Variabilidade da Frequência Cardíaca, Funções Cognitivas e Nível de Atividade Física em Pacientes com Doença de Alzheimer

Por: Grazieli Silva Túbero.

2014 14/11/2014

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Resumo

A doença de Alzheimer (DA) é a forma mais comum de demência no mundo. Nesta doença ocorrem alterações no Sistema Nervoso Central (SNC) e alguns estudos apontam, também, alterações no Sistema Nervoso Autônomo (SNA). Uma das formas mais eficaz de se avaliar o SNA é por meio da variabilidade da frequência cardíaca (VFC). Essa avaliação descreve os intervalos R-R (iR-R) que podem mensurar a modulação do SNA. Além disso, alguns estudos apontam que há relação entre funções cognitivas, nível de atividade física e VFC em indivíduos saudáveis. Apesar de haver essa relação, os estudos com pacientes com DA focaram mais na modulação autonômica cardíaca. O objetivo deste estudo foi comparar o comportamento da modulação autonômica cardíaca por meio da VFC na posição supina e ortostática em pacientes com DA e idosos preservados cognitivamente, e também correlacionar funções cognitivas e nível de atividade física com a VFC nos pacientes com DA. Participaram do estudo 17 pacientes com DA e 14 idosos preservados cognitivamente que faziam uso de seus medicamentos habituais. A VFC foi coletada em ambos os grupos na postura supina e ortostática, sendo10 minutos em cada posição. Foram selecionados trechos de 256 intervalos R-R para as análises lineares da VFC [análise espectral – baixa frequência (BF) e alta frequência (AF) em unidades normalizadas e absolutas], e método não lineares [análise simbólica - 0V%, 1V%, 2VS% e 2VD%, entropia de Shannon (ES), entropia condicional (índice de complexidade normalizado - ICN)]. Para avaliar as funções cognitivas globais nos idosos preservados cognitivamente foi utilizado o Mini Exame do Estado Menta (MEEM) e para mensurar o nível de atividade física foi utilizado o Questionário Baecke Modificado para Idosos (QBMI). Para os pacientes com DA foram utilizados os mesmos instrumentos e foram aplicados também o teste de Fluência Verbal (FV) e Teste do Desenho do Relógio (TDR). O teste t de student apontou diferenças significativas entre os grupos nos índices simbólicos 2VS% (p=0,00) e 2VD% (p=0,02) na postura supina, sendo que os maiores valores foram encontrados no grupo de pacientes com DA. O teste t pareado foi utilizado para verificar a mudança postural ativa e apontou diferença significativa nos intervalos R-R em ambos os grupos (p=0,01 nos pacientes com DA e p=0,00 nos idosos preservados cognitivamente). Na posição supina existe relação entre o MEEM e o índice 1V% (p=0,005). Já na posição ortostática, o MEEM se relacionou com o 2VS% (p=0,03), ES (p=0,05) e ICN (p=0,05). Ainda na posição ortostática a FV apresentou relação com a variância i-RR (p=0,05), e o TDR com o 1V% (p=0,01). Existe relação entre o QBMI e 1V% na posição ortostático. Os resultados deste estudo apontam que pacientes com DA apresentam uma maior modulação parassimpática em repouso quando comparados com o grupo controle. Quando a frente de estímulos da manobra postural ativas, em ambos os grupos, apenas os intervalos R-R responderam a esta manobra. As funções cognitivas e nível de atividade se relacionaram com alguns índices da VFC. 

Endereço: http://repositorio.unesp.br/handle/11449/126340

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