Fico me perguntando por que vivemos adotando palavras, cujo significado desconhecemos. Acabamos de importar o bullying, o whats ap, o Pokémon, quando já tínhamos a expressão “longe pra dedéu” e outras tantas com as quais convivemos faz tempo.
O que seria mesmo esse “longe pra dedéu”?
Claro que eu sei que isso significa algo muito longe. Mas, esse “dedéu” quer dizer o que mesmo?
Pois, ainda que eu não saiba o que significa esse “longe pra dedéu”, vou dizer aqui e agora, que, o futebol maranhense está “longe pra dedéu” de algo que se pareça com o profissionalismo.
Alguns dirigentes, metidos a importantes, sábios, competentes mais que outros, sempre donos da razão, e achando que não precisam aprender nada com ninguém – ou, que ninguém tem nada para lhes ensinar – com apenas dois meses de atividades dos clubes que dirigem, já viram (e deixaram) fugir pelo ralo duas oportunidades para trabalhar o “planejamento” com vistas aos campeonatos brasileiros que disputarão ainda neste ano.
Ora, considerados os dois representantes mais importantes do Estado, Moto Club e Sampaio Corrêa já se despediram precocemente da Copa do Brasil (ou será que vai aparecer aqui alguém para afirmar que o Sampaio Corrêa vai imitar o Barcelona, e aplicar uma goleada no Internacional/RS em pleno Beira Rio?). Os dois, precisarão conquistar no Campeonato Estadual desde ano de 2017, as vagas para poderem disputar essa mesma competição em 2018. E, pelo visto, esta façanha está um pouco difícil.
Os dois também já se despediram da Copa do Nordeste neste ano de 2017, e com um detalhe relevante: terminaram como lanternas dos seus respectivos grupos. Outro detalhe: o Sampaio perdeu os dois jogos para o River/PI – perdeu em São Luís e em Teresina. E, dessas duas vezes, o que saltou aos olhos, foi aceitar as derrotas e sem culpar a Arbitragem.
E, brigaram tanto para disputar esse torneio, para que? Para fazerem esse papelão?
Foram duas competições que, quem faz futebol profissional, sabe que nós maranhenses não temos qualquer competência para conquista-las. Teriam que ser aproveitadas para montar e testar os times formados para as disputas do Campeonato Brasileiro da Série C. Continuam contratando e contratando, e ainda não “desenharam” a base para a Série C.
Estranho, é que nenhum dirigente assume os erros. Preferem trocar os treinadores, apontando, indiretamente, algum responsável. E isso é puro amadorismo.
Detalhe: ninguém pode mais falar em falta de grana – diz a mídia que o Governo do Estado acabou de injetar uma boa grana, e que essa grana já caiu na conta. Faz tempo!
Para o profissionalismo, estamos realmente “longe pra dedéu”!

 

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