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O Preço do Sedentarismo



Cevnautas,

Parece que temos muito serviço pela frente. Alguém adota a tradução do resumo pra publicação no CEV (Adriano Vretaros, a que Vc fez tá no forno, OBRIGADO!)

Sedentarismo custa ao mundo US$ 67,5 bi por ano (Revista Exame)

Valor foi dividido entre despesas de saúde e perda da produtividade em 142 países  

Obesidade: valor foi dividido entre despesas de saúde e perda da produtividade em 142 países (Thinkstock)   Os problemas de saúde causados pela falta de exercícios físicos diários custaram ao mundo cerca de US$ 67,5 bilhões em 2013 – mais do que o PIB de muitos países, disseram pesquisadores nesta quinta-feira.  

O valor foi dividido entre US$ 53,8 bilhões em despesas de saúde e US$ 13,7 bilhões em perda de produtividade, de acordo com um estudo publicado na revista médica The Lancet.  

A pesquisa se baseou em dados econômicos e populacionais de 142 países, que representam 93% da população mundial, segundo os autores.  

Mas o valor foi, provavelmente, subestimado, visto que os pesquisadores só levaram em conta os dados relativos a apenas cinco doenças, relacionadas com um estilo de vida sedentário: doença cardíaca coronariana, acidente vascular cerebral, diabetes tipo 2, câncer de mama e câncer de cólon.  

Os “cálculos de custos são baseados em estimativas conservadoras, e o custo real pode ser ainda maior”, disse um comunicado.  

O estudo foi o primeiro a estimar o custo financeiro da “pandemia” global de sedentarismo, e é parte de uma série especial realizada com motivo dos Jogos Olímpicos do Rio, que vão acontecer em agosto.  

O estilo de vida sedentário está associado a mais de cinco milhões de mortes no mundo a cada ano, disseram os pesquisadores.  

Do custo total estimado, US$ 31,2 bilhões foram de receitas fiscais gastas com saúde pública, US$ 12,9 bilhões em gastos por parte do setor privado, incluindo as companhias de seguros de saúde, e US$ 9,7 bilhões em gastos médicos diretos para as famílias.  

Os custos foram estimados em “dólares internacionais” – o equivalente ao que um dólar americano podia comprar nos Estados Unidos no ano em que o estudo foi realizado.  

O impacto para os países ricos foi proporcionalmente maior em termos de dinheiro, enquanto que para os países de rendas baixas e médias os efeitos vieram principalmente na forma de doenças e morte prematura, segundo o estudo.  

“Geralmente, os países mais pobres não têm suas necessidades de saúde atendidas devido ao menor desenvolvimento dos sistemas de saúde e econômico”, disse Melody Ding, da Universidade de Sydney, que liderou a pesquisa.  

Conforme esses países se desenvolverem economicamente, “também o fará o consequente impacto econômico, se a pandemia de inatividade física se espalhar, como é esperado”, disse ela.  

Um segundo estudo dessa série mostrou que as pessoas que ficam sentadas durante oito horas por dia têm um aumento no risco de morte, mas este pode ser anulado com pelo menos uma hora diária de exercícios.  

A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda 150 minutos ou mais de atividade física por semana – muito menos do que os 60 minutos diários recomendados pelo estudo, que analisou dados de mais de um milhão de pessoas.  

“Nós definimos a atividade física como atividade de intensidade no mínimo moderada”, disse à AFP o principal autor do estudo, Ulf Ekelund, da Escola Norueguesa de Ciências do Esporte.  

“Alguns exemplos são caminhar rápido a 5 km/h, ou pedalar a 16 km/h”, acrescentou.  

Atividades como cozinhar, por exemplo, não contam.  

Apenas cerca de um quarto das pessoas analisadas fez uma hora ou mais de atividade física por dia, segundo os autores.  

“Para muitas pessoas que (…) têm empregos baseados em escritórios, não há maneira de evitar ficar sentado por longos períodos de tempo”, disse Ekelund.  

“Para essas pessoas, em particular, devemos ressaltar a importância de fazer exercício, quer se trate de sair para uma caminhada na hora do almoço, sair para correr na parte da manhã, ou ir de bicicleta para o trabalho”.  

FONTE: http://exame.abril.com.br/economia/sedentarismo-custa-ao-mundo-us-67-5-bi-por-ano/  

Resumo (para a adoção da tradução)  

The economic burden of physical inactivity: a global analysis of major non-communicable diseases Ding Ding, Kenny D Lawson, Tracy L Kolbe-Alexander, Eric A Finkelstein, Peter T Katzmarzyk, Willem van Mechelen, Michael Pratt, for the Lancet Physical Activity Series 2 Executive Committee*  

Summary  

Background The pandemic of physical inactivity is associated with a range of chronic diseases and early deaths. Despite the well documented disease burden, the economic burden of physical inactivity remains unquantified at the global level. A better understanding of the economic burden could help to inform resource prioritisation and motivate efforts to increase levels of physical activity worldwide.  

Methods Direct health-care costs, productivity losses, and disability-adjusted life-years (DALYs) attributable to physical inactivity were estimated with standardised methods and the best data available for 142 countries, representing 93·2% of the world’s population. Direct health-care costs and DALYs were estimated for coronary heart disease, stroke, type 2 diabetes, breast cancer, and colon cancer attributable to physical inactivity. Productivity losses were estimated with a friction cost approach for physical inactivity related mortality. Analyses were based on national physical inactivity prevalence from available countries, and adjusted population attributable fractions (PAFs) associated with physical inactivity for each disease outcome and all-cause mortality.  

Findings Conservatively estimated, physical inactivity cost health-care systems international $ (INT$) 53·8 billion worldwide in 2013, of which $31·2 billion was paid by the public sector, $12·9 billion by the private sector, and $9·7 billion by households. In addition, physical inactivity related deaths contribute to $13·7 billion in productivity losses, and physical inactivity was responsible for 13·4 million DALYs worldwide. High-income countries bear a larger proportion of economic burden (80·8% of health-care costs and 60·4% of indirect costs), whereas low-income and middle-income countries have a larger proportion of the disease burden (75·0% of DALYs). Sensitivity analyses based on less conservative assumptions led to much higher estimates.  

Interpretation In addition to morbidity and premature mortality, physical inactivity is responsible for a substantial economic burden. This paper provides further justification to prioritise promotion of regular physical activity worldwide as part of a comprehensive strategy to reduce non-communicable diseases.  

O artigo completo da The Lancet: http://press.thelancet.com/Physicalactivity2.pdf

A Revista Saude fez um bom infográfico sobre o artigo: http://saude.abril.com.br/fitness/o-preco-do-sedentarismo/

 

Comentários

Por Roberto Affonso Pimentel
em 02-12-2016, às 08h34.

Laércio,

Os alertas, estudos, convenções, simpósios, ações marqueteiras e outras coisas mais deveriam se somar à verba anunciada acima.

De que adianta chorar sobre o leite derramando?

Precisamos sim, de ações (práticas) que atenuem e resolvam os problemas. Isto chama-se atitude, que cada indivíduo pode e deve adotar, não importa o seu tamanho intelectual

Se essa geração está perdida, que nos voltemos para as próximas. A começar pelas atividades físicas de qualidade nas escolas do mundo. Para tanto, há que se oferecer gratuitamente uma Formação Continuada para os professores interessados.

Nesse sentido, o Santo Padre Francisco convocou uma firma canadense para administrar um projeto mundial multirreligioso sob o tema EDUCAÇÃO e ESPORTE.

Leiam mais em www.procrie.com.br/: O Papa, o Novo Secretário Geral da ONU e os Esportes.

Enviei projeto pertinente ao Vaticano e COB (e COI), pois o Nuaman é também membro da entidade internacional. Por oportuno, aguardo seu retorno ao Brasil para tovarmos no assunto. O acolhimento do porjeto pela Academia Olímpica Brasileira (AOB).

   

 

   

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