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Ainda, Sobre Breves Anotações Sobre a Punga dos Homens, no Tambor de Crioula, Por Marco Aurelio Haickel



Ainda, sobre Breves Anotações sobre a Punga dos Homens, no Tambor de Crioula, por Marco Aurelio Haickel 0comentário

Ainda, sobre Breves Anotações sobre a Punga dos Homens, no Tambor de Crioula.

3ª Parte.

O interesse dos capoeiras pela Punga dos Homens deu-se, primeiramente, a partir de um Seminário ocorrido no Laborarte, quando eu e Aziz Junior tomamos a iniciativa de convidarmos o Mestre Felipe para realizar sua 4ª Oficina de Tambor de Crioula, no Labô, no final de 1994, após retornarmos de uma excursão a Portugal, quando representamos o Brasil – único grupo brasileiro nesse ano – no XVI FITEI – Festival Internacional de Teatro e Expressões Ibéricas, na cidade do Porto.


Na oportunidade convidamos Sergio Costa, companheiro de sempre em eventos que tais, para darmos início a uma série de Rodas de Conversação, um total de três. Duas – em separado – com mestres e mestras, da Velha Guarda. Entre os homens, Elpídio – à época com 94 anos – Felipe, Nivô, Satiro, “Come Ferro”, entre outros. As mulheres, com Mundica Paca, d. Ester e outras, de pelo menos três Turmas, a de Felipe, Leonardo e Nivô. Uma outra, com pesquisadores e intelectuais, tais como, Joila Morais, Valdelino Cécio, o Professor Ferreti e a Professora Mundicarmo.
Um evento riquíssimo, em que foi possível vislumbrar a beleza e a riqueza da punga dos homens, no Tambor de Crioula.
Naquele momento, os mestres relataram diversas de suas experiências decorrentes de seus lugares de origem.
Após esse momento memorável, o interesse pela punga dos homens intensificou-se e se firmou definitivamente quando da realização do I Pungar, um evento realizado no ano de 1997 seguido de sua segunda versão, no ano seguinte. Consistiu em trazer para São Luís, Turmas de Tambor de Crioula de várias localidades e regiões do Maranhão, a exemplo de Mirinzal, Itapecuru, Alcântara, Rosário, Icatú, Caxias, entre tantos outros lugares. Um evento primoroso que possibilitou o contato com uma manifestação, até então só informada pela Velha Guarda.
Um momento único presenteado pelo Centro de Cultura Popular Domingos Vieira Filho – CCPDVF, à época sob a direção de uma das grandes mestras, pesquisadora e incentivadoras da Cultura Popular, sua diretora, Michol Carvalho que, juntamente com uma equipe de bambas por ela composta, a exemplo de Jandir, Cláudio Vasconcelos, Marcio Vasconcelos e outros mestres, sobre quem fazemos questão de lamentar sua dispersão, após a passagem de Michol, sendo que até hoje permanecem assim, sem que nunca mais tornassem a criar juntos e possibilitarem aos amantes e fazedores da Cultura Popular, elementos valiosos para reflexão e ação. Uma época significativa para a Cultura Popular.

 

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