Vivenciando o Ensino de Atividades Aquáticas com Pessoa com Paralisia Cerebral Espástica

Por: Ariadenes de Souza Soares, Rachel Nunes Solis Guimarães e Valeria Manna Oliveira.

XX Congresso Brasileiro de Ciências do Esporte e VII CONICE - CONBRACE

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Resumo

O trabalho relata a experiência de ensino vivenciada em 2016, na disciplina Prática Pedagógica em Educação Física Adaptada, do curso de graduação em Educação Física da Universidade Federal de Uberlândia (FAEFI-UFU). A disciplina tem por objetivo planejar e desenvolver atividades físicas e esportivas com alunos com deficiência, para aprimorar a competência e autonomia profissional para atuar em lazer, reabilitação, iniciação esportiva e/ou competição.
Participaram um acadêmico e uma acadêmica do curso de Educação Física, que planejaram e desenvolveram, durante um semestre, um programa de atividades motoras aquáticas com um aluno com trinta anos de idade com Paralisia Cerebral Espástica. A vivência ocorreu nas seguintes etapas: 1) conhecimento e avaliação inicial dos aspectos motores, cognitivos, sociais e afetivos do aluno, por meio de observação e folha de registro dos comportamentos motores na água, que foi elaborada por uma docente do curso; 2) planejamento de estratégias de ensino, constando objetivos, procedimentos metodológicos e materiais; 3) intervenção em que foi aplicado o planejamento; 4) avaliação final do aluno usando os mesmos instrumentos da avaliação inicial e 5) elaboração de relatório sobre todas as fases da vivência. A intervenção foi numa piscina semiaquecida, duas vezes por semana, durante cinquenta minutos. Foram planejadas e realizadas atividades de deslocamentos em diferentes direções, movimentos passivos e ativos com extensão, flexão, adução e abdução dos membros superiores e inferiores, rotações e ondulações do tronco, alongamento e massagem corporal, além de atividades lúdicas, com músicas e brincadeiras com outros/as alunos/as do PAPD.
A partir da observação e dos comportamentos motores registrados na avaliação inicial e final, o acadêmico e a acadêmica estudaram sobre as especificidades da Paralisia Cerebral e discutiram quais as melhores atividades para o desenvolvimento do aluno, o que subsidiou a elaboração do planejamento e seleção dos objetivos e procedimentos de ensino. A atuação e vivência com o aluno com deficiência, foi um desafio, pois exigiu uma forma de trabalhar com atividades físicas diferentes daquelas que muitas vezes encontramos na literatura da área de Educação Física, que privilegia as pessoas que não apresentam nenhuma dificuldade motora. Apesar disso, a vivência auxiliou na formação inicial do acadêmico e da acadêmica, pois aprenderam a lidar com as dificuldades do aluno, adaptando as atividades adequadas para estimular seu desenvolvimento, como por exemplo melhoria na movimentação e aumento da amplitude dos movimentos, aumento na força de ambos os membros e maior relaxamento do tônus muscular. O registro da vivência no relatório, possibilitou a reflexão e avaliação de cada etapa desenvolvida, tornando evidente quais aspectos foram importantes para a elaboração do planejamento e desenvolvimento das atividades. 
Conclui-se que a vivência foi importante para a formação inicial do acadêmico e da acadêmica do curso de Educação Física, pois proporcionou-lhes conhecimento sobre o que se pode trabalhar com as pessoas com deficiência e mais especificamente com pessoa que apresente dificuldades decorrentes de Paralisia Cerebral Espástica. 
Além disso, como preconiza o Projeto Pedagógico do curso de Educação Física (UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA, (2006 s.p), a vivência ofereceu subsídios teóricos e práticos para elaboração dos planejamento e desenvolvimento de estratégias de ensino adequadas ao/à aluno/a com deficiência despertando nos/nas graduandos/as o interesse em conhecer melhor as possibilidades de atuação na área da Educação Física, com alunos 
com deficiência. Contribuindo, também, para a formação de profissionais capacitados e diferenciados com um vasto conhecimento da área.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

GUTIERRES FILHO, P. A psicomotricidade relacional em meio aquático. Barueri, SP, Manole, 2003.
UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA. Faculdade de Educação Física. Ficha da disciplina Prática pedagógica em Educação Física e Esportes Adaptados, 2006. Disponível em: Acesso em: 12 março. 2017.
UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA. Coordenação do curso de graduação em Educação Física. Projeto Pedagógico do Curso de Educação Física, 2006. Disponível em: Acesso em 03 mar. 2017.

Endereço: http://congressos.cbce.org.br/

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