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Rendimento Acadêmico de Atletas Universitários



Boa tarde pessoal,

 

Estou realizando pesquisas no mestrado que envolve o rendimento acadêmico de atletas universitários bolsistas, onde procuro me certificar dos reais motivos que levam tal grupo de alunos a reprovar em seus cursos ou abandonar os estudos. 

Caso alguém tenha conhecimento de algum estudo similar, por gentileza, compartilhe.

 

Abraços!!!

Comentários

Por Roberto Affonso Pimentel
em 13-04-2013, às 08h04.

Ricardo,

O Brasil é muito grande e possivelmente com características regionais que certamente influenciarão seu trabalho. Não deixe de citar, então, a que região, cidade ou comunidade objeto de seus estudos e entrevistas. Feita a ressalva, identifique o maior número de protagonistas que influenciam comportamentos na área. O maior deles, o Governo que concede as bolsas.

Interpretação das entrevistas - Aconselho muito cuidado, pois nem sempre o que dizem é o que pensam. Poderá encontrar subsídios de especialistas em "O Código Cultural", Clotaire Rapaille, ed. Campus/Elsevier; e "Rápido e Devagar, Duas Formas de Pensar", Daniel Kahneman, ed. Objetiva.

Dicas:

1) Entreviste a direção da universidade e o seu coordenador esportivo, pois são os responsáveis pela "contratação" dos atletas bolsistas; 2) Como o fato só ocorre nas particulares, cuidado nas conclusões das entrevistas, uma vez que os gestores estão pouco preocupados com o rendimento escolar, mas sim com a visibilidade da sua instituição; 3) Como o tema é abrangente, não deixe de lado as instituições públicas com suas características próprias, mas não excludentes; 4) Aconselharia, também, alguns estudos sociológicos para que construa uma visão da comunidade envolvida. p.ex. a prerrogativa de o governo (MEC) delegar a concessão na falsa ilusão de incentivar o esporte universitário; 5) No que se refere às universidades públicas, historicamente constatará que o esporte estava centrado nas Escolas de EF; 6) Seria interessante também a opinião de dirigentes da CBDU. 

Na prática, já entrevistei o reitor da UFSC, da UDESC, inclusive acompanhado do diretor da EF, fui "convidado" (e aceitei por pouco tempo) ser aluno bolsista em duas instituições no Rio, motivo pelo qual até hoje me envergonho, e acho um disparate o sistema. Aliás, há pouco tempo li na imprensa que um ex-jogador de futebol, atualmente deputado, estaria matriculado e cursando Ed. Física em uma universidade particular. Seria uma boa entrevistá-lo atualmente. Tente descobrir alguém que tenha concluído o curso a que se propôs a frequentar e o resultado prático para a sua vida.

Quem ganha com tudo isto? A resposta a esta indagação pode ser a conclusão de seu trabalho. Fica a critério!  

Por Deborah Palma
em 15-04-2013, às 07h32.

Ricardo,

asseguro-lhe que não encontrará nada. Há cerca de oito anos, fiz aqui na Universidade uma pesquisa semelhante, mas sem caráter acadêmico e sim, administrativo. Dela obtive o resultado de que alunos com bolsa atleta, respondem melhor às obrigações financeiras,bem como procuram estudar mais para não ficar de DP, já que na minha instituição eu vinculei a bolsa ao rendimento acadêmico. Infelizmente, como já se passou muito tempo, não tenho mais os resultados, no detalhe.

 

Por Roberto Affonso Pimentel
em 15-04-2013, às 09h35.

Ricardo,

Não desista! Ainda mais quando sabemos que estamos em um país sem memória. Poderá realizar consultas no Google e ter algum subsídio.

1. Wikipédia: Não deixe de mencionar o passado. Então linque-se a "Jogos universitários brasileiros", em que podrá descortinar o seu histórico, quando eram raras as bolsas.

2. No site  http://ultimosegundo.ig.com.br/educacao/faculdade+por+conta+do+esporte/ o artigo de Cinthia Rodrigues "Faculdade por conta do esporte", poderá contribuir com algo.

Busque mais com pertinência e encontrará.

Boas leituras! E avise-me quando da conclusão, pois gostria muito de ver o seu trabalho.

Por Ricardo Antonio Torrado de Carvalho
em 15-04-2013, às 15h47.

Olá mestres...

 

Muito obrigado pelas orientações.

Fiz uma busca nos artigos da CAPES, Scielo e Efdeportes. Encontrei alguns estudos similares no âmbito escolar (não universitário). Entretanto, o baixo rendimento e a própria evasão de atletas bolsistas na IES em que eu trabalho é grande. 

É interessante. No início parecia que a resposta era óbvia: falta de tempo devido aos compromissos esportivos. Mas depois de algum tempo convivendo com atletas bolsistas, tenho lá minha dúvida se esta é uma verdade universal. Creio ter algo oculto que motiva os atletas a desconsiderar oportunidades de estudos. É nisso que me apego, em descobrir as verdades (pelo menos na IES que eu trabalho).

As pesquisas serão fundamentais, e certamente terei que administrar algumas situações.

Grato pelas indicações professores.

Grande abraço.

Por Roberto Affonso Pimentel
em 16-04-2013, às 15h12.

Ricardo,

Mais do que administrar suas pesquisas, é importante que estude e leia os assuntos tratados nos livros que indiquei - "O Código Cultural", Clotaire Rapaille, ed. Campus/Elsevier; e "Rápido e Devagar, Duas Formas de Pensar", Daniel Kahneman, ed. Objetiva - ou similares.

É muito difícil interpretar o que dizem os entrevistados sem conhecer as nuances do cérebro. Além disso as leituras lhe farão bem!

  

Por Ricardo Antonio Torrado de Carvalho
em 16-04-2013, às 18h29.

Sim professor Roberto...certamente aproveitarei suas sugestões.

No mestrado indicaram alguns livros neste sentido, de compreensão do pensamento.

Entre eles estão Método Judaico para Solução de Problemas (Nilton Bonder) e Discurso do Método (Descartes).

 

Grande abraço...

Por Roberto Affonso Pimentel
em 17-04-2013, às 12h15.

Ricardo,

Acrescento que a obra "Rápido e Devagar" foi adjetivada no Financial Times como uma obra-prima.

Veja alguns tópicos contemplados em suas 609 páginas:

  • Uma visão inovadora sobre como nossa mente funciona e como tomamos decisões.
  • A tomada de decisão é uma crença ilusória; estamos sempre expostos a influências que podem minar nossa capacidade de julgar e agir com clareza.
  • Nossa mente funciona de duas formas: uma rápida e intuitiva, e outra devagar, porém mais lógica e deliberativa.
  • Por que o medo de perder é mais forte do que o prazer de ganhar?
  • Por que assumimos que uma pessoa mais bonita será mais competente?

O autor desenha um mapa do nosso modo de pensar e oferece métodos para combater os erros que cometemos de modo inconsciente e para melhor aplicar a nossa capacidade de raciocínio analítico.

Por Roberto Affonso Pimentel
em 17-04-2013, às 12h15.

Ricardo,

Acrescento que a obra "Rápido e Devagar" foi adjetivada no Financial Times como uma obra-prima.

Veja alguns tópicos contemplados em suas 609 páginas:

  • Uma visão inovadora sobre como nossa mente funciona e como tomamos decisões.
  • A tomada de decisão é uma crença ilusória; estamos sempre expostos a influências que podem minar nossa capacidade de julgar e agir com clareza.
  • Nossa mente funciona de duas formas: uma rápida e intuitiva, e outra devagar, porém mais lógica e deliberativa.
  • Por que o medo de perder é mais forte do que o prazer de ganhar?
  • Por que assumimos que uma pessoa mais bonita será mais competente?

O autor desenha um mapa do nosso modo de pensar e oferece métodos para combater os erros que cometemos de modo inconsciente e para melhor aplicar a nossa capacidade de raciocínio analítico.

Por Ricardo Antonio Torrado de Carvalho
em 17-04-2013, às 21h08.

Muito obrigado professor...pela atenção e indicações.

 

Terei o prazer de compartilhar a pesquisa.

Por Edison Yamazaki
em 19-04-2013, às 00h04.

Ricardo,

Pelo tempo em que estou fora do Brasil não tenho nenhuma informação que possa lhe ajudar.

Escrevo somente porque achei interessantíssimo o Roberto e a Debora colaborarem com o seu trabalho dando sugestões.

Admiro pessoas que ajudam ao próximo e que se interessam pelos projetos alheios. 

Achei a abordagem do seu estudo muito bacana e espero que tenha todo sucesso.

Mesmo sem ter nada de interessante neste momento, deixo aqui minha admiração por algumas pessoas deste espaço.

 

 

 

Por Ricardo Antonio Torrado de Carvalho
em 22-04-2013, às 21h55.

Olá Edison..

 

Sim...o Prof. Roberto e a Profa. Débora sempre colaboram com opiniões e sugestões.

Obrigado pelo registro.

 

abraços,

Ricardo Torrado

Por Roberto Affonso Pimentel
em 23-04-2013, às 08h45.

Senhores Professores,

Como é gratificante poder ajudar as pessoas em seus afazeres! Como bem poderão aquilatar no Procrei (www.procrie.com.br/missão/) estaremos em prontidão para debater e construirmos juntos uma melhoria considerável na Educação.

Parece que chamam a isto Compartilhar ideias e informações. Creio firmemente que dessa forma teremos em alguma época a Qualidade tão almejada. Como não podemos ainda influir nos currículos universitários, esmeremos em prestar coorientação aos mais jovens.

Este é um serviço a que não me furto. Sou reconhecido pela distinção que me dispensaram e, a todos, aproveitem para "fustigar" este velhinho no Procrie com seus comentários e indagações.   

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