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Educação Física no Presidio Feminino. Universidade Estadual da Paraiba



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Projeto desenvolvido por alunos de Educação Física melhora qualidade de vida de apenadas do Serrotão

Mais uma vez a Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) transpôs os seus muros e vem transformando conhecimentos em serviços gratuitos, desenvolvidos como forma de garantir dignidade e cidadania as apenadas da penitenciária feminina do Serrotão em Campina Grande. O projeto de extensão “A Influência da Atividade Física na qualidade de vida das mulheres encarceradas”, desenvolvido por professores e alunos do Curso de Educação Física da Instituição, tem contribuído para melhorar a qualidade de vida das apenadas do Serrotão.

As atividades acontecem todas as terças e quinta-feira, a partir das 15h. De acordo com a professora Gorete Lisboa, as atividades têm contribuído para melhorar a qualidade de vida de parte da população carcerária. Em média, professores e alunos do curso de Educação Física permanecem por duas horas no presídio, ajudando as detentas a melhorar a sua auto estima.

Cerca de 40 mulheres participam das atividades e a intenção da coordenação do projeto é expandir ainda mais este ano, beneficiando mais apenadas. Coordenado pelos professores Gorete Lisboa, Jozilma Gonzaga e Eugênio Eloi, que também é chefe do Departamento de Educação Física, conta com a presença de estudantes como Jéssica Almeida e Anderson da Silva também do 7º período; Paloma Souza, do 3º período; Walter Lucas, do 5º período; e Joyce Fernandes, do 6º períodos.

Algumas detentas  revelam que antes nunca havia praticado nenhuma atividade física e o projeto da UEPB lhe incentivou. O projeto “A Influência da Atividade Física na qualidade de vida das mulheres encarceradas” foi implantado em novembro de 2012, quando, a partir de então, os alunos passarão a desenvolver atividades físicas, avaliações e atividades sócio culturais com as apenadas.

Segundo os professores José Eugênio, Goretti Lisboa e Jozilma Gonzaga, além dos projetos já desenvolvidos, a coordenação do programa prevê a criação de um grupo de dança com as apenadas, objetivando a ressocialização e apresentações em eventos socioculturais. Estas atividades foram planejadas a partir de solicitação da direção do Presídio Feminino.

Seminário – No próximo mês de junho, os professores coordenadores do projeto irão realizar um simpósio sobre saúde, atividade física e qualidade de vida, para as apenadas. O simpósio tem o objetivo de discutir e envolver as detentas nas questões relacionadas à temática, bem como a apresentação dos resultados da pesquisa e das atividades de extensão por parte dos alunos de iniciação científica e estagiários de extensão.  Os temas que serão discutidos envolvem saúde da mulher, atividade física e qualidade de vida.

http://www.uepb.edu.br/projeto-desenvolvido-por-alunos-de-educacao-fisica-melhora-qualidade-de-vida-de-apenadas-do-serrotao/

Comentários

Por Renata Cristina Batista Ribeiro
em 19-01-2014, às 11h30.

Uma ótima iniciativa, pois elas tem a chance de praticar esportes e participar de atividades sócio culturais enquanto estão encarceradas, ajudando na recuperação e ajudando elas também a enxergar de modo diferente e melhor o mundo aqui fora, pensar e repensar no que fizeram de errado pra quando saírem não cometerem os mesmos erros..    Eu acho que elas tendo a oportunidade de praticar esportes, tendo um momento de descontração na cadeia ajudará muito elas a se tornarem pessoas melhores no futuro, e elas perceberem que tem coisas muito melhores para se fazer do que cometer erros e ficarem presas. Despertar o interesse de ser 'livre' e desfrutar da vida la fora da melhor maneira possivel...

Por Guilherme de Almeida
em 28-01-2014, às 14h25.

Quando pensamos em reabilitação social do indíviduo, a Educação Física parece ter amplas possibilidades. Demontrando a utilidade do esporte e outras práticas, é possivel contribuir para a reconstrução do ser, oferencendo caminhos para inserção social.

Por Aline Alves Vieira
em 28-01-2014, às 16h38.

A prática de atividades físicas é uma das práticas mais democráticas observadas no contexto social. É praticado por pessoas das mais diversas classes sociais, cidades, estados, países e desta forma so torna acessível a populção que se interessa pela. 

O fato de levarem o esporte para as presas se torna uma forma nobre de inclusão, considerando a preocupação na melhoria do estilo de vida daquelas mulheres que ali se encontram. O esporte já transformou vida de inúmeros jovens que se afastaram do mundo das drogas e do crime, portanto se esse projeto ganhasse parcerias ou fosse adotado pelo governo federal, quem sabe a taxa de reincidência de mulheres criminosas possa diminuir, causando então, melhorias para a família dessas mulheres e para a própria sociedade em si.

Por Gretilaine Nunes Peris de Oliveira
em 15-07-2014, às 10h17.

Proporcionar esta vivência para este público é de extrema importância. As pessoas se preocupam com sua inserção novamente na sociedade oferecendo trabalho e cursos de qualificação. A idéia das atividades físicas no presídio vem trazer qualidade de vida e desenvolvimento das detentas no âmbito do relacionamento social.

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