Ciências do Esporte

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Resumo

Introdução: A variabilidade da frequência cardíaca (VFC) tem sido uma importante ferramenta no monitoramento do estado de treinamento de jovens futebolistas. Contudo, algumas respostas podem ser confundidas quando relacionadas com a maturação biológica do indivíduo. A idade do pico de velocidade do crescimento (PVC) é um indicador utilizado para classificação biológica, considerando a maturidade somática do adolescente. Sabe-se que existe uma relação da maturação biológica com algumas adaptações do sistema nervoso autônomo, relacionando consequentemente a variabilidade da frequência cardíaca (VFC), no entanto, essas respostas podem indicar que essas adaptações tornam-se confusas de serem interpretadas quando se analisa a interação entre maturidade e alterações autonômicas cardíacas. Objetivo: Verificar a relação entre variabilidade da frequência cardíaca e maturação biológica em jovens futebolistas. Metodologia: Participaram do estudo 41 jovens futebolistas, com idade entre 14 e 17 anos, pertencentes às categorias Sub-15 e Sub-17 de uma equipe que disputa a primeira divisão do campeonato paulista da categoria. A VFC de repouso foi mensurada pela variável no domínio do tempo RMSSD (raiz quadrada da média dos quadrados das diferenças entre intervalos RR normais adjacentes). Os sujeitos permaneciam na posição supinada em uma sala com pouca iluminação, sem ruído e com temperatura variando entre 24º a 26ºC. Foram mantidos 5 minutos em repouso, com respiração espontânea para estabilização da medida e, em seguida, registrou-se um trecho de 5 minutos de batimentos cardíacos com o cardiofrequencimetro da First Beat Sports Software®. A maturação biológica foi determinada pela idade do PVC utilizando as medidas da altura tronco-cefálica, comprimento da perna e idade. Utilizou-se o teste de Kolmogorov-Smirnov para normalidade. Para verificar relação entre RMSSD e PVC utilizou-se a correlação linear de Pearson com p<0,05. Resultados: RMSSD = 57 ± 26 ms; PVC = 0,7 ± 0,8 anos. Não foi observada correlação entre as variáveis RMSSD e PVC (r = 0,30; r2 = 0,09; IC95% = -0,13 a 0,63; p =0,163). Considerações finais: Os resultados obtidos não mostraram uma correlação significativa entre RMSSD e PVC.

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