Ginástica

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Novas Idéias Para a Ginástica Artística na Escola



Pessoal,

Estamos precisando de agrupar informações/ publicações / idéias sobre como construir equipamentos de baixo custo para o trabalho da ginástica artística no contexto das aulas de Educação Física Escolar. Vamos abrir aqui um debate para relacionar indicações e referências a respeito?

Percebo que a maior parte dos profissionais de EF das escolas emperram na questão dos equipamentos e justificam a falta de ginástica nas suas aulas pela falta dos mesmos. Algumas técnicas da ginástica de solo podem ser desenvolvidas com apenas um gramado, por exemplo. Mas vamos trocar idéias sobre outras possibilidades?

Quem inicia?

Att,

Flávia.

Comentários

Por Olavo Raimundo de Macêdo Barreto da Rocha Júnior
em 06-10-2009, às 11h22.

    Olá Flávia,

    Eu entendo a sua angústia, pois o que acontece é isso mesmo, muitos profissionais emperram na questão dos equipamentos, mais isto não é motivo para negarmos a ginástica artística para os nossos alunos, venho treinando este ano no tatame da escola que aqui felizmente temos este equipamento, porém sabemos que os saltos verticais ficam prejudicados,pois a função do tatame é de amortecimento e não de impulsionamento. Porém estou estudando com os alunos a possibilidade de construirmos uma passarela de mais ou menos 1,60 m de largura por uns 15 m de comprimento com compensado, espuma fina e carpete, por baixo do compensadocolocaremos pequenas molas(De bengala de Moto), assim que começarmos o projeto entrarei em contato.

Por Flávia Costa Pinto e Santos
em 06-10-2009, às 14h43.

Oi Olavo e demais colegas da comunidade Ginástica,

Boa idéia a de utilizar molas de motocicleta para criar um tablado adaptado. Já construí um trampolim (modelo Reuther), em tamanho reduzido para usar na pré-escola, usando essas molas e deu muito certo. 

Meu tablado fiz de raspas de pneu (borracha triturada) coberta por lona vinílica. Ficou bom, mas com o tempo a borracha vai sendo compactada e é preciso abrir a lona e revolver o material, para aumentar o amortecimento. Funciona para acrobacias mais simples, que é o caso da escola. Já para saltos mortais não é seguro.

Vamos continuar então nossa troca de idéias aqui. Aguardarei seu depoimento.

Por Vilma Lení Nista-piccolo
em 29-12-2009, às 12h51.

Ola amigos da Ginástica,

em 2005 foi publicado pela editora Phorte um livro intitulado COMPREENDENDO A GINASTICA ARTISTICA que eu organizei com a Myrian Nunomura, e nele consta um capítulo da Profa Laurita Schiavon sobre MATERIAIS ALTERNATIVOS. Esse texto é parte de sua Dissertação de Mestrado que eu orientei e nos dá muitas sugestões de adaptações de aparelhos para a prática dessa modalidade na escola e o mais importante é que todas essas alternativas já foram testadas em várias escolas com resultados positivos. Eu tenho usado esse capítulo com alunos de EF nos cursos de graduação em que atuo e eles também têm levado para suas práticas e aprovado o uso para iniciação de GA. Fica aí a dica, ok?

Vilma Nista-Piccolo.

Por Patricia Albano Araujo Almeida
em 04-01-2011, às 17h17.

Oi Flávia, espero que esteja bem. Fui sua aluna no Unileste e fiquei muito feliz em te encontrar aqui.

Estou montando um projeto para implatar na minha escola a Ginástica Ritmica, é um sonho que quero colocar em prática. Vc apareceu como um anjo, ninguém melhor para me ajudar com idéias e experiências. A idéia é expandir para todo o município de Itabira, tenho certeza que será um sucesso e que o secretário vai abraçar essa idéia.

Preciso muito me atualizar (cursos) e saber do básico que precisamos para iniciar a GR na escola. Pode me ajudar?

Desde já agradeço!!

Um forte abraço,

Professora Patrícia Albano

Por Vilma Lení Nista-piccolo
em 04-01-2011, às 18h43.

Flavia,

acho que deveríamos solicitar a participação nessa debate da Profa Dra Laurita Schiavon que já montou vários aparelhos de ginástica adaptados; acredito que sua experiência só contribuirá com o avanço das discussões e ideias.

o email dela é: lauritaschi@hotmail.com

abs

Vilma Nista-Piccolo

Por Flávia Costa Pinto e Santos
em 20-01-2011, às 10h43.

Ola Patricia e demais colegas,

Para a Ginástica Rítmica na escola os livros Ginástica Rítmica Popular: uma proposta educacacional (2007) e Ginástica e Dança no Ritmo da Escola (2010), ambos de Roberta Gaio (Editora Fontoura), sáo muito bons e poderão orientar bastante seu trabalho. Eles podem ser adquirudos pelo site da editora (http://www.editorafontoura.com.br/).

Quanto à construção de materiais alternativos, há muitas idéias que precisamos compartilhar, mas é preciso pensar que qualquer material portátil pode ser utilizado no lugar dos oficiais, desde que seguro. Por exemplo, se você trabalha com um grupo de meninos do ensino fundamental - séries iniciais e quer montar uma coreografia de ginástica rítmica, pode fazer isso com o manejo de espadas de plástico aproveitando a temática das artes marciais, pois assim você poderá aplicar as técnicas das maças da ginástica rítmica e ainda quebrar o preconceito dos meninos com a modalidade, atraindo-os pelo tema. Já montei séries de GR com mãos livres e apenas balões amarrados nos pulsos. A criatividade e adaptações do que se tem disponível é que irá conduzir seu trabalho dentro das técnicas da GR, que são riquíssimas na estimulação psicomotora de nossas crianças na escola.

Sissi Martins publicou um artigo que traz algumas idéias de adaptações: http://www.ginasticario.com.br/artigos/art001.pdf

Vamos tentar aderir à sugestão da professora Vilma e ampliar os participantes de nosso debate. Obrigada pela sugestão professora!

Grande abraço a todos,

Flávia.

Por Laurita Marconi Schiavon
em 31-01-2011, às 15h42.

OLá Flávia, Vilma e demais colegas:

Agradeço o convite para participar da discussão de materiais alternativos. Vi que a professora Vilma já indicou um capítulo meu sobre materiais para a GA. Eu e ela temos outro capítulo no livro "Possibilidades da Ginástica Rítmica" (PAOLIELLO; TOLEDO, 2010), que abordamos a construção de materiais de GR, assim como sugestões para implantação da modalidade de forma extracurricular.

Estou à disposição para trocarmos idéias.

Laurita Schiavon

Por Paulo Andre Luck
em 01-02-2011, às 15h55.

Olá queridos colegas,

Fui professor de Ginástica Artística por muitos anos no Rio de Janeiro, trabalhando com escolinhas e atletas. Depois fui para São Paulo, São José dos Campos, com nossos amigos Rasquinha e Luiz Assunção e trabalhei em um colégio com ginástica como atividade extracurricular e vi todas as minhas economias indo embora por um punhado de aparelhos, daquele momento em diante jurei não compra mais nada e procurar adaptar, imitar, copiar e aperfeiçoar os equipamentos. Além disso, percebi que muitos colegas estão migrando da ginástica artística para o trampolim acrobático por causa do custo dos equipamentos. Isso me fez refletir e tentar buscar uma solução onde agora possuo uma empresa que cadastra os profissionais de Educação Física especializados em Ginástica Artística que queiram abrir o seu próprio negócio onde 100% dos equipamentos serão fornecidos por minha empresa, faz da proposta para o colégio até aparelhos como Tumble Track. Lutamos para valorizar o profissional de Ginástica, não podemos aceitar propostas de 60% e 40% (professor /colégio) e principalmente deixar que a Ginástica acabe

Abraços a todos

Por Flávia Costa Pinto e Santos
em 31-03-2011, às 08h33.

Olá colegas,

excelente iniciativa a do professor Paulo André. Concordo com o que diz ele quanto à valorização da ginástica e dos profissionais que com ela trabalham. Mas a proposta deste debate gira em torno da Educação Física Escolar e seus entraves, principalmente em escolas públicas, onde muitas vezes a falta de acesso a equipamentos priva as crianças de experiências motoras importantes para estímulo a seu desenvolvimento nas aulas de Educação Física.

Portanto, onde pudermos ter equipamentos de qualidade, que lutemos para tê-lo, mas onde não conseguirmos, que não deixemos a ginástica de lado por isso.

Assim sendo, gostaria de solicitar à professora Laurita que disponibilize para os participantes dessa comunidade links ou referências de como encontrar suas publicações em artigos científicos, banco de teses e outros, se possível for.

Grande abraço,

Flávia.

Por Laurita Marconi Schiavon
em 01-04-2011, às 16h21.

Olá pessoal!

Deixo algumas referências de publicações minhas sobre Ginástica na escola. Duas delas já citei em discussões anteriormente e tratam especificamente de materiais alternativos (item 3 e 6):

1. SCHIAVON, L.; NISTA-PICCOLO, V. A ginástica vai à escola. Revista movimento, Porto Alegre, v.13, n.3, p.131-150, Setembro/Dezembro de 2007.

http://seer.ufrgs.br/Movimento/article/view/3572/1971

2. SCHIAVON, L. M., Nista-Piccolo, V.L. Outros desafios da prática da Ginástica na escola In: MOREIRA, E.C. (org.). Educação física escolar: desafios e propostas II. 2 ed.Jundiaí : Editora Fontoura, 2011.

 

3. SCHIAVON, L. M., NISTA-PICCOLO, V.L. Imagynação: uma experiência de projeto extracurricular de Ginástica Rítmica In: PAOLIELLO, E.; TOLEDO, E. Possibilidades da Ginástica Rítmica.1 ed.São Paulo : Phorte, 2010, p. 332-357.

 

4. SCHIAVON, L. M., Nista-Piccolo, V.L. Desafios da Ginástica na escola In: MOREIRA, E.C. (org.) Educação física escolar: desafios e propostas II.1 ed.Jundiaí : Editora Fontoura, 2006.


5. SCHIAVON, L. M., Nista-Piccolo, V.L. Aspectos da Pedagogia do Esporte no ensino extracurricular da Ginástica Artística e da Ginástica Rítmica: uma experiência no cenário escolar In: PAES, R.R.; BALBINO, H.F. (orgs.) Pedagogia do esporte: propostas e perspectivas.1 ed. Porto Alegre: Guanabara Koogan, 2005, p. 01-161.

 

6. SCHIAVON, L. M. Materiais alternativos para a Ginástica Artística In:NUNOMURA, M.; NISTA-PICCOLO, V.L. (orgs.). Compreendendo a Ginástica Artística. São Paulo: Phorte, 2005, p. 169-181.

Logicamente são algumas idéias para despertar no professor outras. Os materiais não são os únicos e nem os melhores, mas são idéias para as pessoas aprimorarem em suas realidades.

Na minha dissertação de mestrado tem bastante coisa destas publicações e dá para baixar da internet.

SCHIAVON, Laurita Marconi. O projeto Crescendo com a Ginástica: um possibilidade na escola. 2003. Dissertação (mestrado). Faculdade de Educação Física, Universidade Estadual de Campinas, Campinas-SP. http://cutter.unicamp.br/document/?code=vtls000300852

 

 

Um abraço a todos,

 

Laurita

Por Flávia Costa Pinto e Santos
em 01-04-2011, às 18h20.

Olá Laurita,

Riquíssimas as referências enviadas. Acredito que ajudarão a muita gente.

Muito obrigada,

Flávia.

Por Daniele Aparecida Manoel Diniz
em 06-05-2011, às 18h40.

Olá pessoal, estou precisando de ajuda, comecei a dar aula de ginastica artistica em uma escola no curso extra,as aulas são realizada uma vez por semana com uma hora de duração, achei esse tempo curto e estou sem saber como e o que dar nas  aulas, pois tenho que mostrar resultados de aprendizagem rápidos. Também estou dando aula na turma do infantil alguém conhece brincadeiras que envolva os elemntos da ginástica.

Grata, Dany.  

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