Arquibancada

“Quanto mais adianto a obra, mais perto fico de ser removido”

Ciro Barros - Pública

O operário Jaílson, que vive no entorno do Itaquerão, é símbolo das contradições da Copa: enquanto dá duro para acelerar as obras, corre o risco de ver sua casa no chão.

 

 

 

http://www.ludopedio.com.br/rc/index.php/arquibancada/artigo/1490

Comentários

Por Jorge Falbo
em 20 de Junho de 2013 às 05:36.

ISTO E MUITO MAS SAO CONTRADICOES DESTE COPA QUE MAS PARECE UMA COPA DE CORRUPCAO E DESMANDOS POR ESTE GOVERNO QUE SE DOBROU A FIFA COM AS SUAS EMPRESAS QUE ESTAO ACABANDO COM O DINHEIRO PUBLICO PRA ATENDER OS INTERRESSES DAS GRANDE EMPRESAS INTERNCIONAL TENDO COM PANO DE FUNDO O ESPORTE, POREM A SAUDE PUBLICA ESTA ACABADA E A EDUCACAO ENFIM O GOVERNO ESQECEU DO POVO QUE TANTO O PT DIZIA QUE ERA A FAVOR DO MESMO ..O FIM DESTE GOVERNO CHEGOU..VAMOS PARA AS RUAS PROTESTAR CONTRA OS DEMANDOS DESTE GOVERNO QUE ESQECEU DO POVO E SE ENTREGOU A CORRUPCAO ...FORA A CORRUPCAO ABAIXO A COPA COM A DESTRUICAO DAS RIQUEZAS DA NACAO BRASILEIRA... VAMOS PRA RUAS SIM PRA DIZER QUE MERECEMOS MAS..COMO CIDADAOS..

 

Por Edison Yamazaki
em 20 de Junho de 2013 às 12:03.

Já escrevi inúmeras vezes dizendo que o Brasil não tem condições de organizar um evento de grande porte como a Copa ou as Olimpíadas. É só ver a infra-estrutura dos aeroportos, hotéis, estradas, segurança, estádios, transportes coletivos, bancos, restaurantes, etc.

Além da falta de estutura física, existe a carência de mão de obra "especializada" como intérpretes, tradutores, recepcionistas, etc. É tudo improvisado e com plano de ações falhos.

Toda essa bagunça gerada durante a Copa da Confederações mostra o que falo há tempos. O que me deixa pensativo é querer saber onde estavam todas essas pessoas (manifestantes) no momento em que aceitou a Copa e as Olimpíadas para o país.

Aqui de fora era nítido que o povão estava sendo manipulado, ludibriado. Assim como foram quando votaram no Lula e seus comparsas. Pelé tem razão: "brasileiro não sabe votar".

Agora é tarde e o negócio é correr atrás do prejuízo, com muito trabalho e recolhimento de mais impostos.

Vamos em frente que atrás vem gente.

Por Roberto Affonso Pimentel
em 20 de Junho de 2013 às 17:16.

Sérgio, Edison e demais professores interessados em pensar com e sem emoções, uma vez que elas fazem parte da vida. Mas podem estar no lugar certo ou errado. Assim. antes da fúria, é preciso usar a razão para entender o que está sendo dito.

Como o Sérgio está em um Grupo de Pesquisas, seria interessante principalmente para ele aprofundar-se no pensamento humano e saber como as pessoas pensam. É um estudo fascinante que o levará certamente a descobertas incríveis..Leiam a seguir trechos pinçados do livro Rápido e Devagar, duas formas de pensar, de Daniel Kahneman; parte 3, Confiança excessiva; cap. 19, A ilusão de compreensão.

"O investidor, filósofo e estatístico Nassim Taleb poderia ser considerado também um psicólogo. Em A lógica do cisne negro, Taleb apresentou o conceito de falácia narrativa para descrever como histórias distorcidas de nosso passado moldam nossas visões do mundo e nossas expectativas para o futuro. Ao final, Taleb sugere que os humanos se iludem constantemente construindo relatos inconsistentes do passado e acreditando que são verdadeiros. 

Você não consegue deixar de lidar com a informação limitada de que dispõe como se fosse tudo que há para saber. Você constrói a melhor história possível a partir da informação disponibilizada a você, e se for uma boa história você acredita nela. Paradoxalmente, é mais fácil construir uma história coerente quando você sabe pouca coisa, quando há poucas peças para encaixar no quebra-cabeça. 

Já ouvi muita gente dizer que "já sabia antes de acontecer que a crise financeira de 2008 era inevitável". Essa frase contém uma palavra altamente censurável que deveria ser removida de nosso vocabulário ao discutirmos grandes eventos. A palavra é, é claro, sabia. Algumas pessoas pensaram muito antes que haveria uma crise, mas não sabiam disso. Agora dizem que sabiam por que a crise de fato ocorreu. É o uso incorreto de um conceito importante.

 A tendência de revisar o histórico de crenças pessoal à luz do que realmente aconteceu gera uma robusta ilusão cognitiva. O viés retrospectivo apresenta efeitos perniciosos nas estimativas dos tomadores de decisão. Leva os observadores a avaliar a qualidade de uma decisão sem considerar se o processo foi sólido, mas se o desfecho foi bom ou ruim. Em síntese, esse viés de resultado torna quase impossível avaliar uma decisão do modo apropriado - em termos de crenças que eram razoáveis quando a decisão foi tomada.

A percepção tardia é particularmente cruel com tomadores de decisão que desempenham o papel de agentes para outros - médicos, consultores financeiros, treinadores, assistentes sociais, diplomatas, políticos. Somos propensos a culpar os tomadores de decisão por boas decisões que funcionaram mal e a lhes dar pouco crédito por medidas bem-sucedidas que parecem óbvias apenas após o ocorrido.

Viés de resultado (outcome bias) - Quando os resultados são ruins, os clientes muitas vezes culpam seus agentes por não enxergarem os sinais claros da desgraça - esquecendo que os sinais estão escritos em uma tinta invisível que só se torna legível após o ocorrido. Atitudes que pareciam prudentes quando vistas previamente podem parecer de uma negligência irresponsável quando vistas retrospectivamente.

Uma limitação geral da mente humana é sua capacidade imperfeita de reconstruir estados passados de conhecimento, ou crenças que depois mudaram. Uma vez endo adotado uma nova visão do mundo (ou de qualquer parte dele), você imediatamente perde muito de sua capacidade de recordar em que costumava acreditar antes de mudar de ideia. Solicitadas a reconsiderar suas antigas crenças, as pessoas lembram-se em vez disso de suas atuais – um caso de substituição – e muitas não conseguem acreditar que um dia acharam outra coisa (efeito “eu-sempre-soube”, ou viés retrospectivo).O viés restrospectivo apresenta efietos perniciosos nas estimativas dos tomadores de decisão. Leva os observadores a avaliar a qualidade de uma decisão sem considerar se o processo foi sólido, mas se o desfecho foi bom ou ruim.  Quanto piores as consequências, maior o viés retrospectivo".

E a todos recomendo prudência ao eleger o seu guru eleitoreiro. Há coisas muito melhores para pensar e dizer! 

 

 

 

 

 


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