Educação Física e Esporte

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Com Educação Física Não Se Brinca



                                Infelizmente, ainda podemos observar o trabalho de vários Professores de Educação Física sendo desperdiçado. Fatores como falta de motivação, planejamento, atuação leiga, até mesmo finalidade pré-determinada. É estável ouvir de estudantes quando nos dirigimos para quadra poliesportiva “vamos brincar de que Professor?” Assente, outros projetos educativos são desenvolvidos no espaço de trabalho do Professor de Educação Física, sem que o mesmo tenha conhecimento, dentre estes, outros problemas são observado nas aulas, o que reflete negativamente no conhecimento do educando no final da sua formação.

                               Diversos fatores nos levam a formar díspares opiniões sobre a Educação Física escolar desvalorizando a disciplina, sendo necessário modificar a postura dos Professores e a visão dos Gestores.

                              Ao considerar esses fatores podemos minutar que, para acontecer uma alteração positiva se faz necessária uma mudança na postura e conduta do Professor, oferecendo uma proposta de comprometimento e dedicação com metodologia objetiva e embasada, a qual ira lhe conferir credibilidade e logo a edificação de uma imagem positiva e adequada, tornando seu trabalho mais importante no âmbito escolar.

Comentários

Por José Nelson Muller
em 20-01-2014, às 17h52.

              O grande problema:

  • A quadra poliesportiva tornou se parque de diversão.
  • Professor de Educação Física virou “tapa buraco” para outras disciplinas e para outros Professores.
  • Educação Física que é disciplina obrigatória como outra qualquer se tornou sinônimo de brincadeira.
  • Leigos ministram Educação Física com o conceito de “brincar qualquer um sabe”.

Por José Nelson Muller
em 20-01-2014, às 17h59.

Este trabalho foi apresentado no Congresso Panamazonico de Educação Fisica, em Porto Velho - RO. Pode ser visto na integra em: http://www.webartigos.com/artigos/com-educacao-fisica-nao-se-brinca/112941/

Por Margareth Anderáos
em 20-01-2014, às 18h39.

Tenho cá minha opinião sobre os Cursos de formação contribuírem para essa situação. Dão pouco, exigem pouco e nao preparam para o mercado de trabalho!!!!!!

Os alunos são vítimas dos cursos de má qualidade e não conseguem superar os modelos ensinados.

Como poderão dar boas aulas?

O MEC precisaria intervir!

Por Rafael Alves
em 21-01-2014, às 00h52.

Pensando neste assunto, temos alguns fatores que nos istigam a levar a este pensamento que a Educação física não é levada a sério e entre outros mais. 

Segundo relatos, que como citarei o relato do Junior Vagner Pereira da Silva - UESC, percebe-se que é  fácil observar estes fatores em uma escola de ensino fundamental:

"Conclui-se que os esportes tradicionais configuram-se nos principais conteúdos trabalhados nas aulas de Educação Física observadas, predominando, entre eles, o futebol e o voleibol, e, desse modo, favorecendo a ocorrência de uma monocultura corporal do movimento, ... Em relação às estratégias metodológicas, a observação das aulas indicaram que os docentes utilizaram unicamente o estilo de ensino “por tarefa” e isso permite concluir que essas aulas pouco têm contribuído com a formação para a autonomia e a ação crítica e criativa dos alunos, uma vez que as aulas têm sido pautadas na reprodução de gestos esportivos ou no puro ato de jogar. Por fim, cabe ressaltar que, embora haja necessidade de ampliação dos conteúdos trabalhados nas aulas de Educação Física, não se nega a importância da presença dos esportes coletivos nessas aulas, mas sim se critica a restrição a eles, como também a utilização de, apenas, estratégias metodológicas que não valorizam a participação crítica dos alunos. Desta forma, vislumbramos a urgência de mudanças tanto na ampliação dos conteúdos quanto na utilização de metodologias de ensino que discutam questões sociais, éticas, motoras e metodológicas dos esportes e das demais manifestações da cultura corporal do movimento, favorecendo não somente a reprodução de movimentos, mas também um processo educativo que oportunize sua incorporação ao longo da vida."

http://www.revistas.ufg.br/index.php/fef/article/view/16421/13765

 

Assim, podemos verificar que há materias diversos para esta "atualização" dos docentes da Educação física para seus alunos e entre outros. Há diversos artigos e até mesmo com documento de reconhecimento do governo federal, que é o Programa Segundo Tempo(PST),  com a perspectiva de constituir uma referência para subsidiar uma prática pedagógica coerente e consistente com os objetivos políticos. Uma prática pedagógica na qual o esporte é percebido no espaço de uma filosofia humanista de valorização e promoção de nossas crianças, adolescentes e jovens. Um espaço radicalmente inclusivo em que nossas crianças e adolescentes, independente de suas habilidades, deficiências, competências, possam exercer o direito de ter acesso ao esporte. Ter acesso ao esporte educacional de qualidade. Acesso a uma prática pedagógica que lhe possibilite alargar seus horizontes na construção de uma cidadania responsável e plenamente digna.

 

Por Roberto Affonso Pimentel
em 21-01-2014, às 09h53.

Professores,

Quem são os formadores de novos professores? Lembro os dizeres do Prof. José Pacheco, creio que aqui mesmo neste CEV, sobre o assunto:

                        Temos escolas do séc. XIX, professores do séc. XX e alunos no séc. XXI.

Refletir sobre isto é importante, mas tomar uma decisão e ir à luta para modificar a situação é tarefa para poucos. Assim, não adianta absolutamente repetir as mesmas coisas e esperar que alguém faça. 

Trabalhar o binômio Legalidade/Legitimidade importa o reconhecimento dos beneficiados por um dado serviço. É condição básica para a sua continuidade e qualificação, em que se busca a autonomia libertadora para que a pessoa possa centrar sua educação em seus reais interesses e motivações, personalizando-a. É a educação para a liberdade. 

Apresento-lhes trecho inicial de um projeto que venho construindo ao longo dos anos calcado em exaustiva prática e aceito por milhares de indivíduos, instituições e agentes esportivos - SESI Nacional, Carlos Nuzman (COB), Ary Graça (FIVB e CBV), Bernardinho (técnico seleção), Isabel Salgado (jogadora de vôlei) - que me solicitaram projetos ao longo dos anos. 

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Compartilhando com Professores

         Um professor afeta a eternidade; ele nunca sabe quando cessa sua influência (Henry B. Adams)

Apresentação - O esporte tem se mostrado um caminho promissor para mediar necessidades emocionais das crianças e importante ferramenta de incremento do convívio e da interação social. Apesar disso, raras são as iniciativas voltadas pra o Esporte Educacional e de Lazer devido à ausência de uma estrutura que as contemple e incentive.

1º Grande Passo...

Em busca de Qualidade na Educação o Autor trilha caminhos criativos e originais, e dá sua contribuição ao que denominou Contributo ao Desenvolvimento do Voleibol, um grande salto em Método de Ensino para qualquer desporto. Oferece um blogue que desvenda a Arte de Ensinar, aproxima teoria da prática, e discute o Esporte Escolar sob a ótica pedagógica e interdisciplinar.

Conheçam a íntegra da proposta em: ww.procrie.com.br/sumario/ e http://prezi.com/9nhuhq5t7coh/procrie/ 

 

Por Camila de Lima Medeiros
em 21-01-2014, às 11h50.

Entendo que educação física perde sua legitimidade não quando usa a brincadeira como instrumento, mas quando não leva o aluno a uma reflexão do que foi realizado em quadra,  quando não apresenta conteúdos que façam o aluno ter autonomia em seus movimentos, no jogo e nos conflitos, a ter consciência de seu corpor a partir de conhecimentos de anatomia, de fisiologia, de biomecânica. Esses conteúdos nós aprendemos na graduação e não apresentamos para nossos alunos na escola. A perda da sua legitimidade está em limitar o aluno a jogar por jogar, para relaxar, para tirar o aluno da posição sentado e colocá-lo em movimento. Não é esse o fim da educação física na escola, precisamos sim levar os esportes, a maioria deles, mas além disso fazer o aluno pensar, sociologicamente, geograficamente, fisiologicamente, a reflexão é muito importante. 

A legitimidade da educação física na escola entrou em declínio quando o professor simplesmente buscou dentro da escola atletas, quando agiu de forma irresponsável no famoso "rola bola", quando perdeu um bimestre ensaiando a quadrilha da festa junina (e isso não recente, tem pelo menos, 30 anos). A falta de conteúdo teórico também faz a educação física perder muito em importância, temos um campo tão amplo pra trocar com outras matérias e não fazemos. 

A educação física que separa o time fraco do time forte e não reflete não leva a lugar nenhum, não dentro da escola. 

Como bem disse o colega acima, devemos partir pra atitude e mostrar para aqueles que se deixaram levar pelo mais fácil que ainda é possível mudar essa cultura. 

Por Vanessa Ramos de Freitas
em 21-01-2014, às 14h37.

Olá José Nelson, 

Sobre os problemas destacados, ainda podemos acrescentar:

  • A precariedade e escassez dos materiais e espaços físicos destinados à prática da Educação Física;
  • O uso abusivo das aulas, unindo turmas, superlotando as aulas na quadra, pedindo que os professores ministrem aulas para mais de uma turma simultâneamente, que lecionem aulas para turmas que muitas vezes nem são suas turmas, por falta de outros professores;
  • O descaso com os conteúdos adotados nas aulas de Educação Física (achando o restante da escola que durante todo o ano o professor deve apenas ensinar voleibol, queimada, jogos de tabuleiro e futsal);
  • A questão do professor de Educação Física ser visto como promotor de eventos (todas as festividades da escola estão sob responsabilidade do professor de Educação Física, uma vez que haja apresentações artísticas)

Com a Educação Física não se brinca, mas infelizmente para toda a escola somos vistos como verdadeiros "palhaços" animadores de alunos, promotores de festas e "quebra galhos" para os momentos de aperto.

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