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Denise Araújo ? Viva água ? em Publicação Nacional




Nas mídias dos últimos dias a noticia de que a Profa. Denise Martins Araújo, sócia-proprietária e Diretora Pedagógica da, hoje, Academia Viva Água estava participando, final de semana passada, da reunião anual da Academia  Brasileira de Natação Infantil… e lançamento de livro  durante o IX Congresso Brasileiro de Natação Infantil, sobre o assunto: Bebês e Crianças: reflexões da Academia Brasileira de Natação Infantil.

 

Única representante de toda a região Norte e Nordeste, e uma das maiories experts mundiais em natação para bebês, desenvolveu o tema “Quando começar a Natação?

 

Trazemos, aqui, enquanto o livro não chega às nossas livrarias – se chegar!!! – mas que certamente estará à disposição dos interessados na própria Viva Água, assim como lá está o livro anterior, “Querido Professor Dimas”:

 

QUANDO COMEÇAR A NATAÇÃO? – Denise Martins de Araújo[1]

 

Certo médico, pediatra [3], escreveu uma série de artigos [4] referindo-se à Natação Infantil, e a melhor idade para iniciá-la; lógico que o fez sob o ponto de vista ‘médico’, exclusivamente: Uma das grandes dúvidas, e consequentes insatisfações, que temos em consulta com os pais diz respeito à idade adequada para se colocar uma criança em aula de natação. […] Quanto mais cedo melhor? Não. Essa resposta é quase sempre não. Há várias linhas de abordagem. Nas escolinhas de natação, o “quanto antes melhor” predomina. E a justificativa é sempre a de que os bebês já viviam dentro do útero em um meio líquido e isso é muito natural para eles. […] Correto? Lógico que não. As condições são completamente diferentes entre dentro do útero e dentro de uma piscina. (Chencinski, 2015, http://guiadobebe.uol.com.br/natacao-para-bebes-e-criancas-quando-iniciar-parte-1/, grifos nossos)).

 

 

Pergunta-se, então, o ilustre Pediatra: “Então por que razão os professores de natação insistem e sugerem que se inicie a prática de natação o quanto antes? Desconhecimento? Não sei. Só para brigar com os pediatras? Espero que não. Rs.”.

Aqui, a pergunta a ser respondida por nós, é: “Quando começar a Natação?”. Tomaremos por base as respostas dos membros da ABPNI [5] e da INATI [6], haja vista que muitas dúvidas ainda rondam a prática do esporte: a idade mínima, por exemplo, não é um consenso entre os médicos, como veremos.

Para a Profissional de Educação Física e Acadêmica da Academia Brasileira de Profissionais de Natação Infantil (ABPNI), Claudia Melem[7], o termo “natação” não é comumente usado para bebês, uma vez que a criança vai realmente aprender a nadar a partir dos cinco anos, quando já tem desenvolvimento motor para entender o que lhe é ensinado:

Para os bebês é uma adaptação do meio líquido e o desenvolvimento motor. Ensinamo-lo a sobreviver na água de alguma forma, seja bloqueando a respiração até alguém pegá-lo, se deslocando até algum material ou a borda da piscina etc.

 

Por ser a natação um dos esportes eleitos por muitos pais como o ideal para os seus filhos, argumentando a escolha desde a segurança – já que saber nadar é também uma questão de sobrevivência – ao fato de ser uma atividade bastante completa, na medida em que movimenta todos os grupos musculares, desenvolvendo também a capacidade aeróbica e motora das crianças, e para além da parte física, favorece o lúdico, principalmente quando se trabalha em grupo, conforme afirma Beatriz Perondi, pediatra e médica do esporte do Instituto da Criança, do Hospital das Clínicas [8]. Entretanto, muitos mitos e dúvidas rondam a prática da natação, principalmente na primeira infância.

A idade recomendada para o início, por exemplo, já é controversa. Há pediatras que recomendam desde os seis meses e outros acham melhor esperar, pelo menos, até os dois anos de idade, senão mais. De modo geral, é entre três e quatro anos de idade que a criança vai obter um rendimento maior na natação: “Antes disso, a prática pode até ser recomendada mais como uma brincadeira, um momento prazeroso, inclusive entre pais e filhos. A criança muito pequena não entende o perigo da água, por isso é preciso ter cuidado para que ela não fique traumatizada”, constata Eliane Alfani, pneumonolista e pediatra do Hospital São Luiz [9].

A Academia Americana de Pediatria (AAP) tem defendido por muito tempo que as crianças com idade inferior a quatro anos não são consideradas “prontamente desenvolvidas” para aulas de natação [10]. Segundo AAP a garotada pode desfrutar da água como recreação, pois o desenvolvimento de habilidades motoras e maturidade ainda não eram suficientes para realmente dominar as habilidades necessárias à natação propriamente dita ou mesmo ajudar a promover a segurança na água (sobrevivência).

Porém, essa postura tem mudado nos últimos anos. A idade para o inicio da natação teria aumentado, alterando as estatísticas de prevenção do afogamento e promovendo a segurança na água? Não, cada vez mais um número crescente de programas de natação oferecem aulas de natação para bebês e crianças.

A AAP agora concorda que as aulas de natação podem ajudar a aumentar a sensibilização para a segurança de água e evitar o afogamento. A maioria das aulas tem como objetivo não especificamente a técnica do nado, mas sim adaptação ao meio líquido, segurança e habilidades básicas, como o salto em águas profundas, sobrevivência, e sustentação [11].  Aprender a flutuar e a respiração debaixo d’água foi citado pela AAP como elementos que devem ser consideradas parte de um plano global de segurança na água que inclui uma série de precauções (childproofing) em torno de uma piscina no quintal, banheira,  ou em qualquer lugar onde a água é acessível a uma criança.

Temos as seguintes orientações da AAP aos pais:

  • Escolha um programa que enfatiza a segurança acima de aprendizagem específica estilos de natação para crianças com menos idade. Observe se as aulas são ministradas em pequenos grupos e mínimo de distrações.
  • Pratique novos movimentos aprendidos ao longo do ano quando possível e não apenas durante os meses de verão (devido ao inverno rigoroso).
  • Encontrar aulas e programas metodológicos sob medida para o seu filho. Aula para uma criança de 6 anos de idade, por exemplo, tem uma estrutura muito diferente da aula para uma de 2 anos.
  • Verifique se há características de segurança adequadas à criança, seja em Parques de Diversão, academias ou casa.

 

Continuemos com o Dr. Moisés, e suas preocupações e recomendações: Natação para bebês e crianças, quando iniciar? – parte 2 [12], quando coloca que a idade correta para inicio da natação deverá levar em conta a segurança e a saúde da criança, quando novamente se pergunta: Então não seria melhor ensinar as crianças mais cedo para elas não se afogarem?

Nosso cientista vai buscar ajuda em matéria publicada no blog da Sociedade Brasileira de Pediatria [13], pelo Departamento Científico de Segurança da Criança e do Adolescente da SBP, em crianças menores de quatro anos, em que o afogamento está entre as principais causas de óbitos externos no Brasil:

 

Crianças menores que quatro anos de idade devem ser afastadas de qualquer reservatório de líquidos (baldes, banheiras, vaso sanitário, tanques e piscinas) que deverão ser esvaziados após uso. Nesta mesma faixa etária aulas de natação não são a prova de submersão e nunca deverão permanecer sozinhas na banheira. A criança maior deve aprender a nadar e conhecer regras de segurança de piscinas, assim como, de parques e esportes aquáticos.” [A conclusão da matéria aponta que] crianças pequenas podem se afogar em camadas líquidas de cinco cm. A presença de um adulto responsável sempre será fundamental. Embora não se comprove a eficácia das lições de natação em prevenir afogamentos, todo esporte é saudável e deve ser incentivado.

Volta a se referir à posição oficial da Academia Americana de Pediatria (AAP), para quem até 2010, era para evitar aulas de natação antes dos quatro anos de idade. Essa posição era baseada nos seguintes pontos:

  • Falta de dados necessários para determinar se os programas de natação para crianças e bebês aumentavam ou diminuíam as chances de afogamento;
  • Preocupação que esses programas causassem nos pais uma falsa sensação e segurança e os induzissem a uma supervisão inadequada quando a criança estivesse perto da água;
  • Evidências de que iniciar aulas de natação precocemente não resulta em desenvolvimento mais precoce nas habilidades da natação.
  • Preocupação que os programas de natação pudessem diminuir o medo da criança de água e involuntariamente as encorajasse a entrar na água sem supervisão.

 

 Citando dados referentes a afogamentos em várias partes do mundo para se justificar [14] – mas eu moro no Brasil, e não na China e nos Estados Unidos -, utilizando-se ainda da APP para quem as evidências desses estudos não são suficientes para recomendar que todas as crianças entre um e quatro anos de idade recebam aulas e natação: “Deve ser enfatizado que, mesmo uma grande habilidade em nadar nem sempre previne o afogamento, e que as aulas de natação devem ser consideradas apenas no contexto de ampla segurança com supervisão constante e capacitada”. [Prossegue:] “Além disso, devem-se pesar muito cuidadosamente os benefícios de uma instrução de natação precoce contra os possíveis riscos como hipotermia, doenças infectocontagiosas, problemas pulmonares, alergias, otites e até afogamentos, mesmo com conhecimento das técnicas de natação”:Nos últimos anos, criou-se a informação e a habilitação de crianças menores de 12 meses, com a popularização de cursos para esse fim, tanto nos Estados Unidos como em outros países, inclusive o Brasil, através de filmes de bebês que foram ensinados a mergulhar e nadar embaixo da água e outras situações. Apesar desses relatos até de crianças se “salvando de morrerem afogadas”, não há nenhum estudo científico reconhecido que demonstrou claramente a segurança e a eficácia de programas de treinamento para bebês nessa faixa etária (abaixo de um ano de idade). (grifos nossos) [15].

Dr. Moisés abre seu terceiro artigo da série [16] com a seguinte advertência:  Quando iniciei essa matéria, que já foi motivo de grandes e calorosos debates em meu facebook, já imaginava que seria abordado por profissionais da área de educação física. Lógico que aconteceu de novo. Mas a abordagem foi tão educada, tão respeitosa, tão coerente, tão ética e tão útil que gostaria de trazer aqui, hoje, essa conversa.

             A seguir transcreve a intervenção da Profissional de Educação Física Flávia Helena Valentini:

“Bom dia dr.

Sempre acompanho matérias que escreve no site Guia do Bebê e li as duas últimas em que o assunto é natação para bebês quando iniciar! 

Entendo e concordo com algumas colocações médicas no quesito infecções e problemas que podem ser evidenciados com a prática de aulas de natação, porém discordo quando você cita que para a maioria das academias e escolas de natação a indicação de se iniciar as aulas pode ser a partir dos 6 meses é feita sem qualquer argumento ou fundamento. 

Sou educadora física [sic] e entendo que nenhuma criança irá aprender a nadar antes dos seis anos (tecnicamente), porém iniciar a partir de bebê aumenta a vivência e suas habilidades no quesito psicomotricidade. E isso melhora muito o seu desenvolvimento como um todo. 

É claro que com uma boa orientação (profissional que entenda do assunto e não apenas queira vender um modismo) o bebê acaba se familiarizando com o meio líquido e aprendendo a se virar, porém nunca devemos ter a falsa impressão que uma vez soltinho ou ambientado, o mesmo pode ficar só em piscinas sejam elas to tamanho e profundidade que for. 

Cabe ao professor orientar os pais dos cuidados, pois ao aprender a se virar muitas vezes os mesmo pensam “agora posso ficar mais tranquilo”… E pelo contrário é preciso sempre estar por perto e atentos. Tanto é que os dados de afogamentos geralmente constatam a negligência nas proteções estruturais e de pessoas no momento do afogamento. 

Então penso que seria legal que colocasse que nem sempre o profissional fala sem conhecimento ou preparo e que conhecer mais sobre os benefícios da atividade aquática desde pequenos é algo que às vezes faz médicos de uma maneira geral subestimar os seus efeitos e benefícios, reforço novamente quando bem orientados e por profissionais sérios e conscientes do seu papel.

 

 Em resposta à Profissional de Educação Física, afirma que nunca – nunca – faz qualquer afirmação ou qualquer artigo sem embasamento teórico – como nunca emite opinião pessoal. Nos artigos em questão vale-se, como diz, da ‘opinião’ da: OMS, da Academia Americana de Pediatria, da Sociedade Brasileira de Pediatria, da ONG Criança Segura; e todas elas estão embasadas nas questões médicas. E mais, diz nosso cientista: “Alguns conceitos muito difundidos sobre os benefícios da natação colocam em risco a vida das crianças” [17].

 

E a seguir passa a questionar os conhecimentos dos Profissionais de Educação Física que se dedicam à Natação Infantil:

Frases como essas abaixo demonstram desconhecimento sobre o real desenvolvimento neurofisiológico de uma criança e, se mal interpretadas, trazem uma ideia errada sobre as capacidades que um bebê até um ano de idade pode desenvolver.

A partir dos seis meses de idade o bebê já pode iniciar as aulas de natação, devido ao fato de estar com o sistema imunológico mais preparado para conviver com um número maior de pessoas.

O sistema imunológico de um bebê de seis meses é absolutamente imaturo. Essa é uma das razões que fazem com que um bebê, nessa idade, quando entre em um berçário ou uma creche, tenha tantas doenças respiratórias.

Pedimos, por exemplo, que elas tragam uma camiseta para sentirem como é difícil nadar de roupa e aprenderem a tirá-la se algum dia acontecer o acidente de caírem na piscina.”

Sabe com que idade uma criança começa a tirar e colocar sua própria roupa em casa, sem dificuldades? Entre três e quatro anos. Imagine fazer isso dentro da água. Algum de vocês, pais, já tentou fazer isso em uma piscina funda para vocês, sem apoiar os pés?

Nas aulas, uma criança com menos de um ano já pode aprender habilidades de sobrevivência que podem ser úteis em casos extremos, como conseguir segurar a respiração sem engolir água por alguns segundos ou até mesmo realizar uma flutuação na posição dorsal.

Nenhuma criança consegue com toda certeza segurar a respiração por mais de 30 segundos quando dentro da água. Crianças se afogam em cinco cm de água. Engolir água não traz nenhum problema para ninguém, mesmo para crianças. “Respirar” água sim. [E conclui:] Assim como não me atrevo a comentar sobre técnicas de aprendizado de natação, até por não ser especialista na área, acredito que essas informações não deveriam ser passadas por quem, de fato, não conhece o desenvolvimento de uma criança.

 

 

Após questionar os conhecimentos dos Profissionais de Educação Física, passa a apresentar suas alegações finais, utilizando-se de “Recomendação da Sociedade Brasileira de Pediatria” [18]:

 

O Departamento Científico de Segurança da Criança e do Adolescente da SBP tem como recomendação que até os quatro anos de idade, “as aulas de natação não são à prova de submersão e nem na banheira elas devem permanecer sozinhas”. Muitas regras de segurança devem ser seguidas para evitar acidentes em piscinas (ou lagos, rios, praia), mesmo em crianças que “tenham aprendido e saibam nadar”. Algumas delas podem ser simples de se transmitir e nem sempre dependem da compreensão das crianças:

 

  • Piscinas devem ser protegidas com cercas de no mínimo 1,5 m que não possam ser escaladas e portões com cadeados ou trava de segurança que dificultem o acesso dos pequenos;
  • Alarmes e capas de piscina garantem mais proteção, mas não eliminam o risco de acidentes. Esses recursos devem ser usados em conjunto com as cercas e a constante supervisão dos adultos;
  • Evitar brincadeiras agressivas ou de empurrar à beira da piscina ou dar “caldos” na piscina;
  • É fundamental, independente de todos esses cuidados, a presença de um adulto responsável, sempre que houver uma piscina próxima.

Respeitar as placas de proibição nas praias, os guarda-vidas e verificar as condições das águas abertas;

Mas talvez a mais difícil de avaliar e de controlar seja:

  • Nunca desafiar seus próprios limites.

 

 

Em seguida apresenta as ‘recomendações’ que considera mais importantes da ONG Criança Segura[19]

 

  • Uma criança na banheira leva cerca de 10 segundos para ficar submersa;
  • Uma criança submersa na banheira leva apenas 2 minutos para perder a consciência;
  • Uma criança submersa na banheira ou na piscina entre 4 a 6 minutos pode ficar com danos permanentes no cérebro;
  • Diferentemente dos adultos, as partes mais pesadas do corpo da criança pequena são a cabeça e os membros superiores. Por isso, elas perdem facilmente o equilíbrio ao se inclinarem para frente e consequentemente podem se afogar em baldes ou vasos sanitários e em piscinas;
  • As boias de braços não oferecem a segurança que se imagina por poderem esvaziar durante o uso, sair dos braços da criança ou ela mesma resolver retirar e por risco de atrapalhar se a criança mergulhar;
  • As crianças não têm maturidade, nem experiência para sair de uma situação de emergência.

 

 

Segundo a ONG Criança Segura, a idade recomendada para iniciar as aulas de natação é aos quatro anos de idade. Antes disso, os riscos pela imaturidade da criança e pelas necessidades de medidas de controle de riscos são grandes, não justificando a antecipação. Aulas de natação, sem submersão (cabeça fora da água), com escola e professores qualificados, com a presença dos pais, podem começar antes.

 

 

QUANDO COMEÇAR A NATAÇÃO?

 

O Projeto de Pesquisa “Natação na Primeira Infância” (JORGENSEN, 2013) [20] teve seu foco principal no exame dos possíveis benefícios que poderiam resultar da participação de crianças menores de cinco anos em aulas de natação. A Austrália, onde foi realizado ao longo de quatro anos, é o país onde a psique nacional é baseada em atividades aquáticas, seja como lazer ou torcendo pelos nadadores de elite na piscina:

 

[…] fazer natação também traz benefícios para a saúde e o fitness. Porém, diferentemente de outros interesses físicos e intelectuais das crianças em idade pré-escolar, aulas de natação podem ser iniciadas quando são bem mais novos, em comparação a outras atividades. Atividades logo de familiarização com a água podem começar após o nascimento com o primeiro banho do bebê e aulas podem começar, em muitas escolas de natação para bebês, aos quatro meses. Nenhuma outra atividade de lazer para bebês começa em tão tenra idade. Como resultado, a indústria para aprender a nadar cresceu exponencialmente nos últimos trinta anos. (grifos nossos).

 

Para Jorgensen (2013)  [21], aprender a nadar é uma grande parte do aproveitar a água. Considera que houve poucos estudos sobre os impactos de aprender a nadar para crianças pequenas. O foco dessa pequena pesquisa foi em como a prática precoce da natação pode melhorar algumas habilidades motoras como equilíbrio e alcance (Sigmundsson & Hopkis 2010) [22] e desenvolvimento motor em bebês logo após o nascimento, incluindo segurar a cabeça, sentar sozinhos e segurar objetos (Jun, Huang & Dan, 2005) [23]. Outros observaram o impacto da natação em crianças com dificuldades respiratórias como asma (Wang, 2009[24] e Font-Ribera et al, 2011[25]). Também houve bastante pesquisa sobre como atividades na água podem melhorar a mobilidade e a força aeróbica para crianças com deficiências físicas (por exemplo, Fragala-Pinkham et al, 2008[26]; Hutzler et al, 2008[27]). No entanto, poucas são as pesquisas sobre o impacto das aulas de natação para alunos fisicamente capazes além de um extenso estudo alemão no final dos anos 70 (Diem, 1982) [28], quando a indústria das aulas de natação estava apenas começando. Não apenas as condições na Austrália são diferentes das condições na Europa, mas nas últimas três décadas aproximadamente, foram feitos avanços consideráveis nas técnicas e aulas de natação.

Pedagogia da Natação – 122 aulas foram observadas nos locais visitados. As aulas tinham todas as faixas etárias. Há uma diferença clara entre as aulas para bebês/pais em relação às aulas em que a criança entra na piscina sem o pai/cuidador. Separaram-se esses dois tipos de aulas, já que são claramente diferentes em termos do que pode ser feito pelo professor. Foram analisadas aulas com/sem pais e pontuada essa dimensão:

 

Dimensão Um: OrientaçãoAs primeiras lições tinham como foco garantir que a criança se familiarizasse com a água e várias atividades acontecem, incluindo familiarização básica, submersão, segurança (virar-se para pegar na borda da piscina). Essas aulas acontecem com os pais ou cuidadores na piscina. Conforme a criança cresce e seu desenvolvimento físico aumenta, as aulas começam a se adaptar para as habilidades de coordenação motora grossa e fina da criança.

 

 

Os resultados foram reportados em três grupos. O primeiro grupo mostra a pontuação média das aulas para todas as crianças de cinco anos e abaixo. O segundo grupo foi nomeado Natação para Bebês e representa todas as crianças, geralmente menores de 2,5 anos, que têm aulas de natação acompanhadas por um pai/cuidador. Algumas escolas de natação não exigem que os pais entrem na água a partir dos dois anos, outras exigem que o pai participe ativamente até que a criança tenha quatro. O principal determinante aqui é a presença do/a pai/mãe. O terceiro grupo, nomeado Pré-escolares representa crianças, geralmente acima de 2,5 anos, que fazem as aulas sem acompanhante. Essas crianças podem ter até cinco anos de idade. A separação dos bebês e pré-escolares foi feita para reconhecermos as diferenças significativas na abordagem usada.

 

 

Dimensão Dois:

Aptidão Física – Essa dimensão do perfil é o negócio central da natação – poderíamos dizer que aulas de natação contribuem para a aptidão física das crianças. De acordo com os dados, os elementos dessa dimensão foram em aspectos do que é ensinado como parte do nadar. Essa dimensão engloba:

  • Coordenação: espera-se que a criança exercite vários movimentos físicos ao mesmo tempo.
  • Atividades Diferenciadas: sendo evidente a variação da destreza/habilidade/idade das crianças, várias atividades são usadas para suprir essa variedade.
  • Participação/fluxo: O professor mantém fluxo constante das atividades apresentadas na aula para que as crianças estejam o tempo todo engajadas em alguma forma de atividade específica com tempo limitado.
  • Progressão de Atividade: O professor planeja a aula de forma que as atividades se complementem progressivamente.
  • Estratégias de Comunicação Integrada: O professor usa várias estratégias de comunicação: falar, cantar, demonstrar, uso de recursos visuais (ex. brinquedos/acessórios de piscina).

 

Dimensão Três:

Valor Social – As aulas também foram avaliadas por como a pedagogia usada poderia contribuir com o valor social das crianças participantes.

  • Apoio Social O professor apresenta comportamentos, comentários e atitudes que estimulam o esforço, a participação e o arriscar-se para aprender.
  • Comprometimento da Criança As crianças apresentam comportamentos durante a atividade que sinalizam seu envolvimento/satisfação com a aula de natação, incluindo atenção, cumprimento das atividades pedidas, respeito à estrutura da aula, entusiasmo.
  • Comprometimento do Pai / Responsável O professor engaja pais/cuidadores nas atividades da aula. Pais/cuidadores apresentam comportamentos que mostram um

investimento, incluindo atenção à criança/ao professor, interação com a criança, respeitando a estrutura da aula, entusiasmo.                                 

  • Construção de Confiança, Bem Estar Emocional O professor emprega estratégias para construir a confiança e o bem estar emocional nas crianças. A abordagem é consistente e segura. O senso positivo de si mesmo e copiar habilidades de crianças.
  • Regrar-se O professor estimula a autorregulação dos alunos. Isso é demonstrado tanto pelas técnicas de gerenciamento de comportamento (através das quais pouco tempo é direcionado a disciplinar o comportamento das crianças e as crianças mostram ter maior autorregulação) e, quando crianças não mostram autorregulação alta, técnicas de instrução que gentilmente relembram / reforçam o bom comportamento.

 

Dimensão Quatro:

Valor Intelectual – As aulas observadas também foram perfiladas de acordo com sua contribuição ao valor intelectual das crianças. As metodologias eram observadas em letramento, habilidades para a aritmética e “outras” áreas curriculares.

  • Letramento O professor incorpora técnicas instrucionais e/ou atividades em aula que desenvolvam a habilidade de ler e escrever (ex. técnicas instrucionais, desenvolvimento de habilidades auditivas, o uso de rimas em canções, formação de letras em cartões de instrução).
  • Habilidade Matemática O professor usa técnicas instrucionais e/ou atividades em aula que desenvolvam a habilidade para a aritmética. (ex. o uso de contagem enquanto instrui os alunos, usando apoio visual com representação de números).
  • Outras áreas curriculares O professor incorpora técnicas instrucionais e/ou atividades em aula que desenvolvam outras áreas do currículo (ex. música).

 

Dimensão Cinco:

Valor Linguístico – As aulas também eram perfiladas quanto a como o valor linguístico das crianças pode ser melhorado. Especificamente, elas foram perfiladas pela linguagem “rica” usada e o discurso instrucional usado.

  • Linguagem Rica O professor incorpora técnicas instrucionais ou atividades que tentam fazer uma relação entre o conhecimento de mundo da criança e o ambiente aquático.
  • Discurso Instrucional O professor incorpora técnicas instrucionais que desenvolvem várias habilidades nas crianças, que vão se beneficiar delas no ambiente escolar.

 

 

 

Das “Conclusões e Recomendações do Projeto”, temos que parece de fato que crianças que fazem aulas de natação atingem vários marcos antes que as populações normais. É razoável presumir que a natação possa melhorar a aptidão física devido ao foco físico de nadar, principalmente em habilidades motoras grossas. Muitas das habilidades, disposições e do conhecimento que as crianças que nadam mostram tanto na pesquisa quanto nos testes são os que se esperaria como resultado de treino intenso de natação – isto é, sua aptidão física. No entanto, também notamos que crianças que nadam, como reportado pelos seus pais e através dos testes, também têm melhor desempenho que a população normal em outras áreas – seu valor linguístico e intelectual. Coletivamente, as duas fontes sugerem que as crianças que têm aulas de natação atingem vários marcos (habilidades, conhecimento e disposições) mais cedo que a população normal. Nossas observações de aulas de natação de qualidade sugerem que aulas de natação podem oferecer potencial considerável para agregar valor a crianças pequenas. Nas aulas de natação para primeira infância os pequenos aprendizes são expostos a novas experiências que ampliam seu repertório de habilidades, conhecimentos e disposições. A análise do ambiente de natação e das abordagens de ensino adotadas pelas escolas variou consideravelmente.

Aparentemente, há vantagens para crianças pequenas que fazem aulas de natação na primeira infância. O foco na segurança na água e os benefícios físicos para quem participa de qualquer atividade são claros, mas esta pesquisa sugere que haja muitas áreas de diferença positiva entre crianças que nadam e a população normal. Muitas dessas diferenças serão vantagem para as crianças na transição para o ambiente escolar ou pré-escolar. Elas desenvolveram muitas das atividades necessárias para a escola – acadêmica, social e pessoal.

 

Já no Blog Bebê.com.[29] ante a pergunta: A criança deve começar a nadar só depois de completar um ano? Temos como resposta:  Não. Quanto mais cedo começar o trabalho dos estímulos sensoriais e a ambientação dos bebês na água, maior será o repertório motor e emocional dele — o que auxilia em um crescimento saudável, tanto mental como físico. Bebês a partir de seis meses já podem frequentar a piscina e fazer aulas de natação. Nessa fase, a criança já terá tomado parte das principais vacinas. (grifos nossos).

 

 

Nesse mesmo blog, em postagem de Vanessa Sá (2013) [30], referindo-se a estudos publicados no periódico Child: Care Health and Development, revelou que pimpolhos que iniciaram as aulas com apenas 3 meses apresentavam mais equilíbrio e facilidade para pegar objetos em comparação com os que nunca haviam sido expostos a elas. A diferença persistiu até os 5 anos. O que leva à indagação: qual a  idade certa para começar? Para a autora, após ouvir inúmeros especialistas, não há um consenso. Para a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), é a partir dos seis meses. A Academia Americana de Pediatria, por outro lado, recomenda iniciar a natação acima de um ano. E isso depois de rever sua posição de indicar apenas para crianças com mais de quatro anos, mantida até dois anos atrás.

 

6 a 12 meses – O foco para bebês dessa idade é aclimatá-los ao ambiente aquático e promover a interação com os pais, para que o primeiro contato com a piscina seja positivo.

 12 a 24 meses – “A criança passa de uma atitude mais passiva para outra bastante ativa nas aulas. Ela está conquistando o equilíbrio, conhecendo seu corpo e interagindo com o meio”, esclarece Poli. Segundo ele, o bloqueio respiratório já é bem aplicado. E, apesar de a criança ainda não ter autonomia na água, ela consegue, por meio de movimentos rudimentares, fazer pequenos deslocamentos – por exemplo, do professor até o pai/mãe ou da borda da piscina até o professor/pai/ mãe. Já crianças de 2 anos conseguem girar dentro da água e ir até a borda por meio de pequenos deslocamentos.

 

 

No Blog da Clinica Len[31] encontramos que as aulas de natação, geralmente em escolas e academias especializadas, são permitidas para crianças a partir dos seis meses de idade (no Brasil). Nesta idade a criança já tem bastante prazer no contato com a água. Porém alguns pontos são importantes:
A criança, mesmo que faça natação desde os seis meses de idade e saiba nadar perfeitamente NÃO PODE SER DEIXADA sem supervisão na piscina até cerca de 5 anos de idade. 

A criança familiarizada com piscina tem percentualmente mais chance de acidentes (por ter menos “medo” da piscina).

As piscinas de natação em academias devem preferencialmente não ser tratadas com CLORO. As opções modernas, como a salinização e ozonização são melhores. O vapor do cloro em piscinas cobertas é um fator alergênico importante.

O risco de infecções de vias aéreas – resfriados, rinites e otites – em crianças que fazem natação são maiores. Porém, na maioria das vezes este aumento é inexpressivo. Cada caso deve ser analisado individualmente.

A natação recreativa, para crianças pequenas, não melhora os casos de asma e bronquite. Só há benefícios quando se pratica a natação de forma mais aeróbica, nadando centenas de metros, por bastante tempo.

 

 

 

POSIÇÃO DO INATI

 

Rafaele Madorno (2015) [32], em correspondência eletrônica distribuída aos membros do INATI, em resposta ao Blog do Dr. Moisés, informa que tomou conhecimento das informações veiculas sobre a natação infantil, e apresenta o posicionamento do INATI (www.inati.com.br). Após explanar os objetivos do Instituto, e as reuniões e encontros que promove anualmente e sobre a criação da Academia Brasileira de Profissionais de Natação Infantil – ABPNI -, grupo que congrega 16 reconhecidos profissionais da área, atuando em benefício da evolução conceitual e prática da natação infantil, apresenta a visão desses profissionais sobre a natação infantil. Coloca que a prevenção e acidentes, como afogamentos, não é a sua única e principal responsabilidade. Mas é apenas parte do processo.

A seguir, apresenta o posicionamento de outras instituições, como a Fundação SAFER 3, americana – do qual o INATI é parceiro – que vem estimulando trabalhos das camadas de proteção, combatendo métodos que visam apenas a sobrevivência das crianças pela aprendizagem da técnica de  flutuação dorsal, levando a Academia Americana de Pediatria aconselhar o inicio das aulas de natação após os quatro anos de idade. Informa ainda que, em 2010, esse parecer foi modificado, em função da existência de outras metodologias, e que estas buscam o desenvolvimento global da criança, e a transmissão correta de informações aos pais sobre a prevenção e segurança aquática, além de ensiná-la a nadar.

A mudança de postura da AAP se deu depois de sua participação na Conferencia da Associação de Escolas de Natação dos EUA, em Outubro de 2014, devendo ser baixada essa idade.

Refere-se ainda aos estudos da Griffith University, da Austrália, acima já discutido.

Informa Madorno (2015) que o Brasil tem excelentes profissionais e programas de Natação Infantil que participam de eventos nacionais e internacionais, para demonstrar a seriedade do trabalho que aqui se desenvolve: “Nosso país é reconhecido como um dos países lideres da área pela comunidade científica internacional”, e aponta diversos estudos apresentados nesses congressos da área, aqui e algures (HTTP://www.inati.com.br/files/2013/06/Dados-bebes-Saude.pdf) .

E que o INATI mantém, como instituição, relacionamento próximo com as outras áreas da Saúde, visto que os Profissionais de Educação Física – e não ‘educadores físicos’… – especializados em Natação Infantil fazem parte dessa área. Desde o primeiro congresso, em 2008, que médicos pediatras, otorrinolaringologistas, psicólogos, psiquiatras, fonoaudiólogos, etc. tomam parte dos mesmos, se atualizando:

[…] a natação infantil é muito mais do que uma atividade em que a criança vai ‘para aprender a não se afogar’. Encaramos essa atividade como potencializadora do desenvolvimento da criança e, o quanto antes puder usufruir dos benefícios da atividade na água, com profissionais preparados, em ambientes adequados, ela só se beneficiará, e por consequência a família, visto ser esta uma atividade que une pais e filhos e reforça seus laços afetivos.

 

NA ACADEMIA

                          Para Navega (2011) [33], até à década de 1970, a natação para bebes ainda era vista com muitos mitos e preconceitos. As primeiras publicações científicas surgiram em 1981[34], e a partir daí a situação foi revertida. O Brasil é considerado um país muito desenvolvido nesse campo e um dos melhores do mundo em relação aos seus praticantes, à qualidade, ao aperfeiçoamento dos professores e à excelência das academias especializadas (Kerbej, 2002)[35]. Para essa autora, a partir do 6º mês de vida, a adaptação do bebe no meio líquido já está explícita:

 

Relativamente à idade ideal para se começar a nadar Damasceno, refere que existem várias discussões sobre a melhor idade para se iniciar a aprendizagem da natação, todavia não existe uma idade ideal para se iniciar a aprendizagem nesta modalidade, posto que esse processo seja apenas uma continuidade, um prosseguimento, ou mesmo, um resgate à verdadeira origem do Homem, salientando que “as premissas do parto dentro da água sugerem, do ponto de vista pedagógico, que a contínua familiarização com o meio liquido dispensa maiores referências à idade ideal para se iniciar a aprendizagem da natação” (Damasceno, 1997, p.82) [36].

 

 

Velasco (1994) [37] entende que a natação para bebes deverá ter início aproximadamente aos três meses de idade, afirmando que, “neste período o bebe já possui um bom número de anticorpos e sustenta melhor a cabeça. Essa maturidade cervical faz com que o bebe resista bem ao transporte na piscina e a mãe saiba manusear melhor o seu corpo”.

Fontanelli e Fontanelli (1985)[38], qualquer bebe, a partir dos três meses de idade e que seja considerado saudável, pode fazer uso da natação, desde que o estabelecimento possua condições de higiene satisfatórias, profissionais capacitados e piscinas aquecidas entre os 23° e 45°.

Em OS BENEFÍCIOS DA NATAÇÃO PARA BEBÊS DE 6 A 24 MESES DE IDADE, Andréa Maria Pires Azevedo; Lidiane Caetano de Morais; Laís Kelly Silva Rodrigues; Marcella Manfrin Barbacena; Roseni Nunes de Figueiredo Grisi afirmam que a partir do 6° mês de vida, a adaptação do bebê no meio líquido já está indicada.

Fouace (1980) [39] refere que as aulas de N.B. deverão ter o seu início aos três meses, dado que é a partir dessa idade que a criança passa a manter a cabeça na vertical e culminará aos 36 meses.

Saakslahti (no prelo) [40], indica como critérios para o início das aulas ter, no mínimo, três meses de idade e 5 Kg de peso.

Perez (1987) [41], sustenta que os dois meses de idade é o ideal para se começar a praticar atividades aquáticas.

Luque (1995) [42], refere a faixa etária entre os três meses e os 24 meses de idade como sendo consagrada às aulas de N.B..

Sarmento e Montenegro (1992) [43] estabelecem os seis meses como sendo a idade para se iniciar a prática da atividade e os 36 meses para o seu términos.

Barbosa (1999) [44] resume, apesar de não existir consenso sobre quando se pode começar e cessar a participação neste tipo de programas, parece que o início ocorrerá entre os três e os seis meses e, terminará entre os 24 e os 36 meses. Para esse autor:

 

A justificação para a adopção deste intervalo de idades para se iniciar as aulas terá por base diversos motivos. Em primeiro lugar, antes de se começar a frequentar actividades aquáticas será necessário que o bebé aumente um pouco o seu peso. Isto tendo em vista que as probabilidades da criança exibir estados de hipotermia – frequentes em águas com uma temperatura relativamente abaixo do normal – sejam menores. Em segundo lugar, dado que o sistema imunológico do recém-nascido é bastante deficitário, será necessário dar algum tempo para que esse mesmo sistema se desenvolva, antes de passar a frequentar um meio propenso à contracção de diversos tipos de problemas de saúde, como são os de foro vírológico, bactérológicos ou, micótico.

[…] Ora, aparentemente, as crianças terminam a sua frequência às aulas de N.B., no período de transição da fase dos movimentos rudimentares para a fase dos movimentos fundamentais. Que é o mesmo que dizer que, em consequência da passagem da criança de uma fase de desenvolvimento motor para uma outra, os conteúdos, as metodologias e os princípios de trabalho a adoptar também serão alterados. Por outras palavras, dado que entre os 2 e os 3 anos ocorre um período de transição de uma fase do desenvolvimento motor para outro, isso significa que, os conteúdos a apresentar à criança deverão ser outros, de modo a que se adeqúem à nova fase de desenvolvimento do sujeito.

 

 

Bonacella (2015) [45] afirma que a Natação para bebês começa a ser pratica a partir dos seis meses: As aulas começam a ser praticadas, em geral, a partir dos seis meses, quando o bebê já tomou o ciclo completo de vacinas, sempre com a liberação do pediatra e a resposta aos exercícios vem com a melhora do sono, da alimentação e do desenvolvimento motor, além de alguns reflexos que serão notados apenas na vida adulta.

 

 

Para melhor esclarecer essas questões, necessário se faz ouvir a posição dos 16 membros do INATI… e formar uma posição oficial!

 

 

 

 

[1] Professora de Educação Física, especializada em Natação para Bebês; Academia Viva Água/São Luis-Maranhão.

[3] Dr. Moises Chencinski – Médico especializado em pediatria e homeopatia; Formado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo com título de especialista em pediatria pela Associação Médica Brasileira (AMB).  Formado pelo CEPAH – Centro de Pesquisa e Aperfeiçoamento em Homeopatia com título de especialista em homeopatia pela Associação Médica Homeopática Brasileira (AMHB).  Autor dos livros HOMEOPATIA mais simples que parece e GERAR E NASCER um canto de amor e aconchego. Editor responsável pela revista Doses Mínimas, sobre homeopatia. Membro participante do grupo Aleitamento Materno Solidário. Membro do Departamento de Aleitamento Materno da Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP). Membro do Departamento de Pediatria Ambulatorial da Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP). www.doutormoises.com.br.  Facebook: http://www.facebook.com/doutormoises.chencinski.: https://twitter.com/doutormoises

[4] http://guiadobebe.uol.com.br/natacao-para-bebes-e-criancas-quando-iniciar-parte-1/

http://guiadobebe.uol.com.br/natacao-para-bebes-e-criancas-quando-iniciar-parte-2/

   http://guiadobebe.uol.com.br/natacao-para-bebes-e-criancas-quando-iniciar-parte-3/    http://guiadobebe.uol.com.br/natacao-para-bebes-e-criancas-quando-iniciar-parte-4/

[5] ACADEMIA BRASILERIA DE PROFISSIONAIS DE NATAÇÃO INFANTIL

[6] INSTITUTO DE NATAÇÃO INFANTIL; www.inati.com.br

[7] Natação para bebês garante melhora do desenvolvimento motor e previne lesões na vida adulta. In PORTAL DA EDUCAÇÃO FÍSICA, disponível em http://www.educacaofisica.com.br/escolas/crescimento-e-desenvolvimento2/natacao-para-bebes-garante-melhora-do-desenvolvimento-motor-e-previne-lesoes-na-vida-adulta/ [8] HOSSI, Carla. Crianças pequenas podem praticar natação? especial para o iG São Paulo . Disponível em http://delas.ig.com.br/filhos/criancas-pequenas-podem-praticar-natacao/n1597021450539.html  , acessado em 09/04/2015. [9] HOSSI, 2015. Disponível em  http://delas.ig.com.br/filhos/criancas-pequenas-podem-praticar-natacao/n1597021450539.html  , acessado em 09/04/2015. [10] MELEM, Cláudia. As aulas de natação para crianças muito pequenas ajuda a diminuir o risco de afogamento? Disponível em tudosobrenatacao.blogspot.com.br/2011/03/as-aulas-de-natacao-para-criancas-muito.html [11] TUDO SOBRE NATAÇÃO, 2011, disponível em tudosobrenatacao.blogspot.com.br/2011/03/as-aulas-de-natacao-para-criancas-muito.html [12] http://guiadobebe.uol.com.br/natacao-para-bebes-e-criancas-quando-iniciar-parte-2/ [13] http://www.conversandocomopediatra.com.br/website/paginas/materias_gerais/materias_gerais.php?id=193&content=detalhe [14] Li Yang, Quan-Qing Nong, Chun-Ling Li, Qi-Ming Feng, Sing Kai Lo.   Risk factors for childhood drowning in rural regions of a developing country: a case–control study. In http://injuryprevention.bmj.com/content/13/3/178.abstract?ijkey=b93f67e68f220d1698cb2dad3cf1f9c7089ae3e6&keytype2=tf_ipsecsha;     Ruth A. Brenner, MD, MPH; Gitanjali Saluja Taneja, PhD; Denise L. Haynie, PhD; Ann C. Trumble, PhD; Cong Qian, MS; Ron M. Klinger, MBA; Mark A. Klebanoff, MD, MPH. Association Between Swimming Lessons and Drowning in ChildhoodA Case-Control Study. Arch Pediatr Adolesc Med. 2009;163(3):203-210. doi:10.1001/archpediatrics.2008.563. Disponível em http://archpedi.jamanetwork.com/article.aspx?articleid=381058 [15]http://guiadobebe.uol.com.br/natacao-para-bebes-e-criancas-quando-iniciar-parte-2/ [16] http://guiadobebe.uol.com.br/natacao-para-bebes-e-criancas-quando-iniciar-parte-3/ [17] http://guiadobebe.uol.com.br/natacao-para-bebes-e-criancas-quando-iniciar-parte-4/ [18] http://www.conversandocomopediatra.com.br/website/paginas/materias_gerais/materias_gerais.php?id=193&content=detalhe [19] http://criancasegura.org.br/page/dicas-de-prevencao-afogamento

[20] JORGENSEN, Robyn. Natação na primeira infância. Agregando Valor a Jovens Australianos. Relatório Final. Agosto 2013. Email: earlyyearsswimming@griffith.edu.au. Web: www.griffith.edu.au/education/early-years-swimming . Este relatório foi publicado pelo Instituto Griffith de Pesquisa Educacional Campus Mt Gravatt, Universidade de Griffith. Tradução para o português: Daniela Seabra

[21]  JORGENSEN, 2013, www.griffith.edu.au/education/early-years-swimming

[22]  Sigmundsson, H. & Hopkins, B. (2010) Baby swimming: exploring the effects of early intervention on subsequent motor abilities. Child: Care, Health and development, 36 (3), 428-430. In JORGENSEN, 2013, www.griffith.edu.au/education/early-years-swimming

[23] Jun, D., Huang, L. & Dan, Z. (2005) The effects of infant swimming on the passage of the meconium. Journal of Nursing Science, 2005. In JORGENSEN, 2013, www.griffith.edu.au/education/early-years-swimming

[24] Wang, J-S. The effects of a swimming intervention for children with asthma. Respirology. (Carlton, Vic). 14 (6), 2009, p. 838. In JORGENSEN, 2013, www.griffith.edu.au/education/early-years-swimming..

[25] Font-Ribera, L., Villanueva, C. M., Nieuwenhuijsen, M.J., Zock, J-P., Kogevinas, M. & Henderson, J. (2011). Swimming Pool Attendance, Asthma, Allergies, and Lung Function in the Avon Longitudinal Study of Parents and Children Cohort. American Journal of Respiratory Critical Care Medicine. March 1; 183(5): 582–588. In JORGENSEN, 2013, www.griffith.edu.au/education/early-years-swimming.

[26] Fragala-Pinkham, M., Haley, S. & O’Niell, M. (2008). Group aquatic aerobic exercise for children with disabilities. Developmental Medicine and Child Neurology, 50 (11), 822-827. In JORGENSEN, 2013, www.griffith.edu.au/education/early-years-swimming.

[27] Hutzler, Y., Chacham, A., Bergman, U. & Szeunberg, A. (2008) Effects of movement and swimming program on vital capacity and water orientation skills of children with cerebral palsy Developmental Medicine and Child Neurology, 40 (30), 176-181. . In JORGENSEN, 2013, www.griffith.edu.au/education/early-years-swimming.

[28]Diem, L. Early motor stimulation and personal development. A study of Four-to-Six-Year-Old German Children. Journal of Physical Education, Recreation and Dance, 53, 1982, p. 23-25. In JORGENSEN, 2013, www.griffith.edu.au/education/early-years-swimming

[29] AGOSTINHO, Ana Júlia. Natação para bebês. Disponível em http://bebe.abril.com.br/materia/natacao-para-bebes. Fontes: Mariella Bosquirolli, assessora da Metodologia Gustavo Borges, Newton Brussi, pediatra, e Márcia Tabacow, obstetra.

[30] http://bebe.abril.com.br/materia/natacao-para-os-bebes

[31]http://www.clinicalen.com.br/detalhes-pediatria-saude.php?cod_pediatria_saude=89&cod_pediatria_saude_categoria=7

[32] MADORNO, Rafaele. Correspondência Eletrônica. Resposta ao Blog. 26 de março de 2015. Para Denise Martins de Araújo e outros. INATI.

[33] NAVEGA, Sara Ferreira. Progressões Pedagógicas de Natação para Crianças dos 0 aos 6 anos de Idade. Dissertação apresentada à UTAD, no DEP – ECHS, como requisito para a obtenção do grau de Mestre em Ensino de Educação Física dos Ensino Básico e Secundário, cumprindo o estipulado na alínea b) do artigo 6º do regulamento dos Cursos de 2ºs Ciclos de Estudo em Ensino da UTAD, sob a orientação dos professores António Silva e Daniel Marinho. UNIVERSIDADE DE TRÁS-OS-MONTES E ALTO DOURO, 2011

[34] Bresges, L. (1980). Natação para seu nenén. Rio de Janeiro: Ao livro técnico S/A.

Lenk, M. (1982). Braçadas e abraços. Rio de Janeiro: Bradesco.

Fonseca, V. (1983). Psicomotricidade. São Paulo: Martins Fontes.

Fontanelli, M. & Fontanelli, J. (1985). Natação para bebés: entre o prazer e a técnica. São Paulo: Ground.

Catteau, R. & Garoff, G. (1988). O ensino da natação. São Paulo: Manole.

Depelseneer, Y. (1989). Os bebés nadadores e a preparação pré-natal aquática. São Paulo: Manole.

Rebelato, J. & Conceição, J. (Janeiro de 1989). Natação para bebés: considerações educacionais e fisiológicas. Revista Brasileira de Ciências do Esporte, 10 (2), pp.60-

Araújo Jr, B. (1993). Natação: saber fazer ou fazer sabendo?. Campinas:

Grisi, R. (1994). Natação para bebés: uma abordagem psicológica das relações pais e filhos no processo ensino-aprendizagem. Monografia de Especialização em Ciências da Natação e Hidroginástica, Universidade Gama Filho, Rio de Janeiro, Brasil.

Sarmento, P. (Out-Dez de 1994). Aprendizagem da natação – perspectivas pedagógicas. Ludens, 14, pp.31-35.

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Damasceno, L. (1997). Natação para bebes: dos conceitos fundamentais à prática sistematizada. Rio de Janeiro: Sprint.

Madormo, S. (1997). Natação e bebes – um capítulo especial. In C. Velasco (2ª ed.). Natação segundo a psicomotricidade. Rio de Janeiro: Sprint.

Faria, A. (1998). Desenvolvimento da criança e do adolescente segundo Piaget (4ª ed., capítulo 1 e 3). São Paulo: Ática.

Nakamura, O. & Silveira, R. (1998). Natação para bebes. São Paulo: Ícone.

Azevedo, A., Morais, l., Rodrigues, l., Barbacena, M. & Grisi, R. (2008). Os benefícios da natação para bebes de 6 a 24 meses de idade. Em: XI encontro de iniciação à docência. Universidade Federal da Paraíba, 9-11 de Abril, Centro de Ciências da Saúde/Departamento de Educação Física/Monitoria, Paraíba, Brasil, pp.1-7.

[35] Kerbej, F. Natação: algo mais que os 4 nados. São Paulo: Manole, 2002.

[36] Damasceno, L. Natação para bebés: dos conceitos fundamentais à prática sistematizada. Rio de Janeiro: Sprint, 1997

[37] Velasco, C. Natação segundo a psicomotricidade. Rio de Janeiro: Sprint, 1994.

[38] Fontanelli, M. & Fontanelli, J. Natação para bebés: entre o prazer e a técnica. São Paulo: Ground, 1985.

[39]FOUACE, J. (1980). Nadar antes de andar. Los niños anfibios. Editorial CEDEl. Barcelona.

[40] SAAKSLAHTI, A. (no prelo). Infant swimming in Finland. In: K.L. Keskinen, P.V. Komi e, A.P. Hollander (eds.). Biomechanics and Medicine in Swimming VIII. Gummerus Printing. Jyvaskyla.

[41] PEREZ, R. (1987). Desarrollo motor y actividades físicas. Editorial Gymnos. Madrid.

[42] LUQUE, R. (1995). Guía de las actividades acuáticas. Editorial Paidotribo. Barcelona.

[43] SARMENTO, P. e MONTENEGRO, M. (1992). Adaptação ao meio aquático. Edição da Associação Portuguesa de Técnicos de Natação. Lisboa

[44] BARBOSA, Tiago. PARA UMA CLARIFICAÇÃO DOS OBJECTIVOS OS PROGRAMAS DE NATAÇÃO PARA BEBÉS. In Lecturas: Educación Física y Deportes · http://www.efdeportes.com/
revista digital · Año 4 · Nº 15 | Buenos Aires, 08/99

[45] BONACELLA, Paulo Henrique. As aulas de natação para crianças muito pequenas ajuda a diminuir o risco de afogamento? Disponível em tudosobrenatacao.blogspot.com.br/2011/03/as-aulas-de-natacao-para-criancas-muito.html

 

 

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