Violências na Escola: Uma Etnografia em Duas Escolas da Rede Municipal de Ensino de Gravataí

Por: Gabriel Gules Goularte.

200 páginas. 2015 06/07/2015

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Resumo

O presente estudo, uma investigação de natureza qualitativa, estabeleceu a opção pela etnografia para compreender a relação das comunidades escolares de duas instituições de ensino da rede municipal de Gravataí com as violências. Para tanto, a questão norteadora da pesquisa foi colocada da seguinte maneira: Como o componente curricular Educação Física se configura no contexto das violências em duas escolas da Rede Municipal de Ensino de Gravataí? Para a constituição do referencial teórico, ao entender que, na contemporaneidade a contextualização da instituição escolar pode estar associada a uma rede de relações e forças que nela operam, busquei discutir implicações que essas interferências criam na escola, levando em consideração as mudanças sociais a partir da perspectiva da globalização, perfazendo uma análise da instituição escolar a partir desse contexto de mudanças. Por sua vez, o trabalho de campo teve a duração de um ano letivo (março a dezembro de 2014) e empregou a utilização dos instrumentos de coleta de informações: observação participante, diários de campo; diálogos, entrevistas semiestruturadas, além da análise de documentos. No que diz respeito à interpretação das informações coletadas, optei pela organização de categorias de análise, adotando o processo de validez interpretativa a fim de que se garantisse a fidedignidade da análise e das interpretações produzidas. Desse modo, partindo da premissa de que discutir violências a partir da perspectiva do campo das Ciências Sociais se apresenta um desafio, dada a diversidade de conceituações e manifestações possíveis ao fenômeno, as informações coletadas foram subdividas em duas seções (blocos temáticos), além de quatro categorias de análise. Sendo assim, a interpretação dos elementos e informações obtidos a partir do trabalho de campo evidenciou os aspectos relacionados ao tráfico de drogas ilícitas e desfavorecimento social como principais impactantes das violências com as quais ambas as escolas passam a conviver em seu cotidiano. Levando em consideração os achados oriundos da investigação, aponto as manifestações das violências de ordem simbólica como representação mais significativa das interferências do agravamento vivenciado pelos docentes e comunidades nas escolas pesquisadas. Interpreto, ainda, que os professores e equipes diretivas reconhecem no reforço da relação escola-aluno-família uma alternativa para minimizar as interferências dos fatores de violência compartilhados nos cenários onde as escolas estão localizadas, embora a repercussão no acúmulo de funções destinadas e/ou assumidas pelas escolas e coletivo de professores. E que, portanto, em um esforço de empreender a construção analítica da configuração do componente curricular Educação Física nas escolas investigadas, a aproximação e permanência em campo expôs detalhes da complexa teia de relações e práticas sociais compartilhadas que estabelecem uma configuração singular para cada instituição de ensino.

Endereço: http://hdl.handle.net/10183/122648

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