Gestão Desportiva
Ponto de Encontro dos Profissionais, Estudantes e Pesquisadores
Por José Arthur Fernandes Barros
em 06-05-2010, às 10h30.
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Novo Modelo de Federação Esportiva (entidade de Administração do Desporto)
Senhores (as) venho colocar em pauta um assunto que foge aos olhos da comunidade esportiva, mas que em minha opinião tem que começar a ser discutido e entendido. O mundo sofreu profundas mudanças do início do século passado onde a maioria dos esportes foi organizada, onde as principais entidades de administração do desporto internacionais e nacionais foram fundadas.
Hoje, após 100 anos deste movimento mundial, pouca coisa foi alterada no sistema de controle do esporte. Muitas Federações ainda administram apenas e tão somente campeonatos e isso de alguma maneira passou a ser tão previsível e fácil de ser realizado que em locais como São Paulo a proliferação de Ligas e Associações que administram "campeonatos" já está chegando a raia do incrontolável.
Muitas destas ligas e associações são criadas por ex-arbitros das modalidades que insatisfeitos com as políticas de suas Federações e com a impossibilidade de criar uma oposição respeitada e concorrer de forma democrática nas eleições das mesmas, criam Associações e Ligas paralelas. Algumas delas com o simples intuito de criar mercado para árbitros, formar novos árbitros para atuar exclusivamente nestes mercados paralelos, atendendo a uma fatia de mercado que necessita do serviço por preços populares e não condizentes com as taxas consideradas razoáveis para quem exerce esta função.
Qual seria o modelo atual? Um mundo onde as pessoas não tem mais tempo para freqüentar clubes esportivos, onde os próprios clubes não nutrem mais interesse em manter o esporte de competição. Onde a internet e os sites produzidos com seus programas super elaborados de atendimento resolvem todos os problemas sem que as pessoas precisem sequer falar com alguém. Onde um dos primeiros empregos básicos da sociedade é o tele marketing?
Além disso, o papel dos clubes esportivos para a sociedade está distorcido, haja visto que a maioria destes clubes não paga IPTU e mesmo assim não aceita incluir nas poucas equipes esportivas mantidas os famosos "sócios militantes".
Sinto que o assunto poderá, de alguma forma, mexer com o mercado de esportes e de certa forma criar novos paradigmas para que o Brasil posso caminhar de maneira mais sólida para os seus novos desafios: COPA DO MUNDO DE FUTEBOL E JOGOS OLÍMPICOS DO RIO DE JANEIRO. Minha preocupação é com o que virá depois de 2016. Será que vamos nos consolidarmos com o LEGADO destes Mega Eventos, ou vamos enfrentar o "The Day After" amargando as oportunidades perdidas nestes seis próximos anos de construção destes novo paradigma?
Creio que o assunto é amplo e podemos conduzir as informações obtidas neste fórum para construir um NOVO MODELO DE E.A.D.
José Arthur F. Barros
Maio/2010
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