Variabilidade da Frequência Cardiáca e Sua Relação com Música Durante a Corrida

Por: Igor Roberto Dias e Marcela Meneguello Coutinho.

XIV Congresso de Educação Física e Ciências do Desporto dos Países de Língua Portuguesa

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Resumo

Objetivo:
Verificar a influência da música na variabilidade da frequência cardíaca e na percepção de esforço.

Métodos e Resultados:
Quatro sujeitos praticantes de corrida e habituados a corrida em esteira. Para o registro da Frequência Cardíaca e do intervalo RR, foi utilizado o cardiofrequencímetro PolarS810i, posteriormente transferidos para o computador por infravermelho e analisados no programa Polar Precision Performance. A corrida em velocidade determinada previamente, suficiente para manter a frequência cardíaca dentro da intensidade equivalente de 65% a 75%. A percepção subjetiva de esforço foi feita através da Escala de BORG. Como o Sistema Nervoso Autônomo possui ação extrínseca na modulação cardíaca, avaliamos o impacto deste sistema pela análise da Variabilidade da Frequência Cardíaca (VFC), no qual avaliou-se a execução de corrida em esteira sem e com a presença de música, Não foi possível observar uma alteração na VFC, pela observação dos índices Intervalo de Pulso Sem Música (389±29) e Com Música (376±26); Desvio Padrão do Intervalo de Pulso Sem Música (7±3) e Com Música (4±1), Variância do Intervalo de Pulso Sem música (52±37) e Com música (39±36). Contudo, foi possível observar uma influência da música em relação a escala de Borg, onde os sujeitos ao utilizar música relatavam valores menores de fadiga quando comparado ao mesmo teste sem a utilização de música. O mesmo é percebido quando avaliamos cada um dos sujeitos na média durante a utilização de música os valores descritos também foram menores.

Conclusão:
Não foi possível concluir que a música pode ter um efeito direto na frequência cardíaca, bem como nos parâmetros que a controla, além dos fatores cardiovasculares. Contudo, foi possível observar uma influência da música em relação a escala subjetiva de esforço, onde os sujeitos ao utilizar música relatavam pela escala uma menor fadiga quando comparado ao mesmo teste sem a utilização de música.

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