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Comissao do Esporte Discute Direitos Trabalhistas dos Tecnicos de Futebol



 

Comissão do Esporte discute direitos trabalhistas dos técnicos de futebol Os técnicos querem o mesmo tratamento que os jogadores, afirmam que 80% deles não têm contrato com os clubes onde trabalham, o que dificulta os processos para cobrança de direitos trabalhistas. O assunto que foi tratado na última em audiência pública, realizada pela comissão do esporte no mês passado

Zeca Ribeiro

Comissão do Esporte discute direitos trabalhistas dos técnicos de futebol

Na última terça-feira (5), a Comissão do Esporte realizou audiência pública para discutir com técnicos de futebol alterações na Lei 8.650/93 (Lei dos Treinadores) e na Lei nº 9.615/98 (Lei Pelé), oferecidas pela CBF.

Os técnicos querem o mesmo tratamento que os jogadores, afirmam que 80% deles não têm contrato com os clubes onde trabalham, o que dificulta os processos para cobrança de direitos trabalhistas. O assunto que foi tratado na última em audiência pública, realizada pela comissão do esporte no mês passado.

Vagner Mancini, do Botafogo, e Zé Mário, presidente da Federação Brasileira de Treinadores de Futebol e ex-técnico do Flamengo, Fluminense, Vasco e mais uma extensa lista de times brasileiros e estrangeiros enfatizaram a fragilidade dos vínculos dos técnicos com os clubes. “É um absurdo os técnicos não terem sequer registro na Confederação Brasileira de Futebol (CBF)”, ressaltou. Para ele, os técnicos são muito festejados quando entram no clube, mas são dispensados sem direito a nada. Mancini defendeu ainda que os técnicos também recebam direito de imagem porque eles fazem parte do espetáculo do futebol.

O deputado José Rocha (PR-BA) informou que até a próxima semana irá apresentar uma proposta com alteração na Lei dos Treinadores e na Lei Pelé. O deputado destacou ainda que a matéria vai prever que, para atuar como técnico, o profissional tenha atuado antes como jogador por, no mínimo, três anos e tenha feito um treinamento dado pelo sindicato da categoria e reconhecido pela CBF. Já o contrato deverá ser de, no máximo, dois anos e, caso os treinadores sejam demitidos por vontade do clube, tenham direito a receber todo valor devido até o fim do contrato. Rocha explicou que a Comissão do Esporte procurou ouvir todos os interessados na proposta, mas, mesmo convidados, os representantes dos clubes e da justiça desportiva não compareceram.

O treinador Zé Mário defendeu que todos os envolvidos com o futebol se profissionalizem de jogadores a técnicos, auxiliares e juízes. Ele disse que o registro profissional é muito importante para assegurar o reconhecimento profissional. "Quando perde é o treinador, quando ganha é o jogador, mas a formação técnica desses jogadores é feita pelos treinadores", ressaltou.

Com Agência Câmara

 

fonte

http://www2.camara.leg.br/atividade-legislativa/comissoes/comissoes-permanentes/cespo/noticias/comissao-do-esporte-discute-direitos-trabalhistas-dos-tecnicos-de-futebol

alberto puga,moderador

Comentários

Por Edison Yamazaki
em 15-05-2014, às 00h24.

Alberto,

Acho válido a luta pelo registro dos treinadores, e espantado como um assunto como esse ainda não foi resolvido no "país do futebol". A discussão sempre será sobre quem pode ou não ser treinador. Ex-atleta com no mínimo três anos de atuação e curso pela CBF me parece fantasia. Acho que deve ter uma maneira melhor de resolver isso. Enfim...

 

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