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Atleta na Escola, Que Não Ensina Esporte



                                                                Artigo publicado no blog do José Cruz, em 8/11/2015 - http://josecruz.blogosfera.uol.com.br/2015/11/atleta-na-escola-que-nao-ensina-esporte/

 

O programa Atleta na Escola programa foi criado mais pela necessidade de prestar satisfação à sociedade, em virtude da proximidade da Olimpíada Rio 2016, do que dar consistência à formação esportiva e cultural aos milhões de escolares brasileiros

A ação, criada e elaborada nos gabinetes de Brasília, não é suficiente nem me parece a mais adequada para superar a necessidade do acesso à pratica esportiva e, especialmente, da apropriação do conhecimento dos conteúdos do esporte pelos escolares, de forma regular e sistematizada.

Penso que a forma como o “Atleta na Escola” foi idealizado, de forma irrefletida e descontextualizada, não considerou a realidade das escolas, tanto no que se refere às instalações e equipamentos quanto ao currículo escolar da educação física, que não privilegia os conteúdos do esporte, nem mesmo o esporte como componente extracurricular.

Qualificação dos professores

Outra lacuna importante é a deficiente qualificação dos professores, na maioria dos casos, e falta de atualização sistemática desses para atuar no esporte. Quantos professores estão qualificados para preparar um escolar para participar de uma prova de 3000m? Esta é uma das provas da modalidade de atletismo previstas no programa. Correr essa distância em determinada ocasião é muito diferente de participar de competições, que exige uma preparação adequada e sistemática. Além disso, a prova pode significar um risco potencial para a saúde do escolar e é recomendável uma avaliação clínica pré-participação.

Entender essa questão fica mais fácil se compararmos com o “aluno atleta” da Olimpíada de Matemática. Ele estuda essa disciplina durante todo o currículo escolar. Pode até ter reforço com objetivo na participação, mas a aprendizagem ocorre no dia-a-dia. Isso não ocorre com o esporte, que não é suficientemente ensinado, aprendido ou vivenciado nas aulas de educação física, quando acontecem, nem nas atividades extraclasse.

Apesar disso, o programa estabelece a realização das etapas escolar, municipal, estadual, até a fase nacional, como se a realidade das milhares de escolas no país que aderiram à ação estivessem em condições de responder, razoavelmente, às metas estabelecidas. Essa não é a realidade.

Investimentos

Os dados que pesquisei sobre o investimento e participação das escolas e alunos no programa, em 2014, deixaram algumas dúvidas. Por exemplo, quantos dos 4,1 milhões de participantes (18% de escolares da rede pública) chegaram à fase estadual e à fase nacional nos Jogos Escolares da Juventude? Para o investimento de R$ 70 milhões (R$ 1mil por escola; R$ 3,00 por aluno inscrito) é preciso avaliar o resultado do investimento. Assim como outros programas oficiais, a população não tem conhecimento da relação custo/efetividade dos mesmos. Não divulgaram se as metas foram alcançadas ou não. O aumento no número de inscrições de escolas e de atletas não significam, por si só, a qualidade do programa.

Existem acordos com as Confederações para se responsabilizarem pela capacitação dos professores das escolas que aderirem ao programa. É o caso da CBAt (Confederação Brasileira de Atletismo). Parece-me que essa não é tarefa das confederações. Ouvi, de pessoas do Ministério do Esporte, que “programas de qualificação deveriam ser de responsabilidades de treinadores e não de professores”. Então a ideia vai se confirmando sem nenhuma avaliação crítica da questão. Há uma questão, inclusive, de viabilidade. As confederações não possuem quadros para isso.

A extinção ou não realização do “Atleta na Escola” em 2015, seja pelo motivo que for, pode representar um bom momento para refletir sobre os temas apontados aqui e buscar alternativas mais producentes para assegurar o acesso à prática e à aprendizagem do esporte por milhões de escolares no país.

 

 

 

 

 

Comentários

Por Roberto Affonso Pimentel
em 09-11-2015, às 11h43.

Grato Aldemir, Muito lúcidas suas observações. 

Disseram-me certa feita para enviar ao MEC e Min. Esporte o projeto que idealizei. Refutei imediatamente, pois NÃO desejo me juntar áqueles que nada sabem, ignoram completamente o seu ofício e se perpetuam em cargos politizados ao extremo. 

Na área esportiva, o professor é o tio, e o treinador - especialmente de futebol -  é o professor. Que país é esse? Lembro-me a cada instante do discurso de Rui Barbosa: "De tanto ver triunfa as nulidades...[...], sinto vergonha de ser honesto"!

Busco a todo instante parceria com pessoas que, como você, alevantam a voz para denunciar tantos desmandos e incompetências. Veja no Procrie - www.procrie.com.br/ - a série que estou postando sobre o meu novo projeto, cujo tema é o LEGADO OLÍMPICO. Trata da  construção conjunta de um currículo para a educação física e esporte nas escolas, principalmente públicas, em que destaco a importância da formação de BONS PROFESSORES, independentemente de seu históirico esportivo.

Estou preparando-me para uma entrevista com gestores educacionais da Funcação Lemann para tratar do assunto. Quanto mais comentários e opiniões, mais enriqueceremos o trabalho que é de TODOS NÓS. Pelo menos, os mais conscientes e informados. Basta nos engajarmos por uma causa que eles não sabem como fazer.

Abraço. 

Por Laercio Elias Pereira
em 10-11-2015, às 08h48.

Profs. Dema e Pimentel, Cevnautas,

Essa sacada marqueteira de fazer peneirão é velhíssima. Ela não está nem aí para a Educação Física na Escola. Aliás, atrapalha. Teve um "Projeto Brasil(sic)" no início da década de 70 (sim, no embalo do "Pra Frente Brasil") patrocinado por um refrigerante que alavanca promove a diabetes, cáries e obesidade até hoje.

Os custos, e esse número assombroso de 4,1 milhões de participantes, me fazem lembrar de um projeto de atletismo que recebemos para analisar na SEDEL, do Maranhão, antigamente. Era um projeto para ser realizado em São Luis que envolveria 5 mil alunos. Custo por aluno baixíssimo, argumentava o homem da contabilidade. Pena que, aos 100 atletas, o responsavel pelo projeto tinha incluido os alunos participantes das torcidas.

Não tá parecido?

Laércio

 

Por Caroline Hosken Caldeira
em 15-01-2016, às 17h13.

A realidade é que a Educação Física escolar sob subordinação do esporte, se conforma em servir como base para futuros atletas e a questão cultural, salutar se é que existe fica em segundo plano.

Por Caroline Hosken Caldeira
em 15-01-2016, às 17h14.

Completando o comentário anterior o professor se torna o técnico e o aluno o atleta.

Por Roberto Affonso Pimentel
em 15-01-2016, às 19h01.

Caroline,

A composição de Grupos de indivíduos é algo salutar, uma vez que propicia variadas oportunidades de crescimento e comprometimento na conquista de objetivos. É o social e o compartilhamento de ideias e informações. Mais ainda, propicia um crescimento pessoal, da personalidade e emoções. Um especialista em psicologia poderá melhor dizer.

O quê fazer?  Quais são as causas do problema?  Como resolvê-los?

 

Avaliando nossa própria competência: heurística e ilusões.  A Ilusão da Competência

Criando problemas... Buscando soluções

 

        Método...  Solução de problemas e construção de projetos

Questões – fictícias ou reais – é o ponto de partida do aprendizado

Alunos vivenciam e buscam soluções

Inserem-se criatividade e habilidades sociais

 

Formas de contemplar Piaget em seu construtivismo, e acolher Vygotsky com a zona de desenvolvimento proximal. 

·      Didática...  Heurística de Pólya

Quando não se consegue resolver um problema, crie outro de fácil solução.

 

Organização em GRUPOS a partir das primeiras lições – duas cabeças pensam melhor do que uma.

Por Roberto Affonso Pimentel
em 16-01-2016, às 09h01.

Caroline e demais professores,

Um professor afeta a eternidade, ele nunca sabe em que ponto cessa sua influência.

Atentem para o que foi ventilado pelo José Cruz a respeito da qualificação de professores, e pela nossa cruzada em favor de uma Formação profissional dos mesmos. Reputo como causa primária o currículo das universidades, especialmente a de Educação, responsável pela formação pedagógica dos acadêmicos. A negligência se estende à Educação Física, e assim está composto o quadro histórico da formação de professores no Brasil: completo desconhecimento de práticas pedagógicas – didática – no dia a dia. O conformismo é de parte a parte entre os que fingem ensinar e aqueles que não querem aprender. 

- Como pode alguém ensinar aquilo que não sabe?

- Como transformar em praxia conceitos da psicologia pedagógica ou, modernamente, da ciência neural (mielina)?

Enfim, sabemos todos o que fazer; o problema é como fazer!

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Diferença entre um Professor e um Treinador

Recapitulemos a conduta para professores apregoada por Jean Le Boulch a respeito dos jogos competitivos em Rumo a uma Ciência do Movimento Humano:

Em educação é necessário tender a sobrepujar o espírito competitivo cultivando o espírito de competição. O papel do adulto na direção dos jogos coletivos seria frutífero para o desenvolvimento social da criança se ele fixasse para si como objetivo a regulação das relações interpessoais no seio do grupo. Às vezes, ao contrário, ele tende a representar um papel de conselheiro técnico que tenta ensinar à criança as modalidades de práticas adultas. Essa atitude apresenta um triplo inconveniente no plano de formação:

  1.  Propõe à criança formas de comportamento que lhe são heterônomas e aplicadas de fora de modo diretivo e, muitas vezes por adestramento.
  2. Embaraça a criança em suas próprias buscas no plano do ajustamento motor à situação, quanto no plano da relação com outrem, pois o instrutor centraliza sobre sua pessoa toda a relação e, por conseguinte, é naturalmente levado a um tipo de pedagogia autoritária.
  3. Não permite a descoberta de outrem e a experiência vivida das relações interpessoais. É, portanto, mais a aprendizagem de certo conformismo, e até de um formalismo, do que o ingresso à verdadeira socialização.

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Informem-se mais... Aprender a Ensinar/ Valor educacional do esporte

 

Por Samuel Augusto Gois
em 26-01-2016, às 14h21.

Entendemos que a Educação Física escolar perde uma oportunidade preciosa de prestar um serviço relevante à sociedade, quando não oferece uma proposta consistente, atualizada

e articulada com algum interesse social que supere o ativismo inconseqüente do fazer por fazer. Deve ela incorporar hábitos saudáveis, dando sentido crítico aos seus conteúdos e estimular o

desenvolvimento de uma maior consciência corporal nas pessoas, fundamentada em conhecimentos e métodos científicos.

Por Rômulo Fenandes Ferreira
em 02-02-2016, às 10h49.

Vejo a Educação Física escolar , mais como uma formadora de cidadãos do que atletas de alto nível. O  papel do esporte no ambiente escolar é fazer com que o aluno vivencie o esporte, podendo se tornar atleta fora dela ou não, mas , o foco principal deve ser o de ensinar ao aluno através de praticas esportivas  que ele tem direitos e deveres. O esporte usado dessa forma , acredito que seja tão eficaz quanto aulas de outras matérias, pois o aluno vive na prática , esse sim deve ser o papel da Educação Física escolar.

Por Roberto Affonso Pimentel
em 16-02-2016, às 18h04.

Aos novos e aos já calejados professores de Educação Física e Esporte,

Creio que é válido denunciar, comentar e discutirmos as diversas situações que impedem um pleno desenvolvimento das atividades físicas e do movimento, especialmente quando se trata de crianças. Inclusive, dever-se-ia cultivar um respeito muito grande pelos indivíduos que se dedicam à sua educação. A tal ponto, que seus principais intérpretes deveriam ser os mais experientes, com muitos anos de prática... e estudos. O que não se apercebem os mestres, os formadores de novos professores, é que os currículos universitários não deixaram de ser jurássicos. Assim, como será possível formar professores comprometidos com o conhecimento e a prática de ensino em pleno século XXI?   

[...]  “Existem acordos com as Confederações para se responsabilizarem pela capacitação dos professores das escolas que aderirem ao programa [...] “Parece-me que essa não é tarefa das confederações. Ouvi, de pessoas do Ministério do Esporte, que “programas de qualificação deveriam ser de responsabilidades de treinadores e não de professores.” [...]

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O caso na Confederação Brasileira de Volleyball – CBV

Ela ostenta a conquista do ISO - International Organization for Standardization – um reconhecimento internacional em gestão de qualidade. Ao que parece, deve ser pela excelente posição no rangking da Fivb.  

Tive que brigar e ter muita paciência para que aceitassem definitivamente o mini voleibol. Inicialmente, um funcionário categorizado, muito próximo do Nuzman, dizia que NÃO era atribuição da Confederação estimular e desenvolver o esporte entre crianças. Isto, mesmo depois de a própria CBV enviar o representante do Conselho Técnico ao 1º Simpósio Mundial de Mini Voleibol, em Ronneby, (Suécia, 1975). Em 1972, o mesmo  Conselho exprimira resolução de incentivo à prática do voleibol por crianças do mundo inteiro, pois o seu futuro dependeria do interesse que lhes fosse ofertado. Tentei uma vez mais, em 1984, um convênio com a AABB-Rio e CBV no sentido de criar um Centro de Referência (e Estudos) com intuito científico e irradiação pelo país de novos métodos e técnicas de ensino. Uma vez mais “bombardeado” pela mesma pessoa. Tempos depois, trabalhando no programa Viva Vôlei a convite do Ary, pude observar o desprezo que os técnicos de voleibol profissionais têm com o professorado. Para eles, o professor de educação física lotado em escola é simplesmente um despreparado para o ensino do vôlei, e portanto, um indivíduo que “não é do ramo”. Como se eles soubessem como ensinar a uma criança!

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[...] “Então a ideia vai se confirmando sem nenhuma avaliação crítica da questão. Há uma questão, inclusive, de viabilidade. As confederações não possuem quadros para isso”.

Desde 1975, a CBV tinha como presidente (e única pessoa) do Conselho de Treinadores o Comandante (Marinha) Célio Cordeiro Filho, convidado pelo recém empossado presidente Carlos A. Numan. Célio faleceu recentemente e prestou serviços relevantes ao esporte. Todavia, a nosso ver cometeu um erro, que não só é dele, mas das demais federações mundiais: obedecem e seguem à risca a “cartilha” da Fivb em relação aos cursos e formação de treinadores, todos de sua alçada. Para a realização de cursos no Brasil passaram a ser, então, selecionados determinados treinadores - professores ou não -  em alguns estados que se comprometiam a seguir a “receita de bolo” apostilada durante os cursos (talvez em tempo máximo de 8 dias).  A prova final, chamada de avaliação, sempre me pareceu um”faz de contas”.  Parece-me  que, atualmente, com a criação da “Univolei”  tenha mudado algo, muito embora permaneça cético quanto à suja profundidade, pois tinha caráter de “fonte de recursos”, uma rubrica imprópria para uma “entidade sem fins lucrativos”. E finalmente, creio que somente destinado ao “alto nível”. Na Formação (nívei mais baixo), nunca houve seriedade de propósitos (no meu entendimento).

Se não se consegue uma boa administração na até então mais afamada confederação, que dirá nas demais.

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[...] Assim como outros programas oficiais, a população não tem conhecimento da relação custo/efetividade dos mesmos. Não divulgaram se as metas foram alcançadas ou não. O aumento no número de inscrições de escolas e de atletas não significam, por si só, a qualidade do programa.[...]

Certamente, a igreja e o pastor estão satisfeitos com os eventos e que venham outros mais. Para os incompetentes – e corruptos – a medida “estatística” é a melhor forma de ludibriar os ignorantes indivíduos que os cercam e, se engajados nas mamatas, os aplaudem ao invés de denunciá-los.    

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[...]”Buscar alternativas mais producentes para assegurar o acesso à prática e à aprendizagem do esporte por milhões de escolares no país”.

Buscar em que lugar?

Isto tudo para dizer aos novos professores e acadêmicos como funcionam as instituições esportivas e governo(sic) no Brasil. Quanto a imaginar que jogos estudantis, universitários vão estimular o esporte, sou francamente contra. O investimento não deve ser feito em treinadores (ex-jogadores) e curiosos, mas nos professores escolares. Todavia, há que se “sacudir” o ensino universitário e, inicialmente, cuidar de uma formação mais profunda e honesta dos futuros professores. Especialmente, para os que se propõem atuar junto a crianças.

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Poderão ter uma ajudinha no Procrie. Basta clicar aqui. Eu, pelo menos, estou me mexendo. E VOCÊS?

 

Por Roberto Affonso Pimentel
em 18-02-2016, às 16h42.

Caros amigos,

E já agora a pérola da deputada goiana... que se cuidem todos, não só quem nela votou. Pode fazer mais estragos paa as novas gerações do que o mosquito atual. Teríamos superado os japoneses no fabrico de robôs? Já vi notícias do adestramento de crianças com tenra idade em exercícios acrobáticos na China.

Importância do Jogo no Desenvolvimento da Criança

A sociedade influindo no comportamento do homem fez LEWIN dizer, em 1942, “que toda constância cultural está baseada no fato de que as crianças, desenvolvendo-se de maneira a se integrarem nessa cultura, são doutrinadas e formadas em sua tenra infância de tal forma que seus hábitos se fixam para o resto da vida”.

No seio das sociedades primitivas, os esforços comuns de todos os membros do clã eram quase inteiramente dedicados a arrancar à natureza o que fosse necessário à vida e a defender-se contra os cataclismos naturais. O essencial da atividade humana permitia estritamente manter a vida.

O desenvolvimento do maquinismo – especialização - entre operários trouxe muito cedo uma diferenciação  em diversas profissões e atividades, reduzindo seus praticantes a um  simples  automatismo gestual. Nascera o homem-máquina, o operário-robô e, com a ajuda da ciência, o atual atleta-robô.  O desenvolvimento do maquinismo permitiu  a objetivação do dualismo cartesiano: a despersonalização da tarefa do operário separava cada vez mais claramente os aspectos intelectuais dos aspectos manuais do trabalho, inculcados muito frequentemente sob a forma de dril, ou seja, saber fazer por partes.

O estudo objetivo do movimento humano como tradução da conduta de um homem total nos permite salientar um aspecto pragmático ou utilitário do movimento, e um aspecto lúdico. 

Leia mais: LE BOULCH, Rumo a uma ciência do movimento humano. 

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Deputada de Goiás quer bolsa atleta para crianças de 8 anos de idade

Daniel Brito -  17/02/2016  Crédito: Divulgação/Câmara

No apagar das luzes de 2015, a deputada Flávia Morais (PDT-GO) conseguiu aprovar na Comissão de Esporte na Câmara dos Deputados seu projeto de reduzir para 8 anos a idade mínima para que um atleta possa receber a bolsa atleta do Ministério do Esporte.

O projeto original, de autoria do deputado Laércio Oliveira (SD-SE), fixava em 14 anos para se tornar apto a receber o benefício Mas a parlamentar de Goiás reduziu para uma faixa etária que as crianças mal decidiram qual esporte querem praticar e que dificilmente se encontra campeonatos até mesmo em nível estadual no país. “Ao diminuir a idade, o objetivo é aprimorar a formação dos futuros atletas, notadamente os de idade escolar. Porque quanto antes for iniciada a pratica desportiva, mais eficiente será o treinamento e maior oportunidade de obtenção de títulos no futuro”, justificou Flávia Morais, durante sessão da Comissão de Esporte da Câmara, em 16 de dezembro, na última audiência do ano.

As crianças a partir dos 8 anos contempladas passariam, portanto, a receber mensalmente R$ 300 da União para manter-se praticando esportes. “Como se trata de uma bolsa para incentivar a prática esportiva, não há impedimento legal, pois não está vinculado a contra-prestação”, argumentou a parlamentar.

O bolsa atleta do Ministério do Esporte completou uma década de existência no ano passado e beneficiou mais de 6 mil atletas em 2015, desde o nível escolar (a partir dos 14 anos), com R$ 300 mensais, até o nível  olímpico/paraolímpico, com R$ 3.1 mil por mês. O programa investiu cerca de R$ 160 milhões apenas em 2015.

O projeto de Flávia já venceu a primeira etapa sem objeção, que foi a aprovação  na Comissão de Esporte. Tramitará agora nas comissões de Finanças e Tributações, Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara. 

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Por Glauber Starling de Alencar
em 15-03-2016, às 18h42.

Os governantes do Brasil insistem em ver o esporte como um meio para se fazer propaganda política. Gastam dinheiro em projetos mal pensados e pouco elaborados, desperdiçando dinheiro e a chance de promover e incentivar o crescimento à prática de esportes e atividades físicas no país, visando não a propaganda política, mas a saúde e o bem estar do cidadão brasileiro.

Por Thales de Almeida Antunes
em 31-05-2016, às 17h12.

Infelismente, no Brasil, deixa-se de lado a profissionalidade e a valorização dos conhecimentos adquiridos através de estudos, prevalecendo os interesses particulares e conhecimentos do senso comum. Isso concerteza interfere na vida da população que está sujeita a irresponsabilidades de governantes nesse caso discutido nesse tópico, pois apesar de as universidades terem uma tecnologia de ponta, os benefícios que chegariam para trazer uma melhor condição de vida para as pessoas não chegam.

Por Matheus Martins Grossi Costa
em 31-05-2016, às 23h25.

Por mais que esse projeto não tenha tanta eficácia no meio escolar e mesmo vendo que sua criação foi apenas pela proximidade das olimpíadas, vejo que sua importância é de fato apresentada quanto em relação ao esporte. Mesmo que a escola não tenha de certa forma uma infraestrutura investida para tal, podemos ver um avanço ao estímulo da atividade física nesse ambiente.

A não preparação de um profissional na área acaba implicando na má utilização desse projeto, visto que durante sua execução eles não terão tanto retorno do escolar, pois nem todos já tiveram tal participação na área de exercício. Basta ressaltar tais perguntas, será que após as olimpíadas, se esse projeto ainda existisse, ele teria validade? Será que a infraestrutura ainda seria ofertada pelo governo? Será que os alunos ainda teriam a espontaneidade da participação?

Por Arthur Silva
em 13-06-2016, às 15h54.

Além dos métodos arcaicos de "peneira", que consequentemente exclui vários escolares da educação física, também os desmotivando a prática de atividades físicas. O famoso "rola bola" que ocorre em algumas instituições, prejudica o desenvolvimento das ações do educador físico, acredito que seja necessário maior reflexão na didática esportiva, para que a tal abranja um intuito agregativo e favoreça a consciência de que o esporte vai além da competição.

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