Variações da Reserva da Frequência Cardíaca de Espadistas, Sabristas e Floretistas em Competição e a Influência Causada Pelos Diferentes Trajes de Esgrima em Atletas de Alto Rendimento Nacional.

Por: Eduardo Serpa de Carvalho Lima.

0 páginas. 2001

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Resumo

Estudo 1: O objetivo do estudo foi comparar as variações na reserva da freqüência cardíaca (RFC) utilizada, entre espadistas, sabristas e floretistas do gênero masculino, com 18 a 40 anos, de alto rendimento nacional, durante os matches da fase classificatória de competições. Através de revisão das literaturas especializadas no treinamento desportivo de esgrimistas, constatou-se que, há uma preocupação no controle das cargas de trabalho através da freqüência cardíaca, porém não há diferença na prescrição da intensidade das cargas de trabalho entre as três armas. A amostra foi composta por 16 indivíduos, subdivididos nas três armas, selecionados aleatoriamente dentro dos clubes com maior representação nacional. Os sujeitos forma monitorados ininterruptamente durante sucessivos matches do campeonato nacional e só forma considerados para análise dos dados, os matches com intervalos de, no mínimo 5 min e, no máximo, 15min. Após a estatística descritiva, os resultados foram tabulados individualmente em cada grupo (florete, espada e sabre) em valores percentuais de pico e médios de utilização da RFC. Os resultados da ANOVA mostraram que, embora não tenhamos diferenças significativas (p>0,05) nos valores de pico da RFC entre os grupos, os valores médios de utilização de RFC entre sabristas e espadistas apresentaram diferenças significativas (p=0,014). Estudo 2: O objetivo foi verificar a influência do uso dos diferentes trajes de espada, florete e sabre na termorregulação de esgrimistas durante os assaltos da fase classificatória. A amostra foi composta por 12 indivíduos do gênero masculino, subdivididos em três grupos, com idade média de 27,0 + 6,9. O estudo foi desenvolvido em duas etapas, separadas por um intervalo de 48h, a primeira com traje de espada para todas as armas e a segunda com traje específico de cada arma. Em cada etapa foi realizada uma poule de aproximadamente 60 minutos, a uma temperatura ambiente de 27º C e umidade relativa do ar de 77%. Os resultados do test-t pareado mostraram que há diferença significativa (p>0,05) nos valores da taxa de sudorese (p=0,04) e temperatura corporal cutânea (p=0,01) o grupo dos sabristas. Pode-se, então, verificar que o uso do traje de sabre impede em maior parte a evaporação do suor e a circulação do ar embaixo da roupa, conseqüentemente reduz a perda de calor e ocasiona um aumento diferenciado nas variáveis indicadoras do estresse térmico.

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