Corporeidade - Estudos Transdisciplinares

Espaço aberto a pesquisadores, profissionais, estudantes e todas as pessoas interessadas no diálogo sobre as questões transdisciplinares e transculturais que envolvem naturalmente a corporeidade no seu enraizamento vivencial

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Decifrando Corpografias



Como estão sendo construídas as nossas corpografias na vida cotidiana? Como decifrá-las?

Há uma dissertação de mestrado na nossa linha de pesquisa Corporeidade e Educação – PPGED/UFRN – que será defendida brevemente, que trata de um Ateliê Corpográfico com educadores de creche. Muitas questões estão surgindo, muitos conceitos estão sendo reconstruídos. Gostaríamos de compartilhar abordagens de pesquisa que valorizassem o olhar para essas corpografias, quer sejam na escola, no trabalho, no lazer, na vida cotidiana...

Comentários

Por Katia Brandão Cavalcanti
em 16-11-2009, às 02h02.

Corpografia é um fenômeno que precisa ser observado e cuidadosamente investigado. Como ler e interpretar o nosso texto corporal cotidianamente modificado?

Por Mercia Maria de Oliveira
em 16-11-2009, às 16h39.

A MEMÓRIA ESCRITA NO CORPO, O REGISTRO DAS EXPERIÊNCIAS VIVIDAS, O QUE FICOU E O QUE ESTÁ SENDO CONFIGURADO ESTÁ PERDENDO O ESPAÇO. vEJO OS ESPAÇOS CORPORAIS REDUZIDOS OU QUASE INEXISTENTES. A BANALIZAÇÃO DO CORPO E UM PROCESSO DE ESPETACULARIZAÇÃO EM OUTROS. OBSERVO O NOSSO COTIDIANO SEM CORPO. HOUVE UMA PERDA NO TEMPO E NO ESPAÇO DA NOSSA CORPOREIDADE E OS CENÁRIOS ESTÃO DESENCARNADOS.

ONDE ESTÃO AS CRIANÇAS QUE BRINCAVAM E COLORIAM AS RUAS? PRA ONDE FORAM OS MENINOS QUE JOGAVAM PELADAS E CORRIAM BRINCANDO E JOGANDO..NÃO SABEMOS, POIS ELAS ESTÃO PERDENDO O ESPAÇO.

PODEMOS DIZER QUE EXISTEM DIFERENTES EXPERIÊNCIAS VIVENCIADAS POR CADA CORPO, AS QUESTÕES TEMPO E FORMA É QUE FAZEM A INTERPRETAÇÃO DA ESCRITA.

Por Katia Brandão Cavalcanti
em 16-11-2009, às 21h16.

Mercia,

De qualquer modo há uma escrita no corpo e com o corpo. O nosso texto corporal começa a ser escrito no ventre materno ou mesmo fora dele. Esta é a preocupação de Nicolelis no IINN, principalmente no Centro de Sáude Anita Garibaldi em Macaíba-RN. Para o psicanalista Donald Winnicott, a mãe tem uma enorme responsabilidade nessa escrita corporal do filho. Além do acolhimento materno sempre, permitir o gesto espontâneo é um grande desafio. Seguir o fluxo de sua exploração corporal não é uma tarefa fácil, pois exige total atenção ao bebê.

Por Katia Brandão Cavalcanti
em 02-12-2009, às 21h10.

Gostaríamos de retomar o tema da corpografia para discutirmos abordagens metodológicas para aprofundar o seu estudo no contexto da corporeidade.

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