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Haverá Dança dos Técnicos Esse Ano no Brasil?



Boa tarde cevnautas!

Haverá "dança" dos técnicos esse ano no Brasil?

Tomara que não, creio que todos torcem para que o futebol profissional brasieiro se torne mais organizado.

Acesse o link abaixo e assista o vídeo da turma do 'Porta dos Fundos' que servirá como tópico gerador para este debate:

https://www.youtube.com/watch?v=XeEOCi3WZqs

 

Beijos e abraços

Marcos Júnior

Comentários

Por Romário Cardoso Costa
em 25-01-2016, às 22h48.

Caros colegas cevnautas.

Não tenho a menor sombra de dúvida que a dança dos técnicos será a de sempre, basta uma equipe perder algumas partidas e, ainda pior, quando seguidas! Cai, mas cai mesmo! A dança do youtube exagerou um pouquinho! Mas para encontrar um salvador da pátria costuma demorar um pouco. O Cruzeiro/MG no último campeonato brasileiro, 2015, foi um exemplo que deu certo com a dança, porém nem sempre é assim! Na verdade é o emprega, desemprega! Mesmo assim tem técnico que se dá bem, como é o caso de Vanderlei Luxemburgo!

Por Omir Jorge Muniz
em 25-01-2016, às 23h06.

Olha, aquele vídeo é uma boa comédia diz tudo. É atual, aconteceu exatamente nesse início de ano. Quem percebeu os noticiários esportivos em diversos canais a própria mídia demitiu e recontratou um técnico, derrubam e depois tentam levantar. É uma contradição de comentaristas e muitos clubes entram nessa. Primeiro a imprensa escuta alguma conversa de bastidores e interpreta a sua maneira criando um clima negativo para o clube e sobra para o técnico. Outra o próprio clube quer resultados imediatos e também descarrega no treinador. O pior, o patrocinador que deseja escolher jogador para atuar no time. Claro que se não houver um bom gestor isso vira uma panela de pressão, pois a imprensa tem seus patrocinadores e as vezes é o mesmo do clube. O patrocinador não quer aliar a marca do produto a uma equipe perdedora.

Infelizmente no futebol brasileiro é muito complicado para um treinador realizar um bom trabalho a curto prazo. Vimos a pouco um treinador estrangeiro que se aposentou no clube, no Brasil isso é impensável. Falam que é nossa cultura, não vejo assim.

Por Júlio de Oliveira Neves
em 02-02-2016, às 01h19.

Infelizmente, Creio que sim. O problema vai muito além da qualidade dos técnicos, o problema é cultural! Virou cultura no Brasil demitir técnico quando o time está na pior, afinal, é mais fácil dispensar o "Professor Pardal”, ou dispensar vários jogadores? Claro que a grande maioria das vezes vai sobrar para o "Professor". Apesar de o Futebol Brasileiro estar engatinhando quando o assunto é "Permanência de Técnicos", já se pode ver uma pequena melhora. Podemos pegar como exemplo o Tite, técnico do Corinthians, Roger Carvalho Técnico do Grêmio e Levi ex-Técnico do Galo, ambos estão a mais de um ano nos seus respectivos cargos, e dos três, apenas Levir se despediu de seu clube.

Por Gabriel Rocha Maia
em 02-02-2016, às 14h45.

Júlio, concordo com  o seu comentário. Parece que o Brasil começou a assimilar que seus métodos estão mais que ultrapassados, provavelmente depois dos 7 a 1, mas ainda está longe do que seria o ideal. É preciso que existam projetos nos clubes, e que esses projetos tenham início, meio e fim. Nada conseguirá fazer um técnico em três meses de trabalho em um clube desorganizado, despreparado. Parece que os times no Brasil confiam na sorte, em que a partir do momento em que se troca de técnico, os jogadores vão querer mostrar trabalho, e com a motivação em alta, conseguirão conquistar algo. E após essa mudança de postura dentro do futebol de nosso país, acredito que veremos os frutos nas competições internacionais disputadas pela nossa seleção.

Por Edison Yamazaki
em 18-04-2020, às 10h36.

A troca de técnicos muitas vezes necessário para o bem da equipe. Acredito que o grande problema brasileiro é que os treinadores não estudam e seguem na carreira com o que aprenderam ou observaram no decorrer do tempo. 

Talvez falte ao profissional uma visão mais abrangente e moderna do futebol como um todo, e não somente dentro dos campos e nos treinamentos. Faltam também cursos de reciclagem para os 'professores", cursos que deêm mais abertura mental, que os façam pensar em novos processos. 

O futebol deixou de ser gerido por apenas uma pessoa. Os trabalhos estão cada vez mais divididos entre diversos profissionais, portanto, é necessário uma equipe competente. Ao treinador caberá definir os sitemas táticos, os jogadores que irão compor o grupo e alguns detalhes de natureza técnica. Tão importante quanto tudo isso, ele precisará ter muita habilidade em saber como tirar o melhor de cada atleta, contornar os diversos problemas de relacionamentos que existem em qualquer grupo, controlar a vaidade de alguns, entre outras coisas, que fogem do aspecto simplesmente esportivo. .

O amadorismo dos dirigente e do próprio ambiente do futebol também precisa mudar. Aquele negócio de que quando perde ninguém presta, e quando vence todos são ótimo também é uma maneira míope de enxergar as coisas. 

Enfim, pelo andar da carruagem, ainda falta para não haver a dança repetida dos treinadores, que não são culpados por tudo, mas também não são totalmente inocentes. O sistema viciado que cerca o futebol brasileiro só irá mudar na medida que profissionais realmente competentes começarem a assumir os lugares que atualmente pertencem aos amadores, principalmente em suas diretorias. 

 

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