Corporeidade - Estudos Transdisciplinares

Espaço aberto a pesquisadores, profissionais, estudantes e todas as pessoas interessadas no diálogo sobre as questões transdisciplinares e transculturais que envolvem naturalmente a corporeidade no seu enraizamento vivencial

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Como Resgatar em Nós Algo Que Julga-se Tão Efêmero Quanto Um Cheiro?



Como resgatar em nós algo que julga-se tão efêmero quanto um cheiro? Essa foi a nossa vivência no segundo encontro do Seminário de Corporeidade. As emoções afloraram na pele e nos fizeram perceber que possuímos memória olfativa, dos momentos especiais que achávamos que só estavam guardados na memória visual...

Comentários

Por Narla Musse
em 12-09-2009, às 11h33.

Vitória, não devemos nos esquecer nunca que nossos sentido dialogam entre si, portanto, nós sempre teremos memórias sensitivas. É maravilhoso possibilitar que nossas memórias retornem ao presente e nos emocionem novamente.

Por Ana Lucia de Araújo
em 12-09-2009, às 21h10.

O cheiro é efêmero? 

Quando produzi o cenário do 2º encontro, viajei até aquela memória, e fui capaz de sentir o frescor das folhas e flores com a água correndo em filetes entre as pedras até chegar ao rio.

É uma emoção que não passa. Basta retomar essa memória que sinto o mesmo cheiro.

Assim, acredito que a memória olfativa não é efêmera, como não o é o cheiro. E, consciente ou inconscientemente o recordamos e prontamente este se faz presente.

Por Hunaway Albuquerque Galvão de Souza
em 12-09-2009, às 21h25.

Vitória,

O homem é um ser de sentidos. São eles a porta de entrada para toda e qualquer vivência humana. Portanto nada , em se tratando de sentidos é êfemero por mais que nos pareça,. Com certeza ficará guardado para que possamos resgtá-lo a qualquer momento, consciente ou inconscientemente

Por Katia Brandão Cavalcanti
em 14-09-2009, às 02h06.

Precisamos compreender que dispomos dos nossos arquivos sensoriais, emocionais... A escolha é nossa para fazer expandir as alegrias ou as tristezas... Temos muito que aprender sobre o campo energético da corporeidade e como a reflexividade vivencial nos torna cada vez mais sensíveis as sutilezas do vivido. Vamos prosseguir dialogando sobre o nosso sentir-pensar...

Por Márcia Fontoura
em 14-09-2009, às 12h24.

olá!  Vitória,

Segundo Hermont,(O corpo  e sua memória),afirma que o olfato ao contrário de todos os outros sentidos,está em perpétua renovação:Trocamos  de neurônios sensoriais a cada ano,de cílios olfativos a cada dia e de quimiorreceptores a cada trinta minutos.

Para adquirir credibilidade e não se diluir na imagem efêmera de um fantasma onírico, esse aroma se nutre e se sustenta com a imagem visual da forma corporal sedutora que o exalou.

 

Ainda lembro nitidamente de um odor vivenciado na minha infância, o cheiro de rio limpo, com água cristalina, gramas verdejantes, areia branquinha, uma brisa leve com perfume de flores de cajueiro; quando viajava com minha família para o sitio do meu pai. Até hoje esse odor ficou marcado e com um grande significado. Quando me vem a memória sinto um cheirinho de brisa leve no ar e tudo isso me faz muito bem, renova a minha alma. Recordo esse momento da infância que os anos não trazem mais.

 

 

Por Tásia Lúcia Cabral de Almeida
em 14-09-2009, às 17h02.

Viva a memória olfativa! Através dela recordamos momentos felizes e até os que nos traz lembranças ruíns. Mas graças a essa memória podemos reviver momentos agradáveis e evitar muitas vezes as más recordações. Em se lembrar que quando um alimento nos faz mal, quando lembramos o seu cheiro imediatamente identificamos qual dos alimentos nos causou o mal, esta memória perdura por muito tempo, como se fosse para nos defender, de nos alertar!

Por Mercia Maria de Oliveira
em 14-09-2009, às 22h10.

Olá Pessoal,

Sobre memória olfativa

Em nossos devaneios reencontramos as potencialidades sensitivas que habita em nós. Somos feitos de sonhos e sentidos. Se exercitarmos o aprofundamento dos nossos sentidos, olhando para o interior das coisas mais simples, como aromas, encontraremos a conexão com os símbolos que marcaram as nossas vidas.

Abraços,

Mércia.

Por Evanir Pinheiro
em 17-09-2009, às 19h55.

Vivenciar a experiência de exploração sensorial-afetiva no Atelier de Expressividade, me fez sentipensar  quanta vida  é desperdiçada nos contextos educativos e científicos, quando não  se investe numa trabalho pedagógico voltado para o humano, para a vida. O dinamismo de nossas ações-reflexivas nos atos e atitudes de sentipensar os aromas e o significados dos mesmos na vida pessoal e coletiva, nos remeteu a contemplação do belo e do estético, que para a maioria dos que vivenciaram, proporcionou um autoconhecimento maior de suas intimidades e incompletudes humanescentes

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