Educação Física e Esporte

A primeira comunidade do CEV

Entrar no Grupo

Essa comunidade migrou para o Facebook. Participe: https://www.facebook.com/groups/cevefesporte/

Para Que Serve de Fato, a Educação Fisica na Escola



                      Convido colegas a elevar um debate em torno da Educação Fisica que vem sendo ministrada nas escolas, qual seu verdadeiro valor pedagógico e qual é o seu conteúdo? Enquanto Países desenvolvido aplicam uma verdadeira Educação Física, no Brasil temos inumeras teorias mascaradas por pensadores que nunca estiveram em uma sala de aula e se esforçam para explicar algo que não tem conotação. Ou seja Educação Física no Brasil é sinonimo de brincadeira. 

Comentários

Por Camila de Lima Medeiros
em 21-01-2014, às 10h31.

Olá Nelson, boa sugestão!

Não entendo bem ao que você se refere quando fala sobre a educação física no Brasil ser sinônimo de brincadeira. Por favor, gostaria de explicasse melhor. 

Digo isso exatamente porque entendo que na brincadeira conseguimos atingir um outro vies sobre os jogos,  Eu utilizo e sou a favor desse conteúdo nas aulas de educação física. É também na brincadeira que podemos trabalhar com nossos alunos temas como cooperação/competição, pensamento estratégico, regras com possibilidades de modificações, autonomia, argumentação, consciência corporal, coordenação motora, posso preparar o meu aluno para a introdução de esporte através da brincadeira.

Entendo que o aprendizado acontece de forma bastante efetiva quando o fazemos de forma prazerosa, não que o esporte não traga isso, porém temos alunos dentro de uma sala de aula que não se afinizam com os esportes, especialmente o quarteto fantástico (volei, basquete, futebol e handebol, claro que o esporte não se resume a esse pequeno quadro apresentado, mas muito colegas de profissão ainda se limitam a isso), e a educação física dentro da escola deve ser inclusiva, se não damos a possibilidade de nossos alunos vivenciarem o corpo deles em diferentes contextos estaremos falhando na proposta da educação do corpo, a brincadeira é uma "carta na manga"  para ampliarmos a participação em nossas aulas. 

 

Por Edwilson Lemos Pereira
em 21-01-2014, às 11h44.

Camila tudo bem

Eu tenho um pensamento parecido com o do Nelson, eu entendir que é tratado como brincadeira sem nenhum cunho pedagogico, algo que não necessitaria da presença de um professor. Seria como se as crianças brincassem na rua. Infelizmente a Ed. Física hoje não é levada a sério em boa parte das escolas e os professores as vezes nem estão presente nas atividades, ele trabalha como se fosse almoxerifado somente pega os materiais para os alunos.

Por Camila de Lima Medeiros
em 21-01-2014, às 12h09.

Nesse caso, realmente não podemos considerar sequer que é educação física. Triste isso!

Por João Batista Freire
em 21-01-2014, às 12h20.

José Nelson, você poderia citar alguns países desenvolvidos que aplicam uma verdadeira Educação Física? E você poderia explicar melhor o que é uma verdadeira Educação Física?

Por Vanessa Ramos de Freitas
em 21-01-2014, às 14h28.

Para que serve de fato a Educação Física na Escola?
 

Em relação as práticas que presenciamos e o modo como os professores se portam perante as turmas, a resposta mais cabível para este questionamento seria a de que a Educação Física na escola tem papel de "complementação" para a grade curricular das instituições. Uma vez que a começar pelos professores, esta disciplina não recebe o reconhecimento e a importância adequada que deveria receber. De uma forma generalizada, as aulas são vagas, sem novidades, pouco se exige dos alunos, os que querem participam e os que não querem apenas assistem... 
Para que este cenário mude e comece a despertar nos alunos e nos demais profissionais da Escola a concepção da verdadeira importância da Educação Física escolar, nós profissionais precisamos adotar posturas diferentes. Iniciar aulas agradáveis, fundamentadas em conteúdos coerentes e que atendam as exigências para cada faixa etária e série a ser trabalhada. 
Não há nada mais fácil do que entregar os materiais para os alunos, vigiá-los durante 50 minutos e supervisionar o que fazem aleatoriamente, mas e o cunho pedagógico? E a bagagem de conteúdos e etapas pelas quais estes alunos deveriam estar passando nas aulas de Educação Física? E o planejamento, os planos de aula, os objetivos a serem alcançados?

Precisamos compreender que a Educação Física na escola é tão importante quanto qualquer outra disciplina e necessitamos mudá-la para que esta seja respeitada e possa ser vista como papel essencial na formação dos alunos.

Por Rafael Alves
em 24-01-2014, às 02h35.

Citarei aqui um verso que li em meio a artigo encontrado na internet:

"Em 1996, com a reformulação dos PCNs, é ressaltada a importância da articulação da Educação Física entre o aprender a fazer, o saber por que se está fazendo e como relacionar-se nesse saber (Brasil., 1997). De forma geral, os PCNs trazem as diferentes dimensões dos conteúdos e propõe um relacionamento com grandes problemas da sociedade brasileira, sem no entanto, perder de vista o seu papel de integrar o cidadão na esfera da cultura corporal. Os PCNs buscam a contextualização dos conteúdos da Educação Física com a sociedade que estamos inseridos, devendo a Educação Física ser trabalhada de forma interdisciplinar, transdisciplinar e através de temas transversais, favorecendo o desenvolvimento da ética, cidadania e autonomia." - (http://www.efdeportes.com/efd169/educacao-fisica-no-brasil-da-origem.htm)

Então, vejo que a educação física não trabalha apenas a questão esportiva em si! A educação física você ensina, além das capacidades físicas de certa pessoa, ensina também a trabalhar em equipe, isso é importantíssimo, pois se desenvolve na pessoa seu senso de cidadania com a comunidade e até mesmo no campo de trabalho.

Segurança, quando a pessoa realiza esporte, ela aprende as capacidades do seu corpo e descobre aquilo em que ela é boa, podendo ter relações até mesmo com as tarefas do cotidiano e entre outras coisas. Para aquele que acham Educação Física uma disciplina inútil, não sabem o que estão dizendo e perdendo nas próprias escolas!

Por Milla Miriane Vieira
em 26-01-2014, às 16h16.

O professor de educação física deve incentivar ao seus alunos à prática de atividade física, fazendo-os criar o prazer e o gosto pela práticca, de maneira que eles possam criar o hábito de um estilo de vida saudável e ativo. As aulas devem ser bem organizadas, criativas proporcionando desenvolvimento físico, cognitivo, motor e afetivo. Essas aulas devem prazerosas para as crianças, mostrando a elas que as atividades podem ser praticadas fora do ambiente escolar. Um professor que nãomotiva seus alunos não merece nem estar dentro de uma sala de aula.

Por Isabela da C. Cândido Salles
em 27-01-2014, às 00h58.

" A prática da Educação Física favorece, seja através do jogo, da dança, ou da ginástica o autocontrole, a autonomia, a socialização, a cooperação, o respeito as regras, o respeito as diferenças e limitações individuais, como também possibilita a transformação e a formação da personalidade e da cidadania (GRESPAN,199,P.28)"

Sendo assim pode-se dizer que a educação física possibilita a formação integral de um aluno, proporciona aos alunos diversidade de movimentos, ressalta-se então que cabe aos professores promover experiências formativas e agregar conhecimentos, através das expressões corporais. Trata-se de ensinar algo que se não for ensinado pela educação física, não será ensinado por nenhum outro componente curricular, tornando-se assim um fenômeno educativo.

"Na escola de acordo com o Coletivo de Autores (1992), a educação física é uma disciplina que trata, pedagogicamente, do conhecimento de uma área denominada de cultura corporal (...)

(...) e expressam um sentido/significado onde se interpenetram dialeticamente a intencionalidade/objetivos do homem e as intenções/objetivos da sociedade."

Por José Nelson Muller
em 04-02-2014, às 15h43.

O BRASIL POSSUI UM DOS PIORES ÍNDICES DE EDUCAÇÃO DO MUNDO.

 

Uma pesquisa elaborada pela Economist Intelligence Unit, coloca o Brasil em penúltimo lugar em um ranking sobre a qualidade da educação. Foram analisados 40 países, sendo que o Brasil ficou com a penúltima colocação, conseguindo com mérito vencer a Indonésia que ficou em ultimo lugar. Junto a isto, surge um relatório da Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) que foi elaborado em 128 países, onde novamente o Brasil esta bem colocado em sua tão merecida 88ª posição.

Diante desses e outros dados, podemos nos firmar no pensamento de que “com educação física não se brinca”. Claro que esses dados envolvem todas as disciplinas, demonstrando que existe um equivoco enorme nas linhas de pensamento literários formadores das políticas pedagógicas norteadoras da educação no Brasil.

Quando nos referimos a uma verdadeira Educação Física, estamos nos pautando em conteúdos específicos necessários e sem adentrar em outras disciplinas, pois não temos outras linhas de pesquisa a não ser conhecimento do corpo e conhecimento dos esportes. Deparo com planos de curso em que surge até envolvimento com meio ambiente ou conhecimento musical, o que em meu pensar foge muito a real educação física, pois para esses conhecimentos contamos com biólogos e profissionais de musica.

A educação física nos Estados Unidos segue uma linha sem regulamentação, no entanto em alguns estados as aulas são diárias e não se brinca o que se vê são praticas esportivas e conhecimento de anatomia, fisiologia e biomecânica, onde as crianças aprendem a ter sucesso e ser responsável. Se nos depararmos com a Educação Física em países da Europa, que seguem normas regulamentares, teremos um trabalho voltado ao corpo saudável onde os conteúdos se baseiam em conhecimento do corpo e dos esportes, sendo na teoria e na pratica, com maior tempo de pratica. Esses Países adicionam atividades motoras básicas, tais como andar, correr, saltar e lançar nos currículos dos primeiros anos de ensino e gradualmente é construído o currículo com base nestas capacidades de forma que possa abranger disciplinas desportivas mais complexas, tais como atletismo, ginásticas, handebol, voleibol, futebol, etc.    

     Contudo, no Brasil com esse modelo presente em nossa época, em que a escola reproduz os valores, o imaginário e as condições sociais dominantes do sistema cultural, termos sempre um aluno do ensino médio perguntando ao Professor de Educação Física, Vamos à quadra brincar de que Professor?

Por Roberto Affonso Pimentel
em 04-02-2014, às 17h26.

Olá José,

Em outra comunidade em que trata de Educação no Brasil deixei um comentário para você, aconselhando-o a frequentr e comentar no Blog do Arlindo: http://arlindolopesc.blogspot.com.br/. Trata-se de uma autoridade no assunto e com uma experiência reconhecida internacionalmente.

Quanto à Educação Física na Escola creio que sofremos de um mal do qual não nos apercebemos, o que dificulta buscar soluções. Se não identificamos as causas, como curá-las? Parece-me que o cerne da questão está no imblóglio educação física x esportes. Certamente outros vieses interferem, mas acredito que o tema central deva ser "O que ensinar"? "Como ensinar"? E, certamente, "Como convencer o mestre (e diretores) a buscarem um ensino de Qualidade".

As Universidades que poderiam contribuir para pesquisas e soluções, são apáticas e desinteressadas. Verdadeiro caos, especialmente na área da Pedagogia. Não há que se esperar nada delas. Sobram as autoridades e agentes esportivos que, na ausência de quem deveria contribuir para a sociedade, assumem o papel de intérpretes e salvadores da pátria, Assim é com o COB e outras instituições. Além disso, os políticos e seus agentes infiltrados nos ministérios, verdadeira curriola tratando de interesses pessoais quase sempre desonestos. Mesmo com algumas exceções trata-se de um quadro cuja reversão deverá exigir décadas para ser suplantado. Temos até deputados federais, vereadores etc.

Finalmente, no Brasil um ex-medalhista parece ter um peso na opinião pública muito acima do que um professor. Após sua aposentadoria - uma vez que a maioria não teve tempo para estudar - recebem um bônus para se aventurar na praça e formatar uma ONG, instituição, ou mesmo trabalhar no COB, verdadeiro penduricalho de ex-atletas. Contratam professores e traçam suas diretrizes e metas de atuação. Realizam palestras, escrevem(?) livros e vão por aí a enganar os passantes. Alguns criam franquias e o pobre do professor ingressa no negócio, contando com o "nome" do dono do negócio. No futebol, principal esporte, o técnico é chamado de "Professor e em muitas escolas o professor é chamado de tio". Que país é este?

De nada adianta enveredar por caminhos que não nos levem à solução do problema mais grave: Educação Física x Esportes nas escolas. Assim, talvez valha a pena conjugarmos esforços, pensamentos, ideias, e nos aventurarmos em inicitivas particulares na busca de remédios para nossos males. Sabemos de antemão que também outros países, mesmo os mais avançados em Educação, não resolveram os problemas da educação física e esportes para seus indivíduos. Nos EUA, embora não tenha o conhecimento necessário, tenho a ligeira impressão por depoimentos de professor brasileiro lá radicado, que o esporte universitário é a base de formação de atletas do país e, sendo assim, os campeonatos universitários são os mais importantes na área atraindo milhões de adeptos das mais diversas modalidades (não há clubes) e municiando as equipes profissionais. Dessa forma, desde tenra idade, as escolas públicas e privadas dão apoio à formação de base esportiva para que quando o aluno estiver na idade de ingresso na universidade consiga finalmente sua bolsa de estudos. A concorrência é inimaginária para tal acesso.

No Canadá, meu filho, professor de Física, foi selecionado para atividades esportivas, tendo escolhido o voleibol (certamente por causa do pai). No Japão, conforme depoimentos de nosso amigo cevenauta Edison, também ocorre o mesmo fato. Tenho depoimentos no Procrie de professores suecos e suas atuações nas escolas; em nada diferem dos problemas enfrentados no Brasil, até mesmo no tempo desperdiçado para a chamada de alunos.

Estou apresentando À CBV mais um projeto em que proponho às escolas uma solução a ser tentada inicialmente em determinado número delas para que se possa aquilatar e corrigir dificuldades. O protótipo seria realizado em um Núcleo no Rio de Janeiro com divulgação pela web. Vamos ver se consiguiremos convencer os dirigentes a nos apoiar nessa investida. Se não, tentaremos com outros, mas nunca desistindo.

Um abraço a todos e rezem! 

 

Por Edison Yamazaki
em 07-02-2014, às 11h40.

Muller,

Esse debate já vem de longe. Imagino que quase todos os professores de Educação Física sabem para que serve a Educação Física. O problema é que no decorrer do caminho, muitos abandonam aquela boa vontade inicial para enquadrarem-se no sistema, permitindo que as aulas ou treinos virem uma rotina maçante.

Educação Física é uma instrumento educacional como outra matéria qualquer, onde são utilizados outras ferramentas que não sejam apenas lousa, giz, cadernos e livros. Podemos dizer que é mais livre, mais rica, mais bonita. E deveria ser também mais prazeirosa, mais alegre, mais estimulante. Mas não é por razões ainda não bem definidas por todos nós. Assim como não estão bem definidas vários assuntos referentes à matéria. Uns acham que é auto-conhecimento corporal, outros puramente esporte, alguns como socialização e vários como uma mistura de todos eles.

Eu penso a Educação Física como um instrumento esportivo, que passa a ser educativo na medida em que as pessoas interam-se das regras escritas e nãos escritas.

Teria algumas coisas para falar sobre as diferenças da Educação Física brasileira e a japonesa, mas a conversa é longa

Para comentar, é necessário ser cadastrado no CEV fazer parte dessa comunidade. Clique aqui para entrar.


:-)





© 1996-2020 Centro Esportivo Virtual - CEV.
O material veiculado neste site poderá ser livremente distribuído para fins não comerciais, segundo os termos da licença da Creative Commons.