Educação Física Escolar
Ponto de Encontro dos Profissionais, Estudantes e Pesquisadores
Por João Batista Freire da Silva
em 12-10-2009, às 13h29.
19 comentários. Deixe o seu.
Sociedade Brasileira de Educação Física Escolar
Antes de mais nada, parabéns ao Lino pelo livro novo. Ele e seus amigos. A Educação Física Escolar agradece.
Mas, por qual motivo teríamos uma Sociedade Brasileira de Educação Física Escolar? A ideia é da Suraya e do Daniel Carrera. Gostei muito da ideia. Afinal, quando alguém quer saber sobre Educação Física Escolar, com quem falar? Com a Universidade não dá mais, pois a EF escolar foi banida dos programas de pós-graduação, com umas duas raras exceções. Vamos debater este tema e dar o retorno para a Suraya e o Daniel. Espero que eles entrem aqui no CEV e deixem suas contribuições.
Comentários
Por Katia Brandão Cavalcanti
em 12-10-2009, às 13h55.
Parabéns aos idealizadores da Sociedade Brasileira de Educação Física Escolar!
Por Luciano Ramos
em 12-10-2009, às 14h06.
Como iremos proceder para evoluir esta ideia?
Iremos estudar algum texto e depois debatermos ou como i vamos fazer?
Por Luiz Gustavo Nicácio
em 12-10-2009, às 14h07.
Saudações Professor,
como apaixonado pela Educação Física Escolar, ao receber no e-mail esse post da comunidade vim empolgadíssimo ver como estava o debate. Louvável a iniciativa.
Só para poder pegar um pouco o barco do post, gostaria de estender um pouco a pergunta: "Afinal, quando alguém quer saber sobre Educação Física Escolar, com quem falar?". Durante minhas idas a campo, agora no mestrado pude perceber que o que não falta são "alguéns" querendo saber sobre a Educação Física Escolar.
Conversei com vários diretores(as) e coordenadores(as) pedagógicas, além é claro de professores(as) da rede pública de Belo Horizonte. É impressionante como se tem uma expectativa muito grande em relação a nossa disciplina. E tão impressionante quanto a expectativa é o desconhecimento por parte dos gestores da escola. Foi recorrente ver diretores que gostaria de saber o que cobrar, como cobrar, o que esperar, mas não sabiam... uma aula boa ainda é, na concepção de alguns destes gestores aquela aula que tem o maior número de estudantes se movimentando.
No último CONBRACE a professora Eustáquia, apresentou uma comunicação no GTT Escola e lá foi questionada sobre a importância da formação dos professores de EF para também atuarem como gestores escolares. Naquela ocasião me posicionei sobre a necessidade da formação (continuada) para as pessoas que assumem a gestão das escolas, no que diz respeito a EF Escolar. Os avanços na prática docente são vistos a olhos nus, todavia, há muito que discutir e mudar ainda.
Parabéns pela iniciativa, e vamos trabalhando. Seja nos poucos programas de pós-graduação específicos da EF Escolar, seja em outros programas com pessoas que se debruçam sobre o tema, ou qualquer outro espaço que consigamos para isso.
Por Ivan Candido de Souza
em 12-10-2009, às 14h27.
Gostaria de receber maiores informações de seus idealizadores. Alguém sabe se eles fazem parte da lista?
Abraços.
Por Suraya Cristina Darido
em 12-10-2009, às 15h59.
Ola a todos e a todas,
Na verdade, estamos pensando numa sociedade que agrege tantos professores de Educação Física escolar como os pesquisadores da área. Para agilizar a sociedade pensamos numa revista que tenha artigos científicos e também trabalhos com relatos de experiências na escola. Um Congresso para o ano que vem, que aceite tanto resumos científicos como relatos de experiências na escola, com palestras e oficinas. Ou seja, uma sociedade Brasileira de EF escolar que efetivamente aproxime duas entidades que tradicionamente tem trabalhado de lados diferentes; universidade e escola.
Nesse debate gostaríamos de discutir vários temas, como por exemplo, o ENEM e as questões de EF, o programa de Livro didático, a legislação específica da EF e seus problemas (leia-se dispensas), os gestores que mal compreendem para que EF na escola, a formação, a realidade dos professores, as necessidades dos professores de EF na escola, e muitos outros temas ligados a nossa disciplina que surjam a partir do debate.
Quem topa? Quais são as sugestões que os colegas teriam para iniciarmos uma sociedade de um jeito bacana?
Bjs Suraya
Por Katia Brandão Cavalcanti
em 12-10-2009, às 17h58.
Suraya e demais empenhados nessa construção,
As Sociedades Científicas específicas e os seus respectivos desdobramentos como congressos e revistas precisam acontecer na nossa área. Penso que esta proposta chega em boa hora. A Educação Física Escolar deve ser pensada com quem faz a Educação Física acontecer nas escolas... Estamos dispostos para compartilhar! Um grande abraço, Katia
Por João Batista Freire da Silva
em 13-10-2009, às 12h41.
Queridos amigos: acho que já estamos, nós da Educação Física Escolar, um tanto de saco cheio com a esnobação das entidades e revistas científicas. Há uma imensa produção pedagógica realizada no dia a dia por professores que, por falta de tempo, de dinheiro, de conforto, etc., não falam publicamente e não escrevem. O que fazem, geralmente, é muito diferente do que está escrito nos currículos oficiais de prefeituras e estados. Essa gente trabalhadora e produtiva não tem vez (isso não quer dizer que não existam muitos e muitos picaretas dando aulas). Por não terem voz e vez, por não terem uma definição do que ensinar em cada série escolar, não são reconhecidos nem pelas direções de escolas, muito menos pela sociedade. Portanto, acho que uma Sociedade Brasileira de Educação Física Escolar deve contemplar o saber científico, o saber popular, mas, acima de tudo, o saber de quem trabalha no dia a dia da Educação Fisica Escolar. Que uma revista de Educação Física contemple, respeitosamente, aquilo que se faz no dia a dia, que é conhecimento tão importante que qualquer relato científico. Aprendi, nas últimas décadas, que não tenho autoridade para dizer aos professores da rede como devem dar suas aulas. Aprendi que o melhor currículo é aquele que um dia partirá do conhecimento que está sendo produzido e que praticamente desconhecemos. A Sociedade Brasileira de Educação Física Escolar daria voz a esse público mudo. Aguardo a opinião do Daniel Carrera.
Por Katia Brandão Cavalcanti
em 13-10-2009, às 17h51.
Não vejo incompatibilidade entre os saberes disciplinares e os saberes da experiência numa Sociedade Científica dedicada à Educação Física Escolar. O diálogo precisa ser intensificado. As abordagens etnográficas, fenomenológicas e autobiográficas poderiam cumprir o papel de valorização dos educadores e de suas ações no cotidiano escolar.
Por Luiz Gustavo Nicácio
em 13-10-2009, às 21h41.
Importante abrir espaço para os professores que estão nas escolas poderem expor suas ações docentes e que possamos expor a produção acadêmica para eles, entendam ai não só artigos, livros, mas também o diálogo de grupos de estudo e pesquisa. Concordo com a professora Katia brandão que as abordagens expostas por ela e também outras, podem sim valorizar seus educadores, mas essa valorização não pode se restringir ao círculo acadêmico. Por vezes nos falta a preocupação de dar retorno as escolas quando recorremos a elas como fonte para nossas pesquisas. Mas e aí? Depois da pesquisa encerrada que retorno eles tem? Mais que isso, não é incomum o pesquisador estar ali e tratar a escola como fonte e nada mais, não propiciam a escola um momento de troca, usando as palavras da professora Kátia, de intensificação do diálogo, que alias temo que seja, de retomada do diálogo.
Por Katia Brandão Cavalcanti
em 13-10-2009, às 23h23.
O que estamos entendendo por Educação Física Escolar? Com certeza, não é exatamente a mesma coisa que Educação Física na escola. Esta é muito mais abrangente que aulas ministradas por professores de Educação Física. O PPP das escolas comporta diversas formas de atuação do professor de Educação Física. Prefiro pensar num conjunto mais amplo de açoes educativas que envolvem o professor de Educação Física do que limitá-lo a um programa de aulas teóricas e práticas sobre a cultura corporal.
Por Leize Demétrio da Silva
em 14-10-2009, às 10h00.
Parabéns, Suraya...
É mto importante a abertura de espaços para discutirmos a educação física escolar, mas o mais importante é conseguirmos agregar os professores, vencer a resistência tecnológica...se bem que não posso afirmar ser uma resistência tecnológica haja vista o n. de professores que possuem orkut, no entanto, no meu estado somente 25 professores são cadastrados no CEV. não há interesse ou os temas não são pertinentes à sua prática?
Temos professores extremamente desmotivados; temos diretores colocando professores à disposição da secretaria por não terem domínio de sala; temos alunos da pré escola tendo aula em sala (dominó) porque a única quadra da escola está sendo usada por duas salas dos anos finais do Ens. Fund.; e o professor era recém formado, poderia ter empenhado mais...criado mais...amado mais sua profissão e àquelas crianças; temos escolas com 36 salas de aula e uma quadra; temos crianças que são agredidas no recreio; temos professores que são agredidos...
Mas, temos experiencias exitosas tbém e, repito, é mto importante mais um espaço para essas discussões, mas como trazer o professor?
Por João Batista Freire da Silva
em 14-10-2009, às 10h36.
Nós, da Universidade, falarmos sobre a escola, não é novidade. A novidade seria os professores das escolas falarem sobre as escolas.
Por Guilherme Borges Pacheco Pereira
em 14-10-2009, às 11h55.
Colegas,
Li (só hoje, 14), os comentários aqui postados e fiquei entusiasmado. Concordo com muitos aspectos aqui apresentados e gostaria de me filiar à idéia da criação de uma Sociedade Brasileira de EF Escolar. Sem discutir o contexto, para não ser demasiado longo (e chato), gostaria de sublinhar dois pontos que me parecem importantes:
1. Reforçando o que disse o João, a Sociedade Brasileira de Educação Física Escolar é, ou seria, essencialmente, uma associação de professores de Educação Física Escolar. Portanto, não deveria se tratar de uma sociedade que "dá espaço" ao professor de EF Escolar.
2. Será preciso a mobilização dos professores ativos na escola para a criação desta sociedade ou associação.
Eu gostaria muito de ajudar, no que me for possível, embora não me sinta legítimo representante, uma vez que não atuo mais em escolas (a não ser como supervisor de estágios e em projetos educacionais). Com a palavra quem está à beira da quadra, ou da pista, ou no caso do Rio de Janeiro, no pátio mesmo.
Em tempo: Amanhã é o Dia do Professor (antigamente chamado Dia do Mestre), estou aguardando a mensagem do Laércio sobre o seu mestre do ano. Mas quero imitá-lo homenageando antecipadamente um grande professor que tive - Darcymires do Rego Barros.
Saudações a todos
Por Suraya Cristina Darido
em 14-10-2009, às 13h54.
Guilherme, você será muito benvindo à nossa Sociedade. Não podemos mais pensar em um ou outro grupo, em gente que está dentro ou fora da escola, e sim contar com aqueles que acreditam nas coisas da Educação Física escolar e lutam por ela, seja estudando ou atuando. Até porque eu poderia perguntar: A produção do João Freire não ajudou e não ajuda os professores na escola? Tenho certeza que sim, portanto a sociedade devérá, como bem disse a Leize (do Paraná?) agregar. É esse o espírito, espero...
Por Guilherme Borges Pacheco Pereira
em 14-10-2009, às 17h47.
Suraya,
Você tem razão. Desejo apenas que os professores que atuam na escola, atuem também efetivamente na futura Sociedade.
Falando nisso, será preciso providenciar um rascunho de estatuto (fins, associados, dirigentes, receita, regionais), convocar uma assembléia (quem sabe virtual?), eleger os primeiros dirigentes, aprovar um estatuto, registrar civilmente, definir uma sede e cobrar a primeira anuidade. Alguém está fazendo isso?
SDs, Guilherme
Por Leize Demétrio da Silva
em 15-10-2009, às 00h51.
Estou gostando da idéia...
E Suraya, sou do Mato Grosso do Sul, e é grande o meu prazer em conversar com vcs. Tenham certeza que já me ajudaram mto nos curso de formação que atuo.
Fui convidada para participar de uma audiência pública proposta pela Câmara Municipal dos Vereadores de Campo Grande, e vamos discutir sobre políticas públicas para a educação física, lazer e esportes.
Em outra audiência fechada com alguns representantes das instituições (IES, CREF, APEF, SEMED, SED) da cidade, subi à tribuna e cobrei da própria Câmara uma audiência pública para se discutir a elaboração de alguma Lei que determinasse à prefeitura que para cada 12 salas construídas fosse construído tbém uma quadra, ou outro espaço para a prática das atividades da cultura corporal. Enviei e-mails para vários vereadores cobrando essa audiência, e hoje recebi esse convite para discutir não só educação física escolar, mas esporte e lazer. Pelo menos é um começo.
Como estamos discutindo Educação Física Escolar e aqui na cidade iniciaremos o processo de elaboração de diretrizes para a Educação Física Escolar para Campo Grande, gostaria que os senhores me enviassem sugestões do que esse documento poderia conter.
Aguardo sugestões.
Por Pierre Normando Gomes da Silva
em 15-10-2009, às 21h59.
Aos professores que criam meus parabéns. Não desejo feliz dia dos professores, mas que nós professores sejamos felizes. Tenho participado de algumas pesquisas sobre a saúde do professor, e tenho constatado o quanto ele está adoecido. Depois de 20 anos de trabalho aparece muitas dores e muitas insatisações.
Parabéns pela iniciativa da sociedade, mas ultimamente estou muito desconfiado das sociedades, acredito mais em grupos de amigos. Para pensar numa sociedade penso que o João está corretissimo em abrir espaço para os professores das escolas que queiram participar. Mas pergunto quantos de nós estamos em diálogo com os professores das escolas. Essa é uma tarefa difícil, estou nesse semestre em contato com 12 escolas, e apenas 2 professores estão interessados em participar das discussões. acredito que isso acontece por dois motivos, primeiro por falta de tempo, a maioria dos professores de educação física que conheço trabalham os três horários, em várias escolas. E segundo porque o conhecimento universitário, que muitas vezes nem é científico, se distanciou tanto dos operadores de soluções, dos que pensam inúmeras soluções para as inúmeras dificuldades, que muitos deles não se sentem estimulados a uma discussão. Penso que é preciso primeiro criar grupos de parcerias. Trabalhar junto com os professores. Nós da universidade, estamos habituados a produzir para o outro e não com o outro, a falar pelo outro e não ouvi-lo. É preciso mudar a mentalidade, ou melhor, a corporeidade. É uma grande iniciativa essa de aproximar escola e universidade, efetivamente, não como formação continuada de cursos de fim de semana, especialização, seminários. Mas criar grupos de trabalho e de alegria para compartilhar os legados de alegria e de sabedoria produzidos. Vou me abrir mais para isso. Viva, viva, viva a sociedade alternativa, viva, viva... Grande Raul. abraços em todos
Por João Batista Freire da Silva
em 16-10-2009, às 11h48.
Grande Normando. Vamos seguir seus ensinamentos: primeiro, entendo que temos que fazer uma sociedade pensando na falta de tempo dos operários da educação. Segundo, temos que falar uma linguagem que não assuste, que aproxime as pessoas.
Por João Batista Freire da Silva
em 17-10-2009, às 11h12.
Para elas ou para quem puder dar o recado: eu gostaria de ler, aqui, a opinião das professoras, grandes professoras, que tocam o mestrado na São Judas, o mais aberto a quem dá aulas na rede de ensino, o que mais incentiva a participação, na pós-graduação, de quem dá aulas. Falo da Vilma, Marília, Maria Luíza, Sheila e outras.
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