Educação Física Escolar

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A Educação Física Que Atrapalha o Esporte na Escola



Cevnautas, meu dever de ofício aqui é, além de tentar informar, provocar. Consegui essa nota num portal de Portugal, onde se desenrola (ou enrola?) a nova lei da Educação Física (que vem sendo noticiada aqui e na Comunidade APEF). É um irado ex-aluno onde tinha uma Educação Física que era quase-esporte. Penso assim sempre que venho aulas de "jogos de ataque" ou "jogos de defesa", sem tema esportivo de referência. Claro, protestos e muxoxos dos adeptos do esporte universal (ou 1001?) pra cá. Laercio

Cartão de memória: a arte de atrapalhar
Não é tão belo como um bom passe ou um grande golo, mas deu uma Taça UEFA ao F.C. Porto
João Tiago Figueiredo

Parece que as aulas de Educação Física vão deixar de contar para a média dos alunos. É pena. Toda a gente sabe que estas aulas eram palco privilegiado para desenvolver o corpo e a mente. O corpo pelos vários exercícios que se iam fazendo. A mente pela capacidade de improvisação que se tinha de ter para arranjar desculpas para não as fazer. Juro que havia raparigas que menstruavam duas e três vezes por mês.

Mas o certo é que, para mim, as aulas de Educação Física eram uma espécie de terra do quase. Não se jogava voleibol, era uma coisa parecida. Não se jogava andebol, mas um desporto com regras similares mas com protagonistas com menos jeito. E até o corriqueiro futebol era uma arte diferente naquelas aulas.

Jogar à bola no recreio era jogar à bola. Porque só lá estava quem queria e tinha jeito. Nas aulas de Educação Física jogavam todos. E isso fazia emergir o líder. Aquele que pegava na sua equipa e escolhia os que ficavam na defesa, os que iam para a frente e ainda deixava o recado da praxe ao desajeitado que estava ali por obrigação: Tenta não atrapalhar.

Sei poucas coisas sobre José Mourinho, mas, mesmo gabando-lhe a capacidade de liderança, sei que ele nunca foi um destes sabichões que embaraçavam os colegas. E sei isso porque vi a final de Sevilha. Imaginam o prejuízo que teria sido se ele tivesse dito ao Marco Ferreira: Vai lá para dentro, mas tenta não atrapalhar.

O artigo completo: http://migre.me/9A17G

Comentários

Por Roberto Affonso Pimentel
em 21-06-2012, às 08h35.

Parabéns Laércio, muito oportuna a sua colocação e acuidade. Como sou um dos colaboradores do sítio português www.sovolei.com/, estarei fazendo algumas colocações a respeito do ensino nas escolas portuguesas.

Por oportuno, peço que faça uma visita a www.procrie.com.br/computacaonasnuvens/ e considere o que se contém no link para o Prezi, um Contributo ao Desenvolvimento do Voleibol, perfeitamente aplicado a qualquer desporto. E, inclusive, onde se contém um espaço para discussões a respeito de Educação Física e Desporto nas escolas.

A intenção não é "dar as respostas", mas buscá-las em conjunto com os agentes educadores e não os dirigentes esportivos ou políticos. Então, ali apresentamos um esboço que está colocado à mesa para ouvir a todos. E, importante, apresentar trabalhos práticos que busquem a melhor maneira de realizar o trabalho pedagógico.    

Por Afonso Nina
em 21-06-2012, às 10h54.

Parece que Portugal passa ou passou pelo mesmo processo de demonização do esporte na escola porque passou e passa o Brasil.Sob uma perspectiva equivocada frente aos problemas metodológicos/teórico e estruturais da educação física escolar certos grupos com influência no meio acadêmico e hoje em dia no ministério da educação,encontraram a geni da educação física escolar: o esporte foi solapado de suas características , o foco no resultado, a avaliação do desempenho, a resiliência,o esforço para superar-se( a busca da melhora etc).Bons professores enganjados no ensino de modalidades viram-se tachados de tecnicistas,tradicionalistas etc.como se o uso das técnicas para bem ensinar ou o apoio na experiência fossem pecados indesculpáveis.

Ao largo desse equívoco clubes,centros de treinamento,projetos "sociais"continuaram em suas práticas,revelando e desenvolvendo atleticamente os jovens apenas com a agravante de  por estarem distanciados  das universidades(são raras as experiências de aproximação entre o mundo do esporte e o mundo escolar) , desconhecerem cada vez mais as porencialidade da escola para a formação esportiva.

Felizmente atualmente muitas vozes estão se levantando e procurando contornar esse labirinto em que a educação física escolar se enredou tratando o esporte como uma das identidades fundamentais da educação física.

Por Cristina Mendes Corrêa
em 28-06-2012, às 00h23.

Acredito que os professores escolares não estão aptos para ensinar vários esportes...Muitos nunca souberam jogar nenhum deles e é obrigado a ensinar. Ter noções vagas de vários esportes, atrapalha!!!

Por Roberto Affonso Pimentel
em 28-06-2012, às 08h55.

Cristina,

Para se ter IDEIAS, CRIATIVIDADE, INTUIÇÃO, há que se aprender a pensar. Para isto são precisas informações.

Os professores escolares devem ter frequentado os bancos universitários e deveriam ter "aprendido a arte de ensinar". Ocorre, que o professor universitário (há exceções) não consegue ensinar, mas cumpre o currículo da respectiva matéria: "quem quiser que aprenda...". Os conteúdos de cada matéria não inserem "como fazer", mas sim "o quê fazer". Por isso, e para que o futuro professor se adapte a diversas situações, é necessário adquirir mais informações. Estas, a meu ver, estão na Metodologia e Pedagogia, bastante desprezadas por todos, docentes e alunos (universitários).

Uma contribuição para despertar o professorado a ter ideias, criar e deixar fluir sua intuição está colocada em http://prezi.com/9nhuhq5t7coh/procrie/ . Ou veja em www.procrie.com.br/computacaonasnuvens/     Observe que mesmo que se trate de voleibol, todos os comentários referentes à Psicologia pedagógica são perfeitamente aplicáveis a qualquer atividade humana. Inclusive, há espeço ali para discussões a respeito da prática escolar e o conflito entre EF e Desporto. 

Visite e comente!  

 

 

Por Cristina Mendes Corrêa
em 28-06-2012, às 10h38.

Concordo,plenamente, prof. Roberto!!!

 

Por Afonso Nina
em 28-06-2012, às 19h16.

Cara Cristina seu comentário reafirma um equívoco que dificulta o ensino de esportes na escola o de que para ensinar um esporte é necessário um bom domínio técnico de seus fundamentos,uma experiência técnica.Isso faz com que alguns colegas sejam monoglotas esportivos,isto é só ensinam aquela modalidade que praticaram na juventude ou aquela que dominam com segurança.O prof.Roberto justamente considera que a pedagogia é a arte de ensinar o como fazer ,utilizando-se de estratégias diferenciadas,recursos materiais variados, estilos de ensino (ver Mosston que na década de 1960 já dissertava sobre isso) etc. Agora penso que a crítica generalizada aos professores universitários é de certa forma injusta,pois não considera o contexto em que os processos de ensino e aprendizagem ocorrem.Existe uma lógica de basear os processos de iniciação tomando-se como base os processos utilizados no alto rendimento e esse penso é o maior obstáculo ao desenvolvimento do esporte na escola.Embora existam várias "escolas"metodológicas que procuram contornar esse problema (Escola da Bola,Iniciação Esportiva Universal,as diretrizes do Programa Segundo Tempo etc) o que permanece é o modelo do alto rendimento e na ausência dele o modelo baseado no que chamo de "É ASSIM Ó!"em que o aluno é levado a repetir a partir da demonstração de um especialista.   

Por Laercio Elias Pereira
em 28-06-2012, às 19h54.

Pessoal,

    Vou aqui com o meu samba de uma nota só, perguntando: Todo mundo teve a oportunidade de aprender a proposta do Listello nos tempos de estudante de EF? (depois tb vale) Por que "não pegou"? Laercio

Por Roberto Affonso Pimentel
em 29-06-2012, às 09h12.

Afonso, demais professores e acadêmicos,

Quem sou eu para comentar uma assertiva de um Mestre e Doutor. Todavia, para orientação da grande maioria de novos professores e atuais acadêmicos de Educação Física, faço um apelo para que "não copiem" o que está feito neste País, pois, como foi dito, existem vários modelos (são citados) a descortinar caminhos. Mas, a seguir, afirma: "o que permanece é o modelo do alto rendimento", Pelo que entendo, disse e desdisse. É neste ponto que incluo a razão, isto é, aprender a pensar. Foi isto que procurei transmitir à Cristina. 

O que afirmei e repito - se for possível, digam-me que estou enganado -, é que NÃO existe nas nossas universidades (talvez uma ou duas exceções), uma importância para a cadeira de Metodologia e Pedagogia, especialmente em se tratando de Ed. Física. Sou formado pela UFRJ desde 1967 e acompanho este problema por considerá-lo a peça chave para as mudanças da forma de ensinar. Em minhas andanças, entrevistei, inclusive, professores formados nos cursos de Pedagogia no Rio de Janeiro. Acompanho o noticiário - educação - nacional, e recordo-me da entrevista de uma Secretária de Educação estadual de São Paulo (não me recordo seu nome) , emérita da USP ou Unicamp, a propalar sobre os desvarios do ensino pedagógico no seu estado. Segundo ela, verdadeira calamidade. Se em São Paulo e no Rio é assim, imagino nas demais regiões do Brasil. Mas não adianta a crítica contundente, mas fazer algo para mudar a situação, e o Procrie é uma delas. Ali não temos receitas técnicas, levamos o internauta a avaliar e a pensar o quê fazer.

Aliás, aproveitando o ensejo, poderíamos até sugerir a quem tenha interesse - que sejam os próprios acadêmicos - que promovam um fórum de discussões ou investiguem em suas unidades de ensino, o que representa a cadeira de Metodologia e Pedagogia. Entrevistem seus professores, ex-alunos (agora professores) e indaguem o que teria influenciado na sua vida profissional. Imagino que possa ser um caminho para melhorar o ensino universitário e, por extensão, todo o ensino.

Ah! Ia-me esquecendo, é bom esperar o fim de mais uma greve dos catedráticos e demais professores... Enquanto isto, quem puder (alunos) pegue um livrinho de Psicologia Pedagógica e comece a ler para poder criticar com conhecimento de causa suas aulas na faculdade. Não machuca e é indolor. Ou, então, visite www.procrie.com.br/ e comente e critique, pois está li exatamente para fomentar o estudo dessa tão desprezada ciência. 

Tomara que o professorado e acadêmicos entendam o que estou propondo e salvem-se da estagnação a que estão todos submetidos. Jamais me cansarei de repetir: "Para se ter IDEIAS, CRIATIVIDADE, INTUIÇÃO, há que se aprender a pensar. Para isto são precisas informações". Ou será que preferem copiar as "receitas de bolo"?  

Por Cristina Mendes Corrêa
em 29-06-2012, às 12h56.

É,verdade,prof. Laércio . Realmente, o que se debate hoje nas universidades, é que, quem nunca praticou esses esportes específicos, não tem a competência para ensiná-los nas escolas, e então, questiona-se a validade da inclusão deles nas aulas, já que,muitas vezes, um ou outro, não será bem ensinado.

Bom, considerando que a escola não é lugar de formação de atletas, o que vale é o que o Prof. Roberto está dizendo. Eu,por exemplo, reivindiquei várias vezes, um melhor ensino das matérias de metodologia de ensino e didática  na faculdade, porque,saímos de lá, sem saber o que fazer.

Cabe a cada um interessado,correr atrás do prejuízo.

 

Por Cristina Mendes Corrêa
em 29-06-2012, às 12h57.

desculpa, não é Laércio,é Afonso*!!

Por Roberto Affonso Pimentel
em 29-06-2012, às 18h00.

Olá Cristina, não é a primeira nem será a última a fazer tal declaração. Infelizmente! E o que podem fazer os mais velhos para amenizar tal conjuntura? Já passamos da época de ficar chupando o dedo ou dizer que devemos mudar tudo e outras tantas coisas. Creio que o melhor seria trabalhar para alertar professores mais jovens a se ocuparem de livros e bons professores que possam orientá-los e, também eles, se tornarem excelentes mestres.

Alguém já ouviu falar em meritocracia? É o passo que você, Cristina, acaba de dar. Você acaba de efetuar o primeiro passo para a sua maratona de interesses pela arte de ensinar, isto é, terá consciência do que faz em proveito de tantas crianças postas à sua disposição para que auxilie em sua educação. Isto é o que fazem os pais quando matriculam seus filhos na escola ou em qualquer curso. Cabe assim ao professore honrar e efetuar sua tarefa da melhor forma possível, não envidando esforços neste sentido. Mas o que sabe este professor?  Acompanho há muito este CEV e leio sobre a educação no Brasil em outras fontes e, pasmem, a coisa está muito feia!

Encontrei uma solução - não creio que seja a melhor - mas é até onde posso ir. Formatei um blogue (www.procrie.com.br) em que tenho a pretensão de contribuir didaticamente para que outros possam "Aprender a Ensinar" qualquer individuo em qualquer matéria. Minas primeiras leituras, como poderão verificar nos primeiros textos, foram a partir do trabalho de um grupo de professores portugueses a respeito da pedagogia de G. Polya, um matemático húngaro radicado nos Estados Unidos e já falecido. O problema é fazer com que o estudante brasileiro leia, a seguir, que o estudante de EF leia sobre Metodologia e Pedagogia. Por isto, diversifiquei assuntos sobre o voleibol e, a pouco e pouco, e a muito custo, espero conseguir adeptos que justifiquem minhas preocupações e trabalhos. Já conquistei até um professor de futsal, imaginem!

Um detalhe para os recém formados foi grafado pela Cristina..." saímos de lá (faculdade) sem saber o que fazer". Quantos estão nesta situação? No curso de natação de minha neta (6 anos), vejo que os professores aprendem a construir os exercícios - receitas técnicas - e deixam as crianças realizarem à vontade. Vez por outra, uma paradinha, uma explicação que poucos atentam e, continua o faz de contas. Só há uma exceção ali, um jovem professor que acompanha cada movimento de seus alunos e interpreta-os vez por outra com eles, corrigindo-os sem sufocá-los (Lev Vygotysky, zona de desenvolvimento proximal), uma das participações mais difíceis e mais sensacionais do bom professor.

Vejam um programa posto no ar para estabelecer discussões e comentários(e leituras) a respeito do assunto em http://prezi.com/9nhuhq5t7coh/procrie/ Aproveitem que estamos reformulando e acatando sugestões.          

 

Por Afonso Nina
em 02-07-2012, às 17h58.

Caro professor Roberto Affonso,além de sermos xarás pois sou Afonso Celso, fiquei entusiasmado com a suas intervenções iniciais e não esperava um certo tom irônico(se bem que a ironia faz parte da inteligência) ao apoiar-se no falso discurso de que não está a altura de discutir com mestres e doutores, estes são meros títulos e etapas de uma formação acadêmica de quem trilha a via do ensino universitário,não conferindo sapiência ou dogmatismo a quem os ostenta.Na minha opinião o que confere autenticidade não é o discurso da autoridade mas sim a coerência  na aplicação dos conteúdos à vida profissional.Comentei que a colega Cristina que parece ter uma formação mais recente do que a nossa, reforçava o argumento de que para se ensinar esportes é necessário ter sido um praticante próximo da habilidade requerida a um atleta de alto rendimento.Não concordo com essa opinião e penso que justamente a Metodologia e a Pedagogia podem suprir essa falta de experiência atlética.Quando digo que o que permanece é o modelo do alto rendimento externo uma angústia profissional de verificar que após tantos anos e técnicas e modelos didáticos aplicados,quando nossos alunos assumem sua vida como docentes seguem somente o modelo do alto rendimento sem que as experiências durante a formação tenham influido na sua maneira de ensinar o esporte e as demais atividades físicas.É um caso a investigar se esse modelo do alto rendimento não guarda em si estruturas tão fortes e significativas que  de tão arraigadas resistem aos esforços para uma mudança de comportamento didático.

Quanto à greve dos "catedráticos e doutores"é uma lástima que mais uma vez tenha sido deflagrada, ela reflete o descaso do governo pela educação de qualidade no país em todos os níveis,não quero crer que o sr.atribua a mendicância da educação física brasileira ao fato de existirem "catedráticos e doutores"pois em sua maioria os títulos alcançados são fruto de estudo árduo,os resultados de suas pesquisas tem contribuído para o aumento do conhecimento possibilitando que universidades brasileiras possam se ombrear com instituições estrangeiras com várias décadas de existência e que se desenvolvem em países em que  a educaçõ através do esporte é assunto tratado com extrema seriedade.

Cara Colega Cristina como o colega Roberto Affonso acredito que vc.já deu um passo extraordinário ao encetar suas críticas,demonstra o legítimo interesse e compromisso profissional de que necessita a educação brasileira,tente transformar sua indignação e perplexidade em acões concretas que incluam a intervenção imediata transformando sua postura didática,contagie seus colegas para que reflitam e interfiram  na realidade e caso vc.não considere ser mestre,doutor ou "catedrático"um título desonroso avance em sua formação pois a Educação Brasileira precisa de profissionais com a maior e melhor formação acadêmica possível,outros países já o fizeram e experimentam hoje bons resultados.

Por Roberto Affonso Pimentel
em 02-07-2012, às 19h05.

Afonso,

Concordo com a ironia, mas não com o falso discurso, pois este faz parte dela. Quis mostrar o que sinto pela universidade brasileira e, consequentemente, seus docentes e os do que dela sobrevivem, mesmo com salários aviltantes. Frequentei os bancos universitários e só vi empáfias, talvez por isto seja um descrente. Mas ainda não perdi a esperança, pois vez por outra encontro exceções formidáveis. Você me parece uma delas, e espero que me compreenda e me convença do contrário.

O que quis dizer à Cristina baseia-se preponderantemente no conhecimento da Psicologia Pedagógica, matéria desprezada no Brasil. Entretanto, você tocou em um detalhe que é primacial e venho investigando há tempos: "É um caso a investigar se esse modelo do alto rendimento não guarda em si estruturas tão fortes e significativas que de tão arraigadas resistem aos esforços para uma mudança de comportamento didático". Já fiz um artigo sobre o assunto no meu blogue (www.procrie.com.br) e assim que puder, trarei à tona para que possa examinar, E, principalmente, a Cristina.

Em suma, "duelaram" ambas metodologias - a que busco implantar no País, e a atual, ditada pela CBV (no caso do vôlei), com seus Cursos de Formação de Treinadores (obrigatórios) com o aval da Fivb. No Brasil, teve início em 1975, através do Comandante e Professor Célio Cordeiro Filho, quando do início da era Nuzman. Um professor não formado em universidade e não praticante de voleibol, acompanhou-me durante 25-30 anos buscando ensinamentos de como Aprender a Ensinar. Tendo absorvido minha teoria metodológica, certa vez viu-se confrontado com um colega para realizar uma partida amistosa com as attetas do outro, uma vez que eram federadas. Resutou que a primeira venceu e, quase indignado, o colega indagou: Como pode ter acontecido isto? Vejo como você treina e já tenho experiência de campeonatos cariocas e, no entanto, venceram-nos fácil, como explicar"? Disse muito humildemente o primeiro: "Demos sorte". E nada mais foi dito.    

É ai que reafirmo que não tenho falso discurso. Faltam-me conhecimentos para fazer uma pesquisa, porque não me aprofundei nos estudos da universidade: não percebia quem tivesse condições e conhecimento para tal. Deixei de lado e como me sinto um auto didata resolvi ler e estudar por conta própria, deixando fluir minha intuição e criatividade. Por este motivo, alidado à obstinação, não desisto de lutar desde 1974 para que se implante algo diferenciado, com base pedagógica. E minha luta era e é, ainda, na esfera mais alta, a CBV.

Gostei muito de sua apreciação educada e da paciência que mostrou com este velhinho. Espero reencontrá-lo para que possamos aprender juntos sobre metodologia e pedagogia. Aliás, como já falou sobre Portugal, venho acompanhando seus problemas desde 2004 e agora sou um dos colaboradores de um site português, tenho a pior das impressões sobre o seu ensino e, mais ainda, sobre aquilo que colocam ou deixam de colocar em prática. Minha luta segunda é transformar prática em teoria, já que a grande maioria não sabe o inverso. Alguém poderia me ajudar? Pelo menos estou tentando em http://prezi.com/9nhuhq5t7coh/procrie/.    

Por Edison Yamazaki
em 03-07-2012, às 00h27.

Laércio, Pimentel, Afonso, Cristina... a discussão vai ser longa.

Agora, o que acho que temos que concordar é que a Educação Física precisa rever vários conceitos.

Sem querer entrar em polêmicas, e acho que já entrando, acho que ter conhecimento prático sobre o esporte a ensinar, mais ajuda do que atrapalha. Não acho que isso seja imprescindível para se tornar um bom professor.

Acredito muito que a Metodologia e a Pedagogia bem aplicada ajuda na Educação Física de base, sem que o professor tenha sido um ex-atleta ou que necessite ter qualidades sobre-humanas para o esporte. Mas para isso, muita coisa precisa mudar dentro das univesidades, e principalmente em nós, envolvidos até o pescoço com o esporte, saúde e bem estar.

Continuemos as discussões.

 

Por Roberto Affonso Pimentel
em 03-07-2012, às 09h53.

Edison,

Quando dei início à minha cruzada em favorecer um melhor preparo aos estudantes de EF comecei visitando várias prefeituras com projeto nas mãos -  prefeitos, secretários de Educação e de Esportes - e universidades - reitores, diretores da EF - e tudo foi em vão. O que percebi? O meio está corrompido por uma série de interesses e qualquer tentativa de fora para alterar o ambiente é sumariamente rechaçada, soa como ameaça, e isto significa perda de poder. Os que ainda não se deixaram envolver não têm escapatória, a não ser que procurem outros mares... Então, o negócio é se sustentar, uma política discreta à época das eleições (reitoria), fingir que ensinam (cumprem ? o currículo), enquanto os alunos fingem que estão aprendendo, e como ninguém é de ferro, é bom que haja uma grevezinha vez por outra para movimentar o ambiente. Atenção: felizmente existem raríssimas exceções que sucumbem àquela avalanche de espera pela aposentadoria, certamente a suprema realização de tantos,

Embora não tenha encontrado eco, não desisti. Formatei um blogue (www.procrie.com.br) para chegar a eles. Pouco mais de dois anos - vejam os resultados em http://prezi.com/9nhuhq5t7coh/procrie/ - estou sendo agraciado por tantos leitores. Imagino que esteja conseguindo algo inédito, ainda que a pouco e pouco: levar o professor a se interessar pela Metodologia e Pedagogia, mesmo que não esteja na sua presença. Imagine se eu pudesse ter esse contato direto, isto é, a aula presencial! É a minha atual luta neste momento.

Resumindo, se não consegui sensibilizar os docentes universitários, é bem possível que consiga meu intento solitariamente, ou talvez com a contribuição valiosa de alguma entidade que encampe o projeto. Aliás, foi remetido à CBV em fevereiro e aguardo até hoje uma resposta. Como é uma entidade exemplar no Brasil, não custa ter um pouco mais de paciência. Caso contrário, buscarei outras soluções que a minha obstinação, intuição e criatividade se encarregarão de encontrar.

Lembram-se da historinha do beija-flor que tentava apagar o fogo da floresta carregando água no seu bico? Não adianta constatar, reclamar e dizer que precisamos mudar, isto é próprio das épocas eleitoreiras. Trata-se de dar o primeiro passo e contagiar o seu vizinho. Embora estejamos em minoria, poderemos dizer como São Paulo, "combati o bom combate"... e não me deixei abater jamais. Termino citando C. Darwin:

“Sempre afirmei que, afora os tolos, os homens não diferem muito em intelecto, só em    entusiasmo e dedicação”.

Por Charlene Priscila Herculano de Morais
em 04-04-2013, às 14h08.

 

A questão é o seguinte, existe dois tipos: o esporte NA escola e o esporte DA escola. Certamente encontramos muito professores que colocam em prática o esporte na escola que prega reprodução de regras já existentes, busca melhoria do gesto técnico, sempre têm que haver um campeão, há exclusão dos menos hápitos ou menos habilidosos, os jogos já são pré-determinados, há necessidade de materiais específicos, não ha criatividade na construção das atividades, reprodução podendo ou não ser prazeroso, separação por sexo, aumenta a complexidade das habilidades motoras; esse e mais fatores levam grande parte dos alunos a frustração, geram brigas por um não saber jogar determinado esporte direito quando há derrotas, e o que mais podemos observar é que vem causando o desgosto dos alunos pelas aulas de educação física. O que os professores deviam fazer é o esporte da escola, onde as regras são flexíveis a partir dos interesses dos alunos, busca a participação coletiva, sem preocupar com gesto técnico, não valoriza o melhor fazendo assim que haja inclusão, os jogos são criados pelos alunos, o professor é um mediador das atividades, não há necessidades de materiais específicos os mesmos podem ser criados, confeccionados, improvisados, criatividade para construção dos jogos, sempre existirá o lúdico, diminui a complexidade das habilidades motoras, essas características faz com que o aluno se interesse pela aula, por não ser uma atividade comum que ele já tenha conhecimento, é muito importante criar novas regras pra jogos já existentes, e novos jogos em regras de jogos diferentes, é um desafio para os mais "espertinhos" onde não irá causar exclusões, uma novidade para quem não tem costume com os jogos já existentes.

 

Por Mauro Afonso de Jesus
em 04-04-2013, às 20h01.

É uma situação que requer de um planejamento escolar, principalmente do professor de Educação Física, que mais uma vez exige que ele seja bem preparado, para guando ele chegar na escola, não trabalhar o esporte como competição. A partir do momento que ele usa o esporte como competição estará excluindo aqueles alunos que não são habilidosos, e com isso ele estará criando uma situação muito ruim entre os alunos.Na verdade ele deve trabalhar o esporte de uma forma lúdica onde há partipação de todos, explorando o potencial que cada aluno tem . Agindo  assim está valorizando o aluno ,e ajudando - o na formação de carater  e construçção de valores.

Por Patrícia Santos de Souza
em 04-04-2013, às 21h58.

 

 

Esse debate muito bem abordado por LAERCIO só vem mostrar o quanto está deficiente o ensino e metodologia utilizada por muitos profissionais atuantes da área de Ed. Física nas escolas, e para que seja modificado essa situação será necessário um trabalho árduo dos profissionais já atuantes e os que ainda estão por vir.

  As aulas devem ser planejadas de acordo com o perfil da turma que irá se ministrar afim de inserir todos dentro das atividades que serão desenvolvidas pelo professor, trabalho esse que será árduo mas muito satisfatório pois os resultados adquiridos serão melhores que os de atualmente.

Por Armânio Guilherme Bento
em 05-04-2013, às 01h07.

 Por muito tempo criou-se essa discussão que a  Educação  Física era só esporte , a verdadeira era  do rola bola , mas  ao longo dos tempos podemos notar  que isso está mudando  a cada dia ,  a  Educação  Física  vai muito além do esporte e é   muito importante  que todos os profissionais  tenham essa  noção ,  tem que ter muito cuidado para não reproduzir   apenas aquilo que os mesmo aprenderam no passado .O bom profissional deve   ter   sempre um plano de aula com  uma variabilidade  de  conteúdo para que assim aulas não ficam repetitivas  e  desmotivadas .

 

Por André Gonzaga Batista
em 05-04-2013, às 14h10.

Toda aula pra ser bem sucedida, deve apresentar plano de aula com variações de brincadeiras, jogos, esportes competitivos e coletivos, sempre enfatizando a socialização, o bem estar físico e mental do aluno e da atividade em grupo. 

Por André Gonzaga Batista
em 05-04-2013, às 14h10.

Toda aula pra ser bem sucedida, deve apresentar plano de aula com variações de brincadeiras, jogos, esportes competitivos e coletivos, sempre enfatizando a socialização, o bem estar físico e mental do aluno e da atividade em grupo. 

Por Atiley Carolina Perdigao
em 05-04-2013, às 14h57.

 

 O ambiente escolar não é o lugar mais adequado para se formar atletas, contudo o incentivo a prática esportiva deve ser feita durante as aulas, principalmente as de educação física, mas para isso o professor deve ter competência para lecionar. Entendo perfeitamente que há alunos com espírito de liderança forte e que escolhem determinados grupos em que os colegas têm um melhor desempenho, deixando de lado aqueles que não possuem tal habilidade, contudo para que isso mude, o professor deve adotar estilos diversificados, onde todos participem, deve também misturar os grupos para que todos tenham a oportunidade de vivenciar na prática o conteúdo dado, e não simplesmente entregar a bola e deixar que os alunos se dividam entre si e rolem a bola por toda a aula.

Por Karine Marlleny Neves Corrêa
em 05-04-2013, às 17h01.

É uma ótima oportunidade de se pensar no verdadeiro sentindo que tem a educação física escolar, já que os alunos acham que é apenas para bater um "ranca" e sair daquela aula chata. A educação física escolar é uma rica fonte para a formação do futuro atleta, independente de ser alto rendimento ou apenas praticante. Se o professor souber como conquistar seus alunos cativando-os e ensinando-os a gostar do esporte com certeza eles iram levar para a prática da vida. É dever nosso entender e saber dar uma boa aula pois somos responsáveis pelo futuro de cidadãos que serão ou não sedentários apartir também de sua vivencia da educação física escolar.

 

Por Danielle Costa de Sousa Santos
em 05-04-2013, às 17h57.

Nós como futuros profissionais de Educação Física, diante esta discursão,  devemos entender que disciplinas como metodologia, pedagogia e didática, etc... , são tão importantes como as práticas, e devemos dar muita atenção a elas também, pois não adianta sabermos várias modalidades de esportes se não soubermos passar para os alunos, como poderemos planejar aulas dinâmicas e participativas se não soubermos qual metodologia usar, por exemplo? Mas não podemos esquecer que experiência e dedicação também são muito importantes.

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