Variabilidade da Frequência Cardíaca em Pré-púberes: Reprodutibilidade e Efeitos do Treinamento e Destreinamento Físico

Por: Carla Cristiane Silva.

2014 13/10/2014

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Resumo

As propostas do presente trabalho foram: 1) realizar uma revisão sistemática com meta-análise para determinar a influência do treinamento físico sobre a variabilidade da frequência cardíaca (VFC) em crianças saudáveis; 2) padronizar e analisar a reprodutibilidade interdias para as medidas de VFC de repouso; e 3) verificar os efeitos do treinamento aeróbio de 10 semanas sobre o desempenho aeróbio e a função autonômica cardíaca em repouso. Para realização da revisão sistemática foram realizadas buscas em 10 bases de dados. Dos 6164 registros identificados apenas 2 foram elegíveis e incluídos na meta-análise. A meta-análise não identificou diferenças entre os grupos experimental e controle, em nenhum dos índices de VFC. No segundo estudo, a padronização da medida de VFC em repouso foi testada em três posições: deitada, sentada e em pé. As avaliações da VFC foram realizadas em crianças de sete a nove anos de ambos os sexos em dois momentos separados por sete dias. A confiabilidade foi analisada por meio do coeficiente de correlação intraclasse (CCI) e o coeficiente de variação (CV). Os resultados demonstraram que a posição supina foi mais reprodutível, com excelente confiabilidade (CCI>0,90) para os intervalos RR, o SDNN, RMSSD e SD1. Assim, esta postura foi a mais indicada para avaliação da VFC interdias em crianças saudáveis.O terceiro estudo foi conduzido seguindo as normas do Consort–Statement. Cento e sessenta crianças de sete a nove anos pré-púberes foram aleatorizados para participar no grupo experimental ou controle. O grupo experimental realizou treinamento contínuo e intervalado de alta intensidade durante 10 semanas. Um teste progressivo de campo foi realizado para avaliação do consumo máximo de oxigênio (VO2max) e determinação da máxima velocidade aeróbia (MVA). A VFC de repouso foi registrada nos momentos Pré, Pós 5 semanas, Pós 10 semanas e follow-up. Os resultados demonstraram aumento nos índices parassimpáticos (RMSSD e SD1) e no VO2max no grupo experimental Pós 10 semanas. O destreinamento ocasionou redução tanto nos índices da VFC como nos relacionados a aptidão aeróbia. Conclui-se que a partir dos dados disponíveis dos ensaios clínicos aleatórios não são fortes o suficiente para confirmar que o treinamento físico influencia sobre a VFC. No entanto, o terceiro estudo demonstrou que treinamento aeróbio misto (intervalado e contínuo) em crianças saudáveis durante 10 semanas respondem positivamente aumentando a modulação autonômica cardíaca de repouso e o desempenho aeróbio (VO2max e MVA). 

Endereço: http://www.bibliotecadigital.uel.br/document/?code=vtls000198104

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